Londres: primeiras impressões (chegando em casa)

Como já contei no post anterior, em 2011 tornei o sonho de morar fora, e em Londres, realidade! E hoje vou contar sobre as minhas primeiras impressões da cidade, capital da Inglaterra e da Grã-Bretanha.

Fui de mala e cuia para Londres no dia 31 de dezembro de 2010. Embarquei com um misto de sentimentos, que envolvia, além da prévia saudade da família e de tantas outras pessoas queridas, ansiedade, emoção, empolgação e adrenalina por estar indo rumo ao desconhecido e totalmente sozinha! Ninguém estava indo comigo, não conhecia ninguém na cidade, nunca tinha ido à Europa e nunca tinha morado fora!

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Meu voo foi para Portugal, pela TAP (à qual não tenho crítica alguma. Um voo comum, num avião comum, serviço de bordo comum. Mesmo porque fui de classe econômica, e não poderia esperar nada de mais!). Mas, por sorte, não tinha ninguém nas duas poltronas ao meu lado, então, me senti na minha cama!

Era noite de réveillon, mas como eu estava no meio do Atlântico, não sei dizer aonde e nem em qual fuso horário comemorei a virada de 2010 para 2011. Aliás, nem posso dizer que comemorei, pois eu estava apagada, assim como todos os demais passageiros. Foi só de manhã, quando o piloto disse que dentro de alguns minutos pousaríamos em Lisboa, que vi que já era 2011. Acordei e fiquei observando a bela capital pela janelinha do avião. Lá de cima deu para ver direitinho o Monumento aos Descobridores e a Torre de Belém. Pena que só vi mesmo do alto! Bom motivo para voltar ao Velho Mundo.

Minha conexão foi bem rápida e logo peguei meu próximo voo, destino: Londres! Um friozinho na barriga e, às 11h30, lá estava eu, aterrissando em Heathrow, o terceiro aeroporto mais movimentado do mundo. Ele é enorme, com cinco terminais, e, quando desembarcamos, não temos a menor noção do tamanho total do aeroporto, pois todos os terminais ficam bem distantes uns dos outros. É como se fossem cinco aeroportos de Confins em um só. Porém, é extremamente bem sinalizado, não tem como se perder (grande medo de quem tem fobia de aeroporto).

heathrow Vista aérea de Heathrow

Integrando meu pacote, havia o transfer aeroporto/casa, que me pegaria no desembarque e me levaria até minha casa, localizada na zona 2 de Londres (a cidade é dividida em zonas, sendo que a zona 1, a ‘garrafinha deitada’, é o centro, onde estão as principais atrações turísticas. Ao redor, vem a zona 2, e assim por diante, como mostra o mapa abaixo).

london_zonas Mapa de Londres

Encontrei o responsável pelo transfer e entrei na van, que transportava mais um brasileiro, o qual passaria um mês na cidade. Fomos conversando e observando a paisagem da janela. Estrada perfeita, sem buracos, e algumas árvores no caminho. E andava, andava, andava. As poucas palavras que o motorista dizia, eu o pedia para repeti-las, pois nunca tinha tido contato com o inglês britânico, que é bem diferente do americano, devido à pronúncia e à entonação. Um som nasalado, super estranho, mas lindo!

Quando fomos chegando próximo à cidade, comecei a ver os prédios de tijolinhos laranja, todos iguais, e logo comecei a me perguntar como que as pessoas se localizam por lá. Pior: como eu iria me localizar por lá. Mas logo afastei o pensamento e continuei observando os outdoors iluminados pela autoestrada, que, de repente, se tornou uma rua movimentada com uma imponente construção à esquerda, que me chamou atenção. Perguntei o que era: o Natural History Museum. Uau! Ma-ra-vi-lho-so. Claro que eu voltaria ali, isto é, se soubesse como chegar. Não sei por que, mas estava com um medo de não conseguir me locomover por lá e ficar perdida. Mas depois vi que era apenas uma insegurança inicial.

Islington - Angel

Perguntei ao motorista quem seria deixado em casa primeiro e ele disse que seria o rapaz brasileiro, que se hospedaria em Piccadilly. Como já conhecia o local do ‘vuco-vuco’ de Londres por completo, via Google Street View e ‘zilhares’ de pesquisas na net, sabia que era próximo ao Big Ben, mas logo o motorista me disse que não passaríamos por lá. Ficou para a próxima… mas andamos bem por algumas ruas do centro.

Era sábado, 1º de janeiro, ou seja, pleno inverno londrino (apesar de que eu ainda não tinha tido tempo de sentir o clima, pois fui do saguão do aeroporto para o carro). O céu já estava bem escuro, como se fossem 17h30, no Brasil. Mas ainda eram 12h30. Várias lojas estavam abertas, mesmo sendo feriado. Muita gente caminhando e luzes de Natal presas no alto dos prédios, cruzando as ruas. Logo, saímos do centro e fomos passando por ruazinhas, todas idênticas, e com mercadinhos por todo lado. Uns 40 minutos depois, sem trânsito, chegamos! Fiquei bem impressionada de imaginar o tamanho da cidade, pois, se do centro à zona 2, que são bem próximos, gastamos todo esse tempo, imagina quem mora na zona 6?

O bairro que morei chama-se Hackney, região leste de Londres. É um bairro bem simples, de pessoas bem simples. Você certamente já ouviu falar nele, pois foi lá que houve a maioria dos confrontos entre jovens e policias, ocorridos em agosto de 2011 (um mês após meu retorno), em que vândalos saquearam e quebraram lojas, incendiaram ônibus e fizeram um caos total em bairros da região leste e até mesmo em cidades vizinhas. Apesar disso, enquanto eu estive lá, não vi um problema sequer. Muito pelo contrário. As ruas eram bem tranquilas!

Rushmore Road Minha rua – Rushmore Road

Bom, cheguei à minha casa e, ao descer do carro, tive o primeiro contato com o friiiio. Nossa, de doer os ossos! Mas nem ouso reclamar, porque confesso: eu amava todo aquele gelo, com sensação térmica de -6°C. Todos os moradores ainda estavam acordando (por causa da noite de réveillon que, pelo visto, foi muito boa. A cozinha estava uma bagunça sem fim!). Então, ia conhecendo-os aos poucos. A maioria era brasileiro, pois a agência de viagem é daqui. Mas havia pessoas da Lituânia e da Colômbia.

Fiquei na sala, com minhas malas e conversando com alguns deles, até que meu quarto fosse liberado. Nesse meio tempo fui recebida por uma pessoa da Casa Londres, agência que administra casas para estudantes, e fui até um mercadinho próximo à minha casa para fazer as primeiras compras emergenciais. Ainda eram 15h30, mas o céu já estava escuro, como noite. Tal mercadinho, por nós denominado ‘turco’, por pertencer a uma família turca (tem aos montes por lá), vende de tudo! Desde sorvete a água sanitária! Um quebra-galho incrível! Na calçada, ao lado de fora da loja, ficam frutas, verduras e legumes. E o mais engraçado: a loja não tem porta! O turco mesmo dizia: “Can you see? I don’t have door!”, ao nos informar que fica aberto por 24h!

turco Turco – salva vidas

Voltei para casa e me organizei em meu novo canto. Tinha uma colega de quarto, que me ajudou demais nos primeiros dias, me informando que, para ir ao centro ou à escola, eu pegaria o ônibus 38; a estação de metrô (lá, mais conhecido como Underground ou Tube) mais próxima era a de Bethnal Green. Me contou que, para descobrir como chegar a qualquer lugar em Londres, seja de ônibus, tube, Overground, Underground, barco ou bicicleta, era só acessar o site do Transport for London. Os supermercados Tesco e Sainsbury’s eram os mais próximos e vendiam bons produtos de marca própria e com ótimo preço; o Iceland era ótimo para comprar pratos congelados. A geladeira e os armários da cozinha eram repartidos pelos moradores; e várias outras dicas da cidade e regras da casa. Ela trabalhava o dia todo, então, mal nos víamos! Mas dei uma sorte grande de tê-la como colega de quarto!

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No dia seguinte, fui ao Tesco fazer uma compra maior, dei uma volta pelo centro de Hackney, fiz o meu Oyster (cartão que dá acesso a ônibus e metrô, o qual pode ser carregado de acordo com sua necessidade) e, em casa, fiquei organizando meu armário. Ainda estava me sentindo a estranha no ninho…

Bom, por enquanto, é isso! As segundas impressões virão no próximo post! Aguardem…

A escolha do intercâmbio

Hoje venho contar um pouco sobre o que pesou na minha escolha pelo destino do meu intercâmbio. Sempre tive esse sonho, mas nunca tinha parado para organizá-lo, seja por falta de oportunidade ou do momento certo, mas nunca por falta de vontade.

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A maioria das pessoas costuma fazer este tipo de viagem cedo, por volta dos vinte e poucos anos, ou antes. Mas, no meu caso, fui aos 29. Alguns podem achar que fui tarde demais, mas não. Fui no momento certo e hoje sei que não há idade para viver novas experiências. E o bom é que fiz tudo por mim mesma, corri atrás de cada centavo, cada detalhe, para fazer com que esse momento fosse perfeito. E foi.

A primeira coisa que levei em consideração foi o meu objetivo com o intercâmbio: melhorar minha fluência em inglês. E, sempre que pensava em intercâmbio, pensava na Europa, mais especificamente, em Londres. Mas tinha um inconveniente: o alto custo de vida na capital britânica. Todos me falavam que lá é tudo caríssimo, uma das cidades mais caras do mundo. Muitas pessoas também me falavam que as mulheres brasileiras não são muito bem vistas por lá. E isso começou a me deixar um tanto quanto preocupada, pois não pretendia trabalhar durante a viagem para completar minha renda. Queria somente estudar e aproveitar ao máximo, sem outras obrigações. E também não queria sofrer preconceitos por ser brasileira. Mas não me deixei abalar e comecei a fazer pesquisas em agências de viagens (e, com o tempo, percebi que aquelas informações não se passavam de intriga da oposição).

Tinha em mente ficar quatro meses fora. Mas meu sonho pareceu ir por água abaixo quando fui a duas agências fazer orçamento. Somente o valor cobrado pelo programa (curso + passagem aérea + 4 semanas de estadia) era quase o total do que eu pretendia gastar com toda a viagem, incluindo moradia, alimentação, transporte, passeios, compras e tudo mais. Os custos exorbitantes me deixaram super desmotivada. Mas não desisti e continuei pesquisando. Foi então que pensei em um segundo destino: Dublin, na Irlanda, bem pertinho de Londres. Pesquisei muito sobre a cidade, o país, o custo de vida e fiz orçamentos. Realmente, bem mais baratos do que os primeiros. Então, quando estava quase decidida em ir para Dublin, me dei conta de que não estava fazendo a escolha certa, pois eu não estava feliz com minha decisão. Sabe aquela coisa de “não era isso que eu queria…”?

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Voltei a pesquisar sobre agências que levam estudantes para Londres e descobri, pela internet, uma agência do Rio Grande do Sul, chamada Egali Intercâmbio. Como iria sozinha, fui buscar mais informações com pessoas que já tinham viajado pela agência e encontrei no Facebook e no Orkut (olha aonde fui parar) pessoas que tinham ido, adorado e a recomendavam.

Um dos diferenciais que me chamou bastante atenção, é que a agência oferece estadia por todo o período da viagem, por meio das chamadas Egali House. No caso de Londres, eles têm parceria com uma empresa, a Casa Londres, que aluga e administra casas para estudantes por tempo indeterminado. Normalmente, as demais agências vendem pacotes em que os alunos ficam cerca de quatro semanas em casa de família e, durante esse período, devem procurar outro lugar para morar da quinta semana em diante. Outras possibilidades são as casas de estudantes oferecidas pelas escolas. Mas nenhuma das duas opções me atraia. Já ouvi falar muito sobre pessoas que tiveram problemas nas casas de família. Por mais que seja uma boa opção para conhecer como é a vida no país, sei que não me sentiria muito bem. E as regras das casas oferecidas pelas escolas também não me deixavam muito satisfeita. Preferia ter um canto para mim, um lugar que me permitiria sentir que ali era a minha casa.

Então, fiz o orçamento com a Egali e, bingo! Encontrei um excelente custo-benefício. E o melhor: na cidade que sempre sonhei. Daí em diante, comecei a planejar tudo, sempre com a ajuda do atendimento da agência que, diga-se de passagem, hoje é um querido amigo!

Decidi ir no comecinho do ano, mais precisamente, no finalzinho. Comprei a passagem para embarcar no dia 31 de dezembro de 2010 (sim, passei o réveillon voando, em meio ao Atlântico e dormindo). Então, vieram as próximas decisões: casa e escola. A casa, optei pela Egali House. Já a escola, fiz uma pesquisa entre as opções e também escolhi pelo custo-benefício. Busquei uma escola que fosse credenciada ao British Council, sistema que garante a qualidade do ensino nas escolas do Reino Unido. Além disso, queria uma escola em que os professores fossem ingleses, apresentasse avaliações positivas feitas pelos alunos e tivesse localização privilegiada. Minha opção foi a Malvern House, a qual achei muito boa e consegui uma rápida evolução no idioma.

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Pronto, pagamento feito, foi a hora de separar os documentos para tirar o visto que, na época, era exigido para estudantes que fossem fazer um curso de 12 semanas ou mais. Como eu não ia trabalhar, o meu visto foi o de estudante visitante. No entanto, algumas regras mudaram recentemente – depois vou fazer um post com o passo a passo de como tirar o visto para estudar na Inglaterra.

Fui ao Rio de Janeiro, no consulado britânico, e, diferentemente do visto americano, que você tem a resposta na hora, o inglês não. Só sabemos quando recebemos o passaporte em casa. Foram poucos dias de espera, mas que pareceram durar meses… até que recebi o passaporte com minha solicitação aprovada e validade de seis meses (que, posteriormente, me levou a estender minha viagem para o período total permitido!). Daí em diante, foi organizar cada detalhe daquela que seria a melhor viagem da minha vida!

Dicas para a escolha certa do intercâmbio:

– defina seu objetivo (estudo do idioma, trabalho, high school, curso superior, etc.);

– escolha o destino que mais te fará realizado;

– pesquise sobre a cidade e o país que irá morar;

– visite várias agências de intercâmbio;

– converse com diversas pessoas que viajaram por aquela agência e com pessoas que foram para onde você irá;

– pense bem na melhor moradia, que te proporcionará tranquilidade e liberdade;

– busque uma escola credenciada pelo órgão que regulamenta o ensino no país;

– tente morar o mais próximo possível de pontos de ônibus, estação de metrô e, se possível, da escola;

– aproveite o intercâmbio e conheça o máximo de cidades e países possíveis;

– conheça a cultura local;

– faça amigos de vários países;

– faça amigos do seu país. Só eles conhecem a sua cultura;

– viva intensamente cada segundo, pois não há nada melhor!

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Bagagem: evite que ela se torne um problema

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Sempre que pensamos em uma viagem, logo já começamos a imaginar o que levar na mala. Para resumir bem, uma dica útil: não exagere e leve sempre menos da metade do que você imaginou. Isso mesmo. Atire a primeira pedra quem nunca chegou de uma viagem e disse: “nossa, não usei nem a metade do que levei”.  Então, por isso, sejamos econômicos. Não há nada mais chato do que ter que ficar carregando malas grandes e pesadas e ainda correr o risco de ter que pagar caras taxas de excesso de bagagem. Por isso, destaquei alguns pontos a serem levados em consideração na hora de arrumar as malas. Vamos lá!

1-       Em primeiro lugar, faça uma pesquisa de como estará o tempo nos lugares que visitará. Isso o ajudará a deixar muitas coisas para trás. Mas, claro, leve sempre um agasalho e um sapato fechado, independente de ser praia, verão e ter pouca possibilidade de chuva. Já se for para lugares muito frios, um casaco pesado basta. Se precisar de outros, poderá comprar no destino, mas lembre-se que, no Brasil, usa-se pouco esse tipo de roupa.

2-      Procure sempre levar peças que combinem entre si, tanto nas cores quanto nos estilos. E tenha em mente a probabilidade de fazer compras na viagem. As novas aquisições ocuparão espaço na mala, mas têm a vantagem de já integrarem as opções de roupas a serem usadas na própria viagem.

3-      Veja quantos dias tem o seu roteiro e leve uma roupa por dia. Você irá combiná-las durante a viagem, então, não precisa de mais do que isso. Leve somente aquilo que tem certeza que irá usar.

4-      Pense nos tipos de programa que você vai fazer. Roupas elegantes, somente se for a eventos ou jantares que as peçam. No mais, ter uma calça preta e alguns acessórios (para as mulheres) já resolve o problema. Se for um mochilão, dê preferência para as malhas, que não amassam e podem ser enroladas. Para esquiar, uma boa opção é alugar os casacos de frio no destino. É barato e não vai ocupar a mala com eles.

5-      Sabendo que em viagens anda-se muito, procure levar sapatos confortáveis. Tenha sempre um tênis, um sapato e, mulheres, uma sandália (sem contar com o chinelo, claro). Isso é mais do que suficiente.

6-      Procure não levar roupas que amassem. Se não tiver como, elas são as últimas que entrarão na mala. Coloque-as da maneira mais esticada possível e, se for camisa, dobre a parte de baixo, que é a que ficará para dentro das calças.

7-      Comece a arrumação da mala colocando os sapatos no fundo. As meias podem ir dentro dos sapatos. Preencha os espaços vazios com roupas íntimas, acessórios e outros itens pequenos. Por cima, coloque jeans, casaco, e roupas mais ‘grosseiras’. Por fim, as mais delicadas.

8-      Na nécessaire, evite colocar as embalagens originais dos produtos. Leve shampoo, condicionador e hidratante em frascos menores. Esse é o tipo de coisa que enche e pesa a mala, o que pode ser evitado.

9-      Para mala de mão, a dica é a mesma: nada de exageros. Evite as malas pequenas de rodinhas, pois, a maioria das companhias aéreas tem limite de peso e essas malinhas pesam muito! Opte por uma mochila e lá dentro coloque apenas objetos de valor, como câmera fotográfica, notebook, documentos e uma muda de roupa para caso sua mala extravie.

10-   Para despachar, escolha as malas de rodinhas pela praticidade. E, se for para um lugar onde as compras valem a pena, não utilize todo o espaço para que as compras, ou parte delas, caibam lá.

Extravio

Caso sua bagagem não apareça na esteira rolante, vá imediatamente ao guichê de atendimento e informe que sua mala foi extraviada. Você vai preencher um formulário com seus dados e endereço para entrega da mala. Normalmente, demoram de 24h a 48h para entrega-las no local de sua preferência. No entanto, caso não sejam localizadas em 30 dias, para voos nacionais, ou em 21 dias para internacionais, a empresa deve indenizar o passageiro.

O mesmo deve ser feito se sua mala for danificada durante o transporte. Preencha o formulário e entregue-o para a companhia aérea, para que sejam tomadas as devidas providências.

Limite de bagagens

Como todo mundo sabe, existem os limites de bagagens em viagens em qualquer meio de transporte, principalmente, em aviões. Para voos nacionais, os limites são os seguintes:

30 kg para a primeira classe, nas aeronaves acima de 31 assentos;
23 kg para as demais classes, nas aeronaves acima de 31 assentos;
18 Kg para as aeronaves de 21 até 30 assentos;
10 Kg para aeronaves de até 20 assentos.

Para voos internacionais partindo do Brasil são permitidas duas bagagens despachadas de 32 kg, além da bagagem de mão. Para os voos internacionais saindo de outros países, aplicam-se as normas dos locais de origem da viagem. No entanto, o peso e o tamanho das malas também variam de companhia para companhia, principalmente em voos feitos por companhias low fare, então, é sempre importante checar essas informações no site das empresas com antecedência.

E atenção, muitas companhias aéreas internacionais também medem a bagagem pela soma das dimensões (peso + altura + largura), geralmente, sendo permitido até 157 cm lineares por mala despachada.

Já as bagagens de mão, normalmente, podem pesar até 5 kg e 114 cm lineares.

Caso exceda esses limites, será cobrada taxa por excesso de bagagem, calculada de acordo com o peso excedido.

Mas, de novo, reforço: não tome essas medidas como regras. Isso é apenas uma média. A regra está sempre descrita no site das companhias.

Itens proibidos

Quando for checar os limites de bagagem, lembre-se de verificar também os itens proibidos, seja em bagagens de mão ou despachadas, voos nacionais ou internacionais.

E não se esqueça que, na bagagem de mão dos voos internacionais, há restrições para os líquidos. Todos os líquidos, incluindo gel, pasta, creme e aerossol só podem ser transportados em frascos de 100 ml, acondicionados em embalagem plástica, transparente e vedada, totalizando 1 litro. A embalagem não pode exceder 20 x 20 cm.

Líquidos adquiridos em free shop ou a bordo das aeronaves, podem ultrapassar esses limites, desde que estejam em embalagens plásticas lacradas e com a nota fiscal.

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Outras informações podem ser obtidas no site da Anac e no site das empresas de transporte.

Sobre os trilhos da Itália

Nesta seção, o espaço é do leitor, para contar as experiências mundo afora! E, para estrear, uma leitora muito especial, pediu para que eu postasse uma aventura vivenciada por ela durante viagem à Europa, na companhia da filha. No caso, a leitora é minha mãe e a filha SOU EU!

Então, aí está a primeira história da categoria DE CARONA! Fiquem à vontade!

“Era março. Minha primeira viagem à Europa. Fomos eu e minha filha fazermos um passeio de trem pela França e Itália. Já deixo bem claro, de antemão, que não falo francês, nem italiano e, muito menos, inglês, idioma com o qual eu poderia me virar em qualquer canto do mundo. Pelo menos, isso era o que eu pensava até aquele dia. Mas, como minha filha fala inglês, fiquei tranquila em relação à nossa comunicação.

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Estávamos em Paris e lá pegamos o trem com destino à Florença, uma longa viagem, de cerca de 12h. Então, compramos os tickets para fazer o percurso à noite, em uma cabine para seis pessoas. E lá fomos nós, felizes e contentes, com duas malas – a da minha filha pequena e a minha consideravelmente grande, meu maior arrependimento.

Gare du Nord

Já na plataforma do trem, custamos a encontrar nosso vagão. Quando o achamos, entramos arrastando as bagagens e iniciamos uma nova busca, agora pela nossa cabine. Os números eram dispostos de forma bem confusa nas portas das cabines, ao menos para nós, que viajávamos de trem pela primeira vez. Então, minha filha deixou as malas no pequeno corredor e foi atrás de algum funcionário do trem para saber onde era nosso ‘quarto’. Ao encontrar um senhor na porta do vagão, perguntou, em inglês, como achar o local. A resposta logo veio:

– ‘não te entendo’, disse ele, em italiano.

Ela então perguntou:

– ‘você não fala inglês?’.

E a resposta se repetiu: – ‘não te entendo’.

Pronto. Agora estávamos ali, incomunicáveis até que minha filha fez a mesma pergunta a outro senhor que ali se encontrava.

– ‘Senhora’, disse ele, em inglês, ‘os números das cabines encontram-se na porta de cada uma delas. Mas não posso ajudá-la agora, pois sou de outro vagão’.

Sabíamos que os números estavam nas portas, mas não estávamos entendendo. Foi então que retornamos ao corredor e fizemos uma breve análise das plaquinhas. Logo, achamos nossa cabine, já com quatro pessoas lá dentro: um casal de idosos, uma senhora e uma jovem. Então, entramos lá com nossas malas e começamos a luta. As malas só poderiam ser guardadas debaixo dos bancos, espaço obviamente já ocupado, ou em cima das camas, espaço obviamente vazio, mas de difícil acesso. Mas era a única opção, ainda mais se tratando da minha mala consideravelmente grande. Lá fomos nós tentar erguer o ‘container’. Não conseguíamos de jeito nenhum.

mala cheia

Foi então que minha filha subiu na cama e, com ajuda da moça jovem, conseguiram guardar as malas. A essa altura, todo o resto do pessoal da nossa cabine já estava no corredor, para dar espaço às meninas, inclusive eu estava lá fora dando as coordenadas:

– ‘puxa, puxa. Agora mais para a direita. Cuidado, você vai cair daí. Moça, levanta um pouco mais a mala’.

– ‘Mãe, não precisa ficar daí falando que ela não te entende’, dizia minha filha. Eu sempre esquecia que estava em outro país e as únicas brasileiras ali, pelo visto, éramos nós.

Com muita força nos braços, elas conseguiram colocar as malas no bagageiro. Os fortes aplausos dos nossos companheiros de cabine se transformaram em boas risadas. Então, tudo se ajeitou e entramos na cabine. Começamos um bate papo com nossos companheiros. Quer dizer, minha filha começou. Eu entendia apenas algumas palavras.

Descobrimos que a moça irlandesa estava indo passar as férias na casa de uma amiga na Itália. O casal de idosos ingleses estava indo comemorar o aniversário de muitos anos de casamento em Roma e a senhora italiana estava retornando de uma viagem a Paris. Esta, assim como eu, ficou muda durante a conversa.

Papo vai, papo vem, chega à cabine o funcionário italiano, que não fala inglês, e solicita os passaportes. Isso todos nós entendemos. Recolhidos todos os documentos, ele disparou a falar. Com exceção da italiana, não entendemos nada e começamos a questionar o que ele estava tentando explicar. A senhora italiana começou a tentar nos explicar também e ficou aquela confusão de três idiomas dentro de uma cabine. Com muito custo e depois de muitas mímicas, ponto para nós! Ele estava dizendo que precisava dos passaportes para o momento que cruzássemos a fronteira entre França e Itália e explicando que, às 6h, bateria à nossa porta para devolver os documentos de quem fosse descer em Florença: no caso, só eu e minha filha em todo o vagão! O horário previsto para chegar a Florença era às 7h.

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Como morro de medo de me perder, ainda mais se tratando de outro país, onde não falo o idioma, já fiquei preocupada de pegarmos um sono pesado e não ouvirmos o senhor batendo à porta, ou o contrário: imagina se ele dorme e esquece de nos chamar!

Coloquei meu despertador para às 6h e pedi a minha filha que colocasse o dela também. Mesmo porque teríamos que descer a singela mala e, para isso, precisaríamos de tempo.

Às 6h toca o despertador. Minutos depois, o senhor bate à porta e nos entrega nossos documentos.

– ‘Senhor, vamos chegar a Florença no horário previsto?’, perguntou minha filha, em inglês.

– ‘Não te entendo’, respondeu o senhor.

Ela então arriscou em português mesmo, que é mais parecido com o italiano.

– ‘Não te entendo’, respondeu o senhor.

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Então, a senhora italiana que estava em nosso vagão, começou a se manifestar, em italiano, para nos ajudar.

– ‘A próxima cidade é Bologna, depois, Florença’.

Ficamos de olho e chegamos à outra cidade, que não era Bologna. Já ficamos preocupadas, pois, como ela era italiana, deveria conhecer bem a região.

Andamos mais um pouco e logo ela repetiu:

– ‘A próxima cidade é Bologna, depois, Florença’.

Chegamos novamente à outra cidade. Na terceira vez que ela repetiu essa mesma frase e vimos que não estávamos, de novo, em Bologna, começamos a desesperar.

– ‘Já passou Florença e não vimos. Daqui a pouco estamos no sul da Itália’, dizia eu à minha filha. Isso já eram 8h, ou seja, 1h depois do horário previsto.

Foi então que minha filha foi até a sala do funcionário do vagão e começou a gesticular e a falar: – ‘Firenze, Firenze’. Ele fazia gestos com as mãos mostrando que ainda estava por vir e mostrava o relógio, informando que o trem estava atrasado.

IMG_5116 Bolognaaaaa…

Com tanta confusão e medo de perder a parada, colocamos nossas malas no estreito corredor, as transformamos em poltronas e ficamos observando a linda paisagem de neve que cobria ruas e telhados da bela Itália. E nesse balanço do trem, fomos checando nome por nome das cidadezinhas pelas quais passávamos, já ansiosas para chegar ao nosso destino.

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Mas víamos que, de minuto em minuto, pessoas de outras cabines iam até a sala do funcionário do trem, para saber a que horas chegariam. Ele, sabendo falar apenas sua língua pátria, não conseguia ajudar aos outros também. Então, ao virem nossa solução, ao mesmo tempo útil e agradável, de ficar no corredor olhando pela janela, logo, o local já estava lotado de malas e pessoas. Foi aí que descobrimos que não éramos as únicas que desceriam em Florença, como havíamos entendido.

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Ao avistarmos a plaquinha com o nome Firenze, respiramos aliviadas e descemos logo do trem, antes que fôssemos todos expulsos pelo italiano, que já estava bravo com a confusão no pequeno corredor.

Ao final, rimos muito de toda aquela confusão e fomos desfrutar das belezas de Florença e da cozinha regional, até nos depararmos com a próxima aventura pelo velho mundo!”

IMG_5201 Vista do Duomo

História enviada pela leitora Zaine Fontes

Roteiro gastronômico em Gramado

Imagine uma cidade limpa, organizada, bem cuidada e, acima de tudo, linda como os vilarejos do interior da Alemanha! Assim é Gramado, nas Serras Gaúchas, um dos lugares mais encantadores que já visitei no Brasil. A pequena cidade respira turismo, ainda mais na época em que fui, em plena Páscoa, quando tem a Chocofest! Era turista para todo lado: olhando as vitrines da avenida Borges de Medeiros, provando as delícias da feira de chocolates, conhecendo os pontos turísticos e perambulando sem rumo e sem direção. E esse é um dos grandes prazeres que Gramado nos oferece, poder caminhar tranquilamente curtindo cada momento da viagem.

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As opções de passeios são várias! Tem o pórtico dando as boas vindas a quem chega; o Palácio dos Festivais, onde é entregue o Kikito, durante o Festival de Cinema; o Lago Negro, que, como o nome diz, é de águas bem escuras, mas lindo e rodeado de belas construções; as diversas fábricas de chocolates, como a Caracol, Prawer, Lugano e Florybal; a cascata do Caracol, com seus 730 degraus (ufa!); e vários parques e museus como a Aldeia do Papai Noel, o Mundo a Vapor, Museu da Moda, do Automóvel, de Cera e tantos outros. Tem Canela, bem pertinho, com a belíssima matriz de Nossa Senhora de Lourdes; e mais uma infinidade de atrações. Isso sem contar com as lojas de couro e lã, com peças lindas!

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DSCN9455 Lago Negro

IMG_3186 Cascata do Caracol

DSCN9504  Nossa Senhora de Lourdes – Canela

No entanto, o ponto alto da visita à cidade mais europeia do país é a culinária. Durante os dias que estive lá, o roteiro foi baseado, principalmente, nas visitas aos restaurantes que não podiam ficar de fora. Tive a sorte de estar ciceroneada por gaúchos, que conhecem bem o que o estado oferece de melhor no quesito gastronomia e que, claro, sabem onde encontrar os melhores pratos em Gramado!

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Nossa primeira parada foi em uma típica cantina italiana, sobre a qual minha amiga fez questão de frisar: “vir a Gramado e não conhecer a Pastasciutta, é o mesmo que não vir a Gramado”. Entrando lá, logo se percebe a atmosfera italiana que preenche o lugar. Todo decorado em tons de vermelho e verde, cores da bandeira italiana, frios pendurados por todo lado e escorredores de macarrão fazendo as vezes dos lustres, o local é super aconchegante, com uma agradável iluminação. O atendimento é excelente, assim como a carta de vinhos e as opções do cardápio, com massas artesanais feitas pela casa, filés e frango, o que nos deixa confusos na hora de fazer o pedido. De entrada, um rico buffet de frios, com queijos, salames, copas, saladas e outras delícias.

IMG_3084 Cantina Pastasciutta

No total, são 12 tipos de massas artesanais. Como éramos quatro pessoas, escolhemos duas opções de massas (os pratos servem duas pessoas). Nossos pedidos foram gnocchi à Quatro Formaggio (quatro tipos de queijos) e talharim ao Mediterrâneo (camarão, tomate seco, muçarela de búfala e manjericão). Ambos dignos de um ‘bahhh’, bem enfático! Difícil saber qual é o melhor. Mas uma dica: pode ser que meia porção seja o suficiente para duas pessoas. Os pratos são muito fartos e acabou sobrando bastante. Que pecado!

DSC05369 Opções de massas

No dia seguinte, almoçamos em um restaurante de churrasco uruguaio. Era rodízio, ou melhor, espeto corrido, no dicionário ‘gaúchês’. Diversos tipos de carnes, acompanhamentos e buffet de salada. Uma delícia! Eles costumam servir a carne bem mal passada, um prato cheio para quem gosta. Mas, caso prefira ao ponto, pode pedir para vir bem passada, que ela vem no ponto ideal! O atendimento também foi bom, apesar de o restaurante ser grande e estar lotado quando chegamos. Mas vale a pena, pois a qualidade e o sabor da comida nos deixaram bem satisfeitos.

À noite, fomos ao Chateau de la Fondue. Claro, em Gramado é obrigatório experimentar um prato típico do inverno. Apesar de ainda não estarmos em minha estação favorita, o clima à noite já permitia essa extravagância, com os termômetros marcando 16 graus! Ainda mais porque amo fondue e não deixaria de experimentar o de Gramado nem se estivesse em pleno verão!

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Ao chegar, nos deparamos com uma fila básica, de 1h30 de espera (lembrando que fomos na Semana Santa), mas nos disseram que este era o melhor da cidade na especialidade, tão aguardada por nós! Então, nome na lista e passeio pela Borges de Medeiros para passar o tempo.  O restaurante é bem aconchegante e tinha um músico tocando e cantando ao vivo, o que deu ainda mais charme ao jantar. Demos início à sequência de fondue. Primeiro vem o de queijo, acompanhado de pães, batatas e brócolis. Sim, brócolis! Nunca tinha experimentado desta maneira, mas garanto que é uma delícia! Depois vem o de carne, com opções de boi, porco e frango, que pode ser servido de forma tradicional, com óleo na panela para fritar as carnes, ou na pedra. Pedimos na pedra para não pesar ainda mais a consciência (como se, nessa altura do campeonato, isso adiantasse alguma coisa). A infinidade de molhos é incrível! Azeitona, vinagrete, gorgonzola, rosê, morango, tártaro, laranja, mel com mostarda e mais tantos outros que não couberam na memória.

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Em seguida, o derradeiro: chocolate! Feito com o chocolate caseiro Prawer, fabricado em Gramado, vem com frutas variadas como laranja, melão, mamão, morango, uva, banana e abacaxi. Para comer rezando!

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Para o dia seguinte, a intenção era experimentar o galeto da Casa di Paolo, bastante tradicional em Gramado. Mas a consciência já estava no chão, e ficou para a próxima! Acabamos optando por outra cantina italiana, a Di Capo, onde transformamos uma entrada em prato principal. Já vinha ouvindo falar sobre a sopa de capeletti há tempos e, então, resolvi experimentar em terras gaúchas, onde se ‘ganha a sopa desde pequenininho’, conforme me contaram! E realmente, é uma delícia! O capaletti em si já é um prato que me atrai aos montes e, na sopa, tem um toque especial com aquele caldinho de gosto caseiro e frango desfiado. E o melhor: é fácil de fazer em casa! Vou adotar em Minas também!

IMG_3184 Cantina Di Capo

Bom, aí estão algumas dicas de onde comer em Gramado! Espero voltar em breve para experimentar as outras delícias que não couberam no cardápio da vez. Porque, é óbvio, na mala ainda vieram muitos chocolates!

Carnaval sobre as águas em Veneza

A chegada na pequena ilha localizada ao leste da Itália assusta. Centenas de pessoas puxando suas malas de rodinhas em meio a crianças, jovens e adultos mascarados e fantasiados. Os Vaporettos, ônibus aquáticos que percorrem os canais da cidade, saem lotados das estações. Os restaurantes ficam super movimentados e as gôndolas sempre prontas para iniciarem mais um passeio romântico. É carnaval em Veneza!

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Enquanto no Rio de Janeiro as escolas colocam a Marquês de Sapucaí para sambar, lá o mistério toma conta de cada esquina. Pierrôs caminham pelas ruas com máscaras de porcelana e roupas enfeitadas com plumas. Colombinas atravessam as pontes como se estivessem flutuando sobre as águas. Casais com roupas medievais posam para os turistas fotografarem e registrarem suas belas produções. São cortejos históricos com costumes de época. Barulho, só mesmo das pessoas conversando. Música é algo que não se ouve no carnaval veneziano. É o romantismo que impera.

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É hora de esquecer quem você é e o que faz e deixar a imaginação correr livremente. Se quiser, máscaras e costumes estão à venda nas lojas e barraquinhas da cidade. Escolha a que mais combina com você e deixe que ela seja sua cúmplice. Tem também a ‘bauta’, típica máscara veneziana, que se tornou símbolo do carnaval. Junto a ela, vista-se com chapéu e casaco pretos e caminhe sem ser reconhecido. Compre confetes e vá colorindo seu percurso. Se preferir ficar apenas observando a festa, saia sem destino e não se preocupe se ficar perdido em meio a tantos canais, pontes e ruelas. Os mascarados podem te ajudar a retornar quando quiser. Ande sem rumo e assistas às diversas apresentações realizadas nas praças de Veneza. Nunca haverá melhor chance de conhecer esta festa, que, a cada ano, revela novas surpresas.

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Pelos canais venezianos

Como no carnaval a cidade fica muito movimentada, algumas dicas podem ser preciosas para quem quiser visitar Veneza nessa época do ano. Fazer a reserva nos hotéis com bastante antecedência é essencial para garantir uma boa localização e conforto. Mas não se preocupe. A cidade é muito bem preparada para receber turistas. São diversas opções de hotéis, hostels e guests houses, com os mais variados preços. Restaurantes e lanchonetes estão por toda parte. Coma os deliciosos brioches de creme, doughnuts e pães e experimente a típica massa italiana acompanhada de um bom vinho. De preferência, sentado à beira dos canais, observando o vai e vem de gôndolas e barcos.

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Na ilha principal de Veneza, carros não entram. Desta forma, só existem duas formas de se locomover: a pé ou pela água. Além das famosas – e caras – gôndolas, há os Vaporettos, que cobrem toda a extensão da ilha. Mas a caminhada ainda é a melhor opção.  No entanto, nunca saia em cima da hora para compromissos, pois, com as ruas terminando de repente e mudando de nome a cada esquina, ficar perdido é lei. Mas é tudo uma delícia, com um cenário tão inspirador.

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Separe um dia para acordar cedo – enquanto a multidão ainda não tomou conta das ruas – e apreciar a Piazza San Marco, Patrimônio da Humanidade. É lá que está a basílica de mesmo nome, uma das mais exóticas catedrais da Europa, a qual exibe uma surpreendente coleção de mosaicos, como “A Chegada do Corpo de San Marco”, na fachada. Visite também o Palazzo Ducale, antiga residência dos doges, governantes de Veneza, erguido no século IX. Suba até o topo da Campanile, construção mais alta de Veneza, erguida para servir de orientação às embarcações, e aprecie a deslumbrante vista da cidade. Veja as horas na Torre do Relógio, que exibe as fases da lua e os signos do zodíaco, representados em azul e dourado no grande relógio. No alto está a figura do leão alado de San Marco, símbolo de Veneza.

IMG_5436 Campanile

IMG_5446 Basílica San Marco

Há ainda a Ponte Rialto, construída em forma de arco, localizada no grande canal. Ela é a mais antiga e famosa da cidade. E também a Ponte dos Suspiros. Apesar do nome sugerir algo romântico, na verdade, a ponte ligava o Palácio Ducal a uma prisão. E as pessoas ali encarceradas passavam pela pequena ponte, de onde podiam ver, pela última vez, a sua liberdade. Daí os suspiros de tristeza.

IMG_5509 Ponte Rialto

Veneza é uma cidade inesquecível, que dá vontade de voltar sem nem mesmo ter saído de lá. Eu quero voltar o quanto antes, de preferência, fora do carnaval, para vê-la e conhecê-la melhor! Mas, de toda forma, afirmo que são poucos os locais que conseguem reunir tanta personalidade, beleza, romantismo e inspiração.

Para mais informações sobre Veneza, visite o site oficial da associação turística. Lá estão tarifas, sugestões de itinerários e dicas sobre a cidade, que, para sempre, ficará gravada na memória!