Casas compartilhadas: um pouquinho de cada lugar pode ser seu!

Não é todo mundo que já ouviu falar sobre as residências compartilhadas, acredito! Eu mesma não conhecia essa modalidade de turismo/lazer/moradia, seja lá o que for, até visitar o Quintas Private, em Costa do Sauípe, para uma matéria que fiz para a revista Travel 3, a convite da Odebrecht e da RCI.

É bem interessante, apesar de passar longe das minhas possibilidades financeiras.. Mas, mesmo assim, republico aqui para que conheçam também!

Felicidade fracionada pelos quatro cantos do mundo!

Quem nunca imaginou ter uma casa de férias na Bahia, mas sem precisar se preocupar com manutenção e, ao invés disso, poder curtir os dias de folga em outros lugares como Toscana, Nova Iorque, África do Sul, Dubai e Austrália? Algo que parece um pouco distante da realidade, ou por aquela sensação de obrigação de aproveitar a casa própria ao máximo ou pelos altos custos de hospedagem nesses destinos badalados. Pois então, numa sacada de mestre, a Odebrecht Realizações Imobiliárias desenvolveu um complexo no belo litoral baiano, que torna esse sonho realidade.

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Seguindo um modelo de negócios consolidado há anos nos Estados Unidos e na Europa e que vem crescendo cada dia mais no Brasil, o das propriedades compartilhadas, a empresa criou o Quintas Private Residences, localizado no complexo da Costa do Sauípe, na Bahia. Funciona assim: as casas são comercializadas em até 12 frações. Cada proprietário utiliza o imóvel por quatro semanas no período de um ano, em sistema de rodízio de datas. Sendo assim, paga-se pela manutenção referente apenas ao período utilizado. Para se ter uma ideia, as casas são de alto padrão, com quatro suítes, piscina, espaço gourmet, todas projetadas e decoradas por renomados arquitetos brasileiros.

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Além disso, são oferecidos variados serviços, os quais podem ser contratados à parte, como café da manhã, supermercado delivery, arrumadeira, chefs, churrasqueiro, lavanderia e outros. À disposição dos moradores há um carrinho de golfe para que possam andar por todo o complexo da Costa do Sauípe, além de poderem usar atrações do resort como spa, tirolesa, golfe e restaurantes. Ou seja, um hotel cinco estrelas dentro da própria casa.

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Curti esse meio de transporte!

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Me aventurando

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Passeio por Costa do Sauípe à noite

O condomínio, que conta com 170 casas ao todo, tem 20 residências compartilhadas, já tendo comercializado cerca de 100 frações. As casas custam cerca de R$ 2 milhões, sendo cada fração de R$ 170 mil e um condomínio de R$ 700.

Passaporte para o mundo

Mas, para quem gosta de viagens – e quem é que não gosta? –, a vantagem principal chama-se The Registry Collection (TRC), marca de luxo da Resort Condominiums International (RCI), líder mundial no segmento de intercâmbio de férias. Ao adquirir a fração no Quintas Private Residences, os proprietários podem se afiliar à rede, que permite que, caso não sejam utilizadas todas as semanas a que se tem direito no ano, esses dias em Sauípe sejam trocados por outros espalhados pelo mundo. E, como nosso país, bonito por natureza, está no centro das atenções, as residências baianas são classificadas pela RCI como padrão ouro. É o seguinte: as diárias valem créditos, que, quando não usados, podem ser depositados no banco da TRC e trocados posteriormente por diárias em outros 180 destinos também cadastrados no sistema. No entanto, os créditos do Quintas Private são os mais valiosos. Por exemplo, uma semana nas casas de luxo em Sauípe equivalem a 15 dias em um hotel cinco estrelas em Orlando ou na Toscana ou, ainda, até 15 dias em Dubai.

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Toscana?

Adquirindo uma única fração das residências, é possível curtir o sol de Sauípe; esquiar nas pistas da Whiteface Mountain, nos Estados Unidos; se hospedar em um iate no Caribe; jogar golfe na África do Sul tendo o Oceano Índico como pano de fundo; ou ainda pescar em alto mar, no Pacífico, próximo ao Cabo de São Lucas, no México. As opções são diversas e incluem outras residências compartilhadas e também hotéis.

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Ou Dubai?

No Brasil, outros empreendimentos que fazem parte da RCI, além do Quintas Private, são Itacaré Paradise (Itacaré/BA); Maluí Ilha do Sol (Cornélio Procópio/PR) e o Aguativa Privilège (Cornélio Procópio/PR).

Uma proposta e tanto para os viajantes de plantão. Além de ter uma casa de alto padrão na Bahia que, diga-se de passagem, já é um sonho, não é preciso se preocupar com a manutenção quando não a está usando. E, melhor ainda, pode se sentir também um pouquinho dono de um espaço em cada canto do mundo. Basta fazer a reserva e arrumar as malas!

Viajando e pedalando! As bikes compartilhadas são uma mão na roda!

A moda das bikes compartilhadas, que, diga-se de passagem, é muito prática, agradável e saudável, chegou a NYC em maio passado e já é um sucesso de público! Na Big Apple, o programa é conhecido como Citi Bike.

No entanto, o mesmo sucesso não vem sendo obtido nas operações. Usuários dizem que têm encontrado problemas no momento do pagamento com cartão, no bloqueio e desbloqueio das bikes nas estações e também na ausência de vagas em certos terminais. Mas encarregados do programa dizem já estar trabalhando para resolver os problemas!

Funcionamento, estações e preços de New York podem ser conferidos no site.

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A moda começou em Londres, com o Barclays Cycle Hire, onde já funciona muito bem! Ótimo pegar as bikes cedinho e desbravar o centro da cidade! Este eu usei e aprovei… era super adepta!

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Outras cidades europeias como Paris, com o Velib’, e Barcelona, com o Bicing, também são um sucesso!

E aqui no Brasil não é diferente. A ideia é estimular as pessoas a deixarem os carros em casa e combinarem as bicicletas com o transporte público, além de dar tchau ao sedentarismo! Veja só as cidades que já contam com o sistema: Rio de Janeiro, tem o Bike Rio, onde as magrelas já são carinhosamente chamadas de ‘laranjinha’; São Paulo, o Bike Sampa; e Curitiba, o Bicicletaria!

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E o melhor é que, tanto moradores, quanto turistas, podem pedalar à vontade! Os preços são super acessíveis e as locações podem ser diárias, semanais e até anuais. Mas cada sistema conta com uma regra diferente, então, é bom checar as normas antes de locar as bicicletas. Tais normas estão especificadas no site de cada programa ou nas estações.

Bora pedalar?

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Florença: a bela, ou melhor, belíssima, capital da Toscana!

Já postei aqui, na seção De carona – enviada pela querida leitora (e minha mãe) -, sobre as aventuras que vivenciamos em nossa viagem de trem, indo de Paris para Florença. Então, agora, segue post sobre o que não pode deixar de ser visto nessa maravilhosa cidade! (Digo que Florença é onde eu queria ter uma casinha de férias, de tão encantadora e aconchegante! Imagina que chique!).

Florença

Arquitetura, esculturas, obras de arte. Caminhar por Florença é como andar em um museu ao ar livre. A capital da bela região da Toscana, no centro da Itália, guarda uma infinidade de riquezas culturais. As ruas são estreitas, tomadas por lambretas e cercadas pelos típicos prédios italianos, sempre decorados com roupas estendidas nas janelas. Palácios e monumentos aparecem a cada esquina.

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Construída às margens do rio Arno, Florença, ou Firenze, como dizem os italianos, foi dominada pelos Medici, rica família de banqueiros, por 300 anos. Foram eles quem financiaram diversos artistas e atraíram grandes gênios para a cidade, como o poeta Dante Alighieri, os escultores Donatello e Ghiberti, os pintores Michelangelo e Botticelli e os arquitetos Giorgio Vasari e Felippo Bruneleschi.

Situada a 278 quilômetros de Roma, Florença é uma cidade pequena e ótima para ser conhecida a pé, já que concentra a maior parte de seus pontos turísticos no centro. Comece o passeio visitando a basílica Santa Maria Novella, localizada na praça de mesmo nome, bem próxima à estação ferroviária de Florença. Sua construção foi iniciada em 1246, pelos monges dominicanos, e só foi terminada 100 anos depois.

IMG_5141 Santa Maria Novella

De lá, vá para a Piazza San Giovanni, que acomoda o Duomo, a mais famosa obra de Brunelleschi e cartão postal da cidade. A igreja, toda revestida com mármore verde, rosa e branco, impressiona pelo tamanho, sendo a quarta maior catedral do mundo! Para se ter uma ideia, a construção durou por quase dois séculos. Para quem tem pernas, vale a pena subir mais de 400 degraus para se ter a mais bela vista da cidade (eu subi!!). Ao lado do Duomo, está o Batistério de San Giovanni, que chama atenção pelos detalhes esculpidos em sua porta de bronze, recriando a imagem do paraíso, e pelos belos mosaicos que cobrem o teto da cúpula interna. Já à direita da igreja está o campanário, criado por Giotto, em 1334, de onde também se tem uma bela vista de toda a cidade.

IMG_5149 A bela Duomo

IMG_5213 Vista do topo da Duomo

Próxima parada: Piazza della Signoria, no coração de Florença. Esta praça é dominada pela torre do Palazzo Vechio, prefeitura de Florença desde 1322, com interior decorado por Vasari. Há muitos anos, é ali que são sediados os mais importantes eventos da cidade. Impossível não se render às belas esculturas que a decoram, como a cópia de David, de Michelangelo – a original se encontra na Galleria dell’Academia -, e Judith e Holoferne, de Donatello. Também chama atenção a bela Fonte de Neptuno, obra de Bartolomeo Ammannati. Ao passar por este local, não tenha pressa e aprecie cada obra de arte sem moderação. Divirta-se também com as estátuas humanas e faça foto com um cupido, já que você está em uma das cidades mais românticas do mundo!

IMG_5353 Piazza dela Signoria

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Ainda na praça se dá o acesso à Galeria degli Uffizi. Trata-se do mais importante museu de Florença e um dos mais importantes da Europa. Lá estão reunidas obras de arte dos séculos XIII a XVIII, além de algumas peças arqueológicas. Uma visita ao local equivale a uma aula de História da Arte. Exemplos de obras que podem ser admiradas no museu são O Nascimento de Vênus, de Botticelli, a Anunciação, de Leonardo da Vinci, e a Sagrada Família, de Michelangelo, entre outras mais de 100 mil obras.

Outro local imperdível para quem visita Florença é a igreja Santa Croce, construída em estilo gótico e, como não podia deixar de ser, repleta de obras de arte, afrescos e belos vitrais. Assim como o campanário e o Duomo, a fachada é toda em mármore de carrara e mármore verde. Lá estão 276 sepulturas de nomes imortais das artes, como Michelangelo, Maquiavel, Dante e Galileu.

IMG_5366 Santa Croce

Não longe dali, está o mercado de Sant’Ambrogio, na Piazza Ghiberti. Animado, colorido, cheio de frutas e verduras frescas, queijos incríveis, salames e prosciuttos fresquinhos para se fazer belos paninis. Já quem quer comprar roupas, bolsas e sapatos em couro, além de suvenirs, o Mercado del Porcelino, na Piazza San Lorenzo, é uma boa opção. Mas cuidado: os italianos não são lá muito simpáticos. “Se quiser comprar, compre; se não, tem quem compre!” (sim, nós tivemos essa resposta lá! Mas levamos na esportiva e continuamos nosso passeio bem felizes).

Caminhando na direção do rio Arno chega-se à ponte mais famosa de Florença, a Ponte Vechio, construída em 1345, outro cartão postal de Florença. Esta é a ponte mais antiga da cidade, bem típica da Idade Média, quando era costume construir casas ou lojas em cima de pontes. Por todo seu trajeto encontra-se uma infinidade de lojinhas de jóias em ouro e prata.

IMG_5272 Ponte Vechio

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Já na parte sul do rio está o Palazzo Pitti, um dos mais belos de Florença. Em seu acervo estão obras de Raphael, Filippo Lippi, Tintoretto e Veronese. Logo após, chega-se aos jardins Boboli, construídos com fontes, grutas, alamedas e lagos. Ótima pedida para um pic-nic a la toscana, com paninis e um belo vinho nacional.

Aliás, Florença não é famosa apenas pelas obras de arte e arquitetura de tirar o fôlego. Sua culinária é outro atrativo à parte. Confira passando pela Enoteca Pinchiorri, que com sua culinária criativa e moderna ganhou três estrelas no guia Michelin, ou pela tratoria Acqua Cotta. De sobremesa, claro, gelato! Os sorvetes italianos nos atraem a cada esquina. Afinal de contas, é lá que estão os melhores do mundo. Boas pedidas são a Gelateria Pasticceria Badiani ou a Parchè No. E, como não pode faltar, muita pizza e massa para dizer bye bye dieta! As pizzas ‘brotinho’ de lá são, praticamente, as grandes daqui!

IMG_5301 Mangia che ti fa bene!

Como se pode ver, para conhecer bem Florença é preciso tempo. Sugiro, no mínimo, quatro dias, para conhecer tudo e ainda poder ficar por conta do à toa, apenas curtindo o clima da cidade. Vale a pena cada segundo. Por mais que se ande por suas ruelas, o visitante sempre vai sair de lá com a impressão de que ainda há muito para se fazer.

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