Pico da Bandeira: um lugar perfeito para esperar o amanhã

Dessa vez, vamos DE CARONA com a leitora Gabriela, que fez a caminhada ao Pico da Bandeira para ver o sol se por e nascer! É de emocionar e já faz parte da minha lista de lugares a conhecer! Vamos lá!

“Todos que me conhecem sabem da minha paixão por montanhas, caminhadas em trilhas, mato e tudo que envolve um contato grande com a natureza! Foi assim que, logo no terceiro dia após ingressar na assessoria jurídica em que eu trabalhava, meu amigo Walter me deixou alucinada pela subida ao Pico da Bandeira (localizado no Parque Nacional do Caparaó, divisa de MG e ES), pelo relato que me fez desse passeio fantástico! Já tinha ouvido falar, mas não de forma tão detalhada!

Tentamos fazer o passeio naquele mesmo ano, 2012, mas não conseguimos, pois já estávamos em julho e a programação tem que ser feita com antecedência. Além disso, cada um dos que desejavam ir em nosso grupo já tinha finais de semana tomados por compromissos.

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Conseguimos realizar nosso projeto nos dias 20 e 21 de julho de 2013, depois de termos feito a reserva para o grupo pelo telefone do Parque Nacional do Caparaó – (32) 3747.2943 -, no dia 3 de junho. Antes desta data, já tínhamos telefonado para o Parque e obtivemos a informação de que a reserva para o mês de julho se iniciaria naquele dia. Como nossa vontade era de fazer a caminhada no final de semana da lua cheia, ligamos às 8h e, após várias tentativas, conseguimos!

Fomos na sexta-feira para Alto Caparaó, cidade sede do Parque, que fica a 330 km de Belo Horizonte. Jantamos no restaurante Estância Gourmet, muito agradável e de ótima qualidade. No sábado, após a chegada do restante do grupo, que saiu de BH às 6h, seguimos para o Parque, para iniciarmos nossa emocionante jornada. Na portaria, fizemos o cadastro dos carros, declarando o número de pessoas que subiriam e pagamos a taxa de R$ 17 por pessoa, aí abrangidos a entrada no Parque e a taxa de acampamento.

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Subimos de carro até a Tronqueira, que fica a 1.970 metros de altitude, onde se localiza o estacionamento e há, também, uma área de camping, com banheiros, pias e um mirante natural maravilhoso, de onde se avista o vale do Rio Caparaó e a cidade de Alto Caparaó.

Para nosso alívio, na Tronqueira tem várias mulas que levam as bagagens até o Terreirão, local onde acampamos. Necessitamos de duas mulinhas, pelas quais pagamos R$ 60 a mula, para as oito pessoas do nosso grupo, pois nossa bagagem era consideravelmente grande (barracas, sacos de dormir, cobertores, isolantes, roupas de frio, panelas, fogareiros, comida) e extremamente necessária, já que, não raramente, a temperatura atinge graus negativos.

Iniciamos a primeira caminhada aproximadamente às 12h, por um trajeto de cerca de 4.000 metros de caminhada de nível fácil a médio de dificuldade. Chegamos ao Terreirão por volta de 14h30. A área de camping ainda estava vazia e o sol bem quente!

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Nossas simpáticas ajudantes

No Terreirão, existe uma enorme área de camping com pias, banheiros, chuveiros frios, ou melhor, gelados, e alguns alojamentos de alvenaria e pedra, cuja reserva é mais difícil. Os banheiros e as pias, infelizmente, não são mantidos limpos pelos visitantes.

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Pico da Bandeira visto da trilha para o Terreirão

Armamos nossas barracas e posicionamos nossos sacos de dormir, pois já tínhamos a informação de que, logo após o pôr do sol, a temperatura cairia, bruscamente, por volta de 15 graus. Em seguida, preparamos alguns petiscos e um bom choconhaque, para esperar o entardecer. Embora a entrada de álcool seja proibida, seu consumo moderado não é reprimido no Parque.

O pôr do sol, o qual eu já tinha notícia de que era um espetáculo à parte visto da altitude do Terreirão, de 2.370 metros, me surpreendeu! À frente de nossos olhos, os cumes das montanhas mais altas, que apareciam em meio a um tapete de nuvens e, ao fundo, o sol se escondendo aos poucos, formando cores vivas mescladas no céu. Fantástica e emocionante, a despedida do sol naquele dia levou o público – que a essa hora já havia aumentado bastante – às palmas e gritos, semelhante à apresentação de um ídolo! É de arrepiar!

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Pôr do sol

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De fato, a temperatura despencou, chegando aos 7 graus às 19h. A movimentação de pessoas chegando, armando suas barracas, fazendo comidas, conversando, rindo, transitando para um lado e outro da imensa área de camping era empolgante. Nosso jantar foi um maravilhoso macarrão que já foi levado semi pronto por um dos integrantes do nosso grupo, seguido de mais choconhaque, para tentar esquentar o corpo.

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Tentando espantar o frio

Como o local não possui energia elétrica, grande parte das pessoas se recolheu às suas barracas logo no início da noite, ficando alguns ‘gatos pingados’ responsáveis por uma movimentação que não cessou até as 2h, quando todos se levantaram para seguir o caminho até o Pico da Bandeira. Apesar da escuridão, do frio e da ventania que fazia em plena madrugada, a movimentação, o barulho e as luzes das lanternas rapidamente nos fizeram esquecer que horas eram.

Nosso grupo foi rápido e, em pouco tempo, ingressamos na trilha para a subida ao Pico, num caminho de, aproximadamente, 3.900 metros. Passados menos de 10 minutos de caminhada, já comecei a achar que o casaco de pena de ganso, blusa de lã, gorro, duas calças e três meias que me vestiam eram um exagero e rapidamente retirei o casaco e continuei levando-o preso à cintura.

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Subindo ainda mais…

A caminhada é de nível médio a difícil, sendo necessário um mínimo de preparo físico, portanto, desaconselhada para quem esteja sedentário, o que não era o meu caso. Além disso, as fortes alterações de clima diminuem a resistência física, aumentando o cansaço. No caminho, vimos de crianças a pessoas mais velhas, muitos destes com a ajuda de cajados, em razão do grande número de pedras. A trilha é bem demarcada, com sinais amarelos por toda sua extensão.
Olhando para trás, avistava-se a enorme linha de luzes das lanternas que seguiam pela trilha, em meio à escuridão da noite, a qual era amenizada pelo brilho da lua cheia, que ficava mais linda à medida que amanhecia! Ao final da noite, ela ficou grande, vermelha e baixa, beirando as montanhas, muito parecida com o sol, lindíssima!

Chegando ao cume do Pico da Bandeira, avistamos a trilha feita pelas pessoas que ingressam no Parque pela entrada do Espírito Santo. O mais interessante é que elas chegam na mesmíssima sintonia, animação e vontade de chegar ao objetivo final: apreciar o nascer do sol do ponto mais alto dos dois estados e do terceiro mais alto do país!

A agitação das pessoas no alto do Pico é a mesma daquela vivida no Terreirão, só que, desta vez, chamando pelos nomes dos amigos que acabaram se afastando no decorrer da trilha e citando os nomes das cidades e estados de onde vieram. Porém, esta agitação se torna ainda maior, pois se junta à emoção, visível em cada um, de atingir o cume do Pico da Bandeira, de chegar ao destino daquela jornada maravilhosa!

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Nem mesmo o frio e a ventania imensa, que faziam com que a sensação térmica chegasse a menos de zero grau, retiravam a emoção dos que chegavam ao topo! Aliás, a essa altura, eu não só já estava novamente vestida com meu casaco de pena de ganso, como o havia fechado até o último botão, com a proteção de pescoço, capuz e tudo mais a que tinha direito!

Chegamos ao Pico da Bandeira por volta de 5h30, quando o sol já dava seus primeiros sinais, com as luzes vermelhas no céu. Nos posicionamos em um local em que teríamos uma visão privilegiada do nascer do sol e lá ficamos, até às 6h20, torcendo pela sua chegada, para amenizar o frio que já queimava nossa pele!

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Nascer do sol

O nascer do sol foi maravilhoso! Fantástico! Um espetáculo que levou todos os que lá estavam aos gritos e aplausos, mais uma vez! O tapete de nuvens se perdia no horizonte, com poucos picos de montanhas sobressaindo àquele. A luz do sol, que ficava cada vez mais forte, fazia com que as cores do tapete se mudassem a cada minuto e, de repente, surgiu uma primeira linha daquele imponente rei, que, muito rapidamente, mostrou-se por completo, iluminando e aquecendo o dia! Há quem prefira assistir à partida do sol! Eu, particularmente, fiquei em êxtase com a sua chegada naquele dia, vista de um lugar tão especial!

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Dispensa legendas

Naquele momento, como acontece em todas as vezes em que tenho um contato tão próximo com a natureza, tive ainda mais certeza da perfeição da criação Divina!

Logo após o nascer do sol, fomos até o cruzeiro e a imagem de Cristo, que ficam no alto do Pico, e, logo após, iniciamos a descida, juntamente com a grande maioria dos que estavam ali presentes. Também na descida é interessante avistar os capixabas seguirem por seu caminho, enquanto os mineiros, inclusive nós, voltávamos ao Terreirão, para desfazermos nosso acampamento e seguirmos de volta à Tronqueira.

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Após duas horas de descida, chegamos ao ponto intermediário, Terreirão, e não tivemos tempo sequer de descansar, pois queríamos tentar locar uma das mulas que desceriam às 10h. Com sorte e muita insistência com o administrador das mulas, conseguimos uma única, última, a qual desceu com parte da bagagem, enquanto distribuímos o restante entre nós, para agilizarmos nossa longa volta até BH. A descida até a Tronqueira foi tranquila, com a sensação de dever cumprido, de realização de um desejo antigo!

A natureza sempre me surpreende, me traz experiências maravilhosas e sempre confirma que qualquer obra construída pelo homem, por mais sofisticada que seja, jamais atingirá a beleza das coisas mais simples da natureza, quanto mais as grandiosas, como as que pude presenciar neste passeio maravilhoso!!

Hoje, olho todos os dias para o sol, já alto, e penso que ele já fez seu espetáculo diário em seu nascer, o que me dá uma vontade de estar todos os dias no alvorecer no alto do Pico da Bandeira, para revivê-lo.

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Amigos e companheiros de viagem!

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Agradeço aos meus amigos que fizeram parte deste grupo, Walter, Patrícia, Dudu, Simone, Pedro e Carol, e, especialmente, ao meu marido, Bruno, por compartilharmos momentos tão especiais e emocionantes!”

História enviada pela leitora Gabriela Fontes

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Como manter uma boa alimentação nas viagens!

Dia a dia rotineiro, seguindo a sequência casa/trabalho/academia/casa. Dieta balanceada, horários certos para se alimentar, atividades físicas em ordem. Aí chegam as férias. Hora de arrumar as malas e botar os pés na estrada. Quinze dias ou um mês fora de casa, tentando aproveitar o tempo ao máximo, para conhecer pontos turísticos, passear, comprar e, claro, experimentar todos os pratos típicos e tudo de diferente que aparecer pela frente.

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Porém, algumas pessoas já começam a se preocupar com a alimentação e com o fato de jogar todo o esforço de tanto tempo por água abaixo. Ganhar de volta as temidas gordurinhas e perder a massa magra conquistada em horas diárias de academia e o pior, trocar uma alimentação saudável pelas junk foods. Estou falando isso porque me incluo nesse grupo aí! Hoje já sei o que vou comer amanhã, desde a hora que levanto até a hora que vou dormir. Às vezes não dá para seguir à risca o planejado, mas, faço as substituições necessárias da forma correta. E então, me vi pensando nisso: como fazer para não jogar fora todo esse esforço durante uma viagem de férias? Claro que manter a rotina é impossível, mesmo porque não viajamos para ficar indo para a cozinha. Além disso, não fazemos as refeições nos horários costumeiros, se é que fazemos todas elas todos os dias. Em viagens, substituir as refeições por lanches é comum. Se for nos Estados Unidos então, normalíssimo!

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Então, fui pedir socorro para quem entende do assunto: tanto de viagens, porque ela também é como nós – ama conhecer o mundo -, quanto de refeições, uma vez que é nutricionista e atua na área esportiva (meu caso).

Nina Caselato, sócia da clínica Nuthree, dá uma dica interessante: fazer uma refeição errada por dia. “É preciso que as pessoas se programem. Por exemplo, se amanhã vai sair com os amigos para comer pizza à noite, tome um bom café da manhã, coma uma salada no almoço e programe os lanches do restante do dia”, diz. Ela conta que o grande erro é ficar mais de três horas sem comer. “Nas férias, seu corpo está trabalhando do mesmo jeito. Então é preciso alimentá-lo. Caso contrário, ele começará a estocar energia em forma de gordura e, quanto mais gordura, mais desacelerado estará o metabolismo”.

Especial Saladas

Enquanto no dia a dia as calorias não são a preocupação das dietas, uma vez que o objetivo é manter uma alimentação saudável e balanceada, nas férias as calorias devem, sim, ser levadas em conta. “Temos que pensar tanto no valor calórico quanto na qualidade dos alimentos. Então, se hoje é dia de comer massa no almoço, deve-se pegar mais leve no jantar. Se vai enfiar o ‘pé na jaca’ no café da manhã do hotel, vá com calma nas outras refeições. O que sempre indico é um tipo de salada por dia, seja no almoço ou no jantar, uma refeição errada por dia e ter os lanches sempre em mãos, como frutas, mix de castanhas e barras de cereais”, sugere.

Nada difícil, né? São itens que achamos em qualquer mercado ou feirinha e fáceis de carregar na bolsa. Nina conta que sempre faz isso durante as viagens e dá certo. “Se não comermos a cada três horas, na próxima refeição vamos comer mais do que o necessário”, diz.

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Ela fala que, agindo desta forma, quando as férias terminarem o peso não terá alterado muito, apesar que o percentual de gordura vai acabar aumentando, pois comemos alimentos mais gordurosos. “Isso acontece porque se perde massa magra, mas se ganha gordura. Digo que férias são como os finais de semana. Quantos finais de semana temos por ano? E se fizermos alimentações erradas em todos eles, como ficaremos? Nas férias temos que pensar nas refeições a cada dia”, compara.

Outra dica é incluir atividades físicas em alguns dias das férias. Por mais que não seja possível ir à academia ou que você ache perda de tempo, Nina dá dicas como fazer city tours a pé, descer em estações de metrô anteriores ao seu destino e ir caminhando. “Além de conhecer ainda mais a cidade, está praticando um bom exercício”, afirma.

Fominha que sou, as corridas sempre fazem parte das minhas viagens. Acordo mais cedo, calço meus tênis e pernas para que te quero. Meia hora ou uma por dia já é suficiente para não perder o ritmo e nem a forma. E, para quem também curte correr e malhar por tudo que é lado, a suplementação continua! “Caso já tomem suplementos, sempre lembrar de tomar as quantidades indicadas no pé-treino e incluir alimentos como ovo ou até mesmo queijo branco (o ‘até mesmo’ é porque as dietas são sem lactose), e o pós-treino tem que ter os alimentos antioxidantes para combater os radicais livres”, explica.

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Corridinha à beira mar

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Após atravessar a Golden Gate Bridge, em San Fracisco

E, falando em suplementos, caso estejam programando uma ida aos Estados Unidos, compensa trazer de lá barrinhas de proteína, comprimidos de ômega 3, BCAA, complexos vitamínicos e outros. Os preços compensam bastante.

Para finalizar, Nina brinca: “o importante é evitar o famoso ‘já quê’: já que vou comer pizza, vou também tomar um sorvete de sobremesa e depois provar um chocolate. Temos que escolher, a cada dia, o que vamos saborear de diferente. Se não, lá se vai todo o trabalho feito”, comenta.

Claro que férias são momentos de relaxar, mas, descuidar totalmente, jamais! Então, um bom autocontrole é fundamental. Nada de sair por aí comendo todos os chocolates diferentes que aparecerem, sanduíches no almoço e tortas da Cheesecake Factory (viciantes… aiaiai) no jantar, ficar horas a fio caminhando sem comer nada. Lembre-se: esses cuidados não são apenas para manter a forma, mas, muito mais do que isso: trata-se uma questão de saúde. Afinal, sem ela não vamos a lugar algum!

Las Vegas das luzes e dos jogos

Nunca tive o sonho de conhecer Las Vegas. Aliás, para mim, os Estados Unidos se resumiam a apenas duas cidades que eu gostaria de conhecer: lá na frente da fila, São Francisco, na Califórnia. E beeeem lá atrás, New York. Até que um dia, do nada, dando uma bisbilhotada nas promoções do segundo blog que mais gosto na vida, Melhores Destinos, encontrei uma super e irresistível promoção para Las Vegas. Já estava com a data das férias em mente e, quando chequei a oferta para a data pretendida, páh! Tinha! E de Las Vegas a San Fran é um pulo. Comprei! De supetão! No susto! Voos Rio/Vegas/Rio garantidos. O resto, eu resolveria depois.

Mas, como ‘ansiedade’ é meu segundo nome, logo comecei a planejar meu roteiro, que deveria incluir San Francisco. Pesquisei, pesquisei, pesquisei e optei pelo seguinte trajeto: Las Vegas, San Francisco, Los Angeles, San Diego e Las Vegas de novo, pois meu voo de volta ao Brasil partia de lá. Então, comecei a reservar os hotéis (pelo Expedia, um site bem bacana, confiável e fácil de navegar) e comprar os voos. Aliás, os preços da hospedagem em Vegas são de impressionar, de tão baratos. Hotéis completos, com grandes quartos, área de lazer, diversos restaurantes, cassinos, capelas (cuidado quando beber demais!), shows e espetáculos, lojas, e atrações variadas como shoppings centers, circo, parque de diversões, e por aí vai…

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Quando minhas férias chegaram, parti. Sozinha! Porque, já saibam de uma vez, companhia ou a falta dela não são empecilhos para que eu bote os pés na estrada. Inclusive, depois contarei aqui como é viajar sozinha! Mas, agora, vou contar de Vegas, que não era meu sonho de consumo no quesito viagens, certo? Agora é. E de novo e de novo. Apesar de que acho que uma única visita basta para conhecê-la. Mas revivê-la deve ser bom demais.

A emoção da viagem começa logo no voo, quando sobrevoamos o Grand Canyon. É incrível ver aquele imenso buraco no chão… lá de cima dá para ver perfeitamente um platô com grandes cavidades irregulares e um enorme deserto ao redor. Minutos depois, o avião começa a descer em Vegas.

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Antes de aterrissar, é possível identificar alguns hotéis, como o Luxor, com sua grande pirâmide, e a torre do Stratosphere, a mais alta da cidade. Ao descer, o clima do deserto já nos dá as boas vindas. Seco e quente, muito quente. Mas abstraí, peguei um táxi junto com amigos do vôo (o aeroporto é praticamente no meio da cidade, então, esse é o melhor meio de transporte) e fui direto ao meu hotel, o Excalibur, localizado na Las Vegas Boulevard, mais conhecida como The Strip – aquela avenida principal da cidade, onde se concentram a maioria dos hotéis, lojas e restaurantes. Inclusive, se for a Vegas, opte por um hotel nesta avenida ou bem próximo dela, pois é possível fazer muita coisa a pé e você fica no meio do burburinho!

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Ao entrar no hotel, dei de cara com um enorme casino. Chega a ser difícil localizar o balcão do check-in, de tanta gente, máquinas e roletas. E é assim em praticamente todos os hotéis. A cada passo, um casino. Como não sou muito fã de jogos, não fiquei presa a eles, mesmo porque, não tive sorte de principiante e não ganhei nem meio centavo. Mas, para quem gosta, é um prato cheio!

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Mas a sinalização é bem boa e, como é uma cidade que vive do turismo, sempre há algum funcionário do hotel simpático e pronto para ajudar. Fiquei em um andar alto e fui direto para a janela, que me dava uma bela visão de toda a avenida. Em seguida, desci para conhecer o hotel, o que é bastante importante e interessante também. É bom saber o que eles oferecem, pois, caso precisemos de algo, às vezes nem é necessário ir para a rua. Além de que o próprio reconhecimento da área já é um passeio.

Fui então bater perna pela The Strip. E haja perna. Como as ruas da cidade são muito largas e movimentadas, quase não há faixa de pedestres. Para atravessá-las você sobe escadas rolantes, escadas comuns ou pega elevadores que te levam até uma passarela que cruza as avenidas por cima. E, por muitas vezes, ao sair das passarelas, você é obrigado a entrar nos hotéis para chegar novamente às ruas. Mas não se preocupe com isso, pois em Vegas as grandes atrações são os hotéis e resorts. Grande parte da sua viagem será dentro deles.

DSCN9036 The Strip

Caminhei bastante. Passei pelo New York New York, que tem várias montanhas-russas circulando suas torres; o MGM Resort, onde há o espetáculo ‘Kà’, do Cirque du Soleil; logo ao lado, o Show Case Mall, com centenas de lojas, e a M & M’s World, paraíso para nós, chocólatras. Passei ainda pelos hotéis Monte Carlo, Mandarin Oriental, Cosmopolitan, Aria e Planet Hollywood. Há também as lojas e restaurantes que valem uma visita como o Harley Davidson Cafe, o Miracle Miles Shops. E, dando uma volta pelos malls, percebe-se que as compras na cidade valem a pena. Mas calma. Não saia comprando tudo o que vir pela frente, pois ainda virá a parte dos outlets.

IMG_2169 Atravessando uma passarela

DSCN8731 Escadas rolantes são os principais ‘meios de transporte’

Continuando minha caminhada, cheguei ao hotel Paris Las Vegas. De cara já gostei, pois tem uma enorme Torre Eiffel na frente, onde podemos subir até o topo e ter uma vista maravilhosa da cidade.

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Cheguei lá pouco antes de escurecer e peguei o horário mais incrível: quando as luzes de Las Vegas começam a aparecer, dando um colorido mágico à cidade. Aproveitei e assisti lá de cima, de camarote, ao Fountains of Bellagio, um show de águas e luzes que acontece diariamente, de 30 em 30 minutos durante a tarde, e de 15 em 15 à noite, no lago artificial construído em frente ao hotel Bellagio. Vale lembrar que no Bellagio também há outras atrações, entre elas o espetáculo ‘O’, do Cirque du Soleil.

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Depois desci e não resisti aos encantos do restaurante localizado no Paris Las Vegas, chamado Mon Ami Gabi, um restaurante lindo, a cara de Paris, onde, claro, a cozinha é francesa. Não consegui mesa na varanda, voltada para a The Strip. Mas não me importei. Só pelo aroma já estava satisfeita. Comi um steak au poivre (amo essas pimentinhas) com batatas fritas. De comer rezando. Fica aqui uma dica imperdível. Em outra ocasião, voltei lá para comer a Caesar Salad, que adoro! Também de comer rezando. Ainda servem café da manhã, sobremesas e cardápios glúten free para os adeptos das refeições saudáveis! Se fosse hoje, optaria por esses! Apesar que durante uma viagem não podemos ficar obcecados, certo? Temos que experimentar os sabores! Voltei ao hotel já no começo da madrugada, por volta de 1h. Mas o burburinho das ruas continuava na mesma intensidade. A cidade não dorme. Funciona 24h, com cassinos e baladas fervendo de gente.

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No dia seguinte, acordei com dois objetivos principais. O primeiro deles, ir até aquela placa luminosa ‘Welcome to Fabulous Las Vegas’. Não foi difícil descobrir onde ela fica. Na própria The Strip, sentido sul. Caminhe em direção aos hotéis Luxor e Mandaly Bay e continue até o Bali Hai Golf Club. Pronto! A placa fica logo ali. De um lado escrito ‘Welcome to Fabulous Las Vegas’ e do outro ‘Drive Carrefully. Came Back Soon’. Lá fica um rapaz tirando fotos dos turistas. Ele até sugere algumas poses, mas vocês podem fazer a que quiserem, que ele faz os cliques. Vale a caminhada.

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Na volta, peguei o ônibus Deuce Bus, que percorre a The Strip de cima em baixo, durante 24h. E o bacana é que você pode comprar os tíquetes, nas maquininhas presentes no próprio ponto de ônibus, e usá-los quantas vezes quiser por 24h, 3, 5 ou 30 dias. Bem econômico, prático e confortável, uma vez que os ônibus são de dois andares e com ar-condicionado.

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Desci em frente ao MGM Resort, pois queria resolver meu segundo objetivo: ir até a loja Grand Canyon Experience comprar meu passeio para aquele lugar que, lá do céu, já havia me encantado. São diversas opções de passeios. De avião, de helicóptero, de ônibus, de van, com barco, etc. Além disso, você pode optar pela parte do Grand Canyon que quer conhecer: norte, sul ou oeste. Tinha a ideia de ir àquela que tem o Skywalk, a ponte de vidro que ‘invade’ as fendas no chão. Mas, por indicação de várias pessoas que eu havia pedido opinião, acabei optando pelo lado sul que, segundo elas, é o mais bonito. Então comprei meu passeio para o dia seguinte (que vale um post à parte) e continuei minha árdua (devido ao calor), mas animada, tarefa de explorar Vegas. Peguei novamente o Deuce Bus e fui perambular pelas atrações que ficam ao norte da The Strip.

Em frente ao Bellagio desci do ônibus, local onde tinha parado no dia anterior. Daí vem o Caesars Palace, famoso por ter servido de locação para as aventuras do trio maluco da comédia ‘Se beber não case’, além de ser maravilhoso por dentro e por fora.

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Pelo hotel você tem acesso a um dos melhores shoppings da cidade, o Forum Shops. Dando uma volta por lá, descobri o paraíso: uma unidade da The Cheesecake Factory, parada obrigatória para quem gosta de doces. São diversas opções de cheesecakes, com variados tipos de chocolate, morango, Oreo, piña colada, peanut butter e várias outras. A loja também conta com restaurante e oferece diversos pratos que, confesso, não provei. Tentei voltar lá para experimentar, mas não era possível trocar as cheesecakes pelos pratos. Ou seja, o doce virou meu almoço. Sugiro provar as de peanut butter (manteiga de amendoim, o que é bastante tradicional na cozinha dos americanos), tiramissu e chocolate Godiva. Comi outras também e todas excelentes. Mas essas três são excepcionais.

IMG_0856 Cheesecake de chocolate Godiva! Perfect!

Seguindo pela The Strip, você passa ainda pelo The Mirage, hotel onde é apresentado o espetáculo Love, do Cirque du Soleil, com a trilha sonora inteira com músicas dos Beatles, como All you need is love, Something, Get Back, Help, Lucy in the sky with Diamonds, entre outras. Esse, é claro, foi o que optei por assistir. Os ingressos não são muito baratos, variando de US$ 80 (com vista desfavorecida) a US$ 180. Fui na categoria C e fiquei bem feliz com a localização. O show é todo de acrobacias aéreas e danças. Vale a pena demais!

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Mas, além do Cirque, há uma infinidade de outros espetáculos em Vegas, como os da Broadway, Jersey Boys, no Paris; ou Priscilla e Rock of Ages, ambos no Venetian.

Já meu terceiro dia foi dedicado à ida ao Grand Canyon, que, como comentei antes, vou contar em outro post. No dia seguinte, peguei o Deuce Bus e desci em frente ao The Venetian, que simula uma das mais belas cidades italianas. Lá na porta, é como se estivesse na praça de San Marco, com o Campanário e a Basílica de São Marcos; além da bela ponte Rialto.

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No interior do prédio, um canal de verdade pelos corredores, onde turistas ficam passeando de gôndola, em meio às lojas e restaurantes. Quando olha para cima, o teto simula o céu, ficando difícil saber se é verdadeiro ou pintura, de tão bem feito. Não deixe de ir ao restaurante de cozinha asiática TAO. Peça o sashimi de salmão com abacate e cebolas crocantes e os sushis de camarão. Uma delícia os dois pratos. TAO também dá espaço a uma das mais famosas baladas de Vegas, que ainda pretendo ir quando tiver a oportunidade de voltar à Vegas. No The Venetian também há um shopping, o Grand Cannal Shoppes, com lojas luxuosas.

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De lá, fui ao Fashion Show Mall, mais um dos inúmeros shoppings de Vegas e, depois, peguei o Deuce Bus e fui até o Premium Outlets North, para conhecer as lojas e pesquisar preços. Ainda não quis fazer compras, pois minha viagem estava apenas começando e ficar rodando com mala grande não é uma boa opção. Mas as tentações são muitas, com 150 opções de lojas e ótimos preços. Há também o Premium Outlets South, mas com menos lojas, por isso, nem cheguei a ir até lá.

Peguei o ônibus de volta e desci na Fremont Street, em Downtown. Lá é onde Las Vegas começou. São cinco quarteirões históricos, porém, não fique imaginando que verá construções antigas como nas históricas cidades brasileiras. O antigo de lá é diferente ao que estamos acostumados a ver na própria Vegas, andando pela The Strip, onde a modernidade toma conta do espaço. Mas, mesmo assim, as luzes e o vai e vem de gente é constante.

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Em ‘old Vegas’ os hotéis são mais antigos, assim como os restaurantes e cassinos. Coincidência ou não, as pessoas que frequentam e se hospedam por lá são mais velhas. Há bares e atrações na rua durante todo o dia e noite. Mas, na minha opinião, lá vale apenas para um passeio. Não é um local onde eu ficaria.

Mais um sinal para o Deuce Bus parar, subi a bordo e segui para a frente do Treasure Island para assistir à apresentação Sirens of TI, um show que conta a história de sereias que atraem os piratas com suas melodias. A apresentação reúne música e fogos e acontece todos os dias às 19h, 20h30 e 22h.

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No dia seguinte, dei sequência à minha viagem, passando por San Francisco, San Diego, Los Angeles (que também vou detalhar em outros posts), para, então, voltar a Las Vegas, onde fiquei por mais dois dias antes de voltar ao Brasil. Aí sim, voltei ao outlet para fazer compras, inclusive de uma nova mala para trazer de volta as novas aquisições.

Também aproveitei para pegar uma balada em Vegas, no Rain Nightclub, no hotel The Palms. A noite é bastante animada e os DJs agitam as pistas com house music até altas horas. Lá não é cobrada entrada, no entanto, o valor deve estar embutido no preço dos drinks, que são bem salgadinhos. E baladas em Vegas é o que não falta. Outras famosas são Haze, no Aria; XS, no Encore; LAX, no Luxor; Hakkasan, no MGM Grand; Tryst, no Wynn Las Vegas; The Act, no Palazzo, e mais uma infinidade de nightclubs.

No último dia fui ao PBR Rock Bar & Grill, onde os turistas podem se aventurar em um touro mecânico no meio do bar. Os pratos também são uma delícia, como o frango defumado com quesadillas.

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Depois segui para o The Stratosphere, o hotel que conta com a mais alta torre de Vegas e, lá no topo, um parque de diversões com apenas quatro brinquedos, os Thrill Rides. Para se aventurar, você pode comprar os tíquetes de acordo com seu interesse. Cada um custa US$ 15, exceto o Sky Jump, que custa US$ 109. Nele, você desce lá de cima em queda livre, preso por um cabo de aço. Não foi dessa vez. Preferi encarar logo o que mais me pareceu assustador: o Insanity. As cadeiras ficam presas a braços que são levados para fora do prédio, se inclinam a 70 graus e ficam girando em alta velocidade. Com muita coragem, me agarrei à cadeira e consegui manter os olhos abertos, vendo Vegas aos meus pés. A sensação que tive é de que não sairia mais dali e parecia que não acabava nunca. Mas, como adoro adrenalina, gostei de mais essa experiência. Outras opções são o X-Scream e o Big Shot, porém, bem menos assustadores.

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Saindo de lá, já era hora de voltar ao hotel, descansar um pouco e encarar o voo de volta ao Brasil, já com saudade de Vegas e das outras cidades maravilhosas que tive a oportunidade de conhecer. Esta viagem teve um bom resultado: mudou minha ideia sobre os Estados Unidos, fazendo com que passasse a ocupar um dos primeiros lugares na minha lista de países a serem visitados.

DSCN8821 I hope so!!!!

Rent a Local Friend, and… be happy!

Que tal viajar mundo afora e conhecer os destinos com os olhos de quem mora lá? Nada melhor, né? Claro que os pontos turísticos devem estar em todos os roteiros, mas, para conhecer mesmo, é preciso fugir do lugar comum! Ir além, conhecer a cultura e o dia a dia de quem vive no local…

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Foi assim que surgiu a rede social Rent a Local Friend, que reúne pessoas que, assim como nós, amam viajar e planejar roteiros. São pessoas curiosas e que conhecem bem suas cidades e, claro, compartilham com os turistas que vagam perdidos por aí! Eles nos ajudam a montar nosso roteiro de acordo com nosso perfil e interesses. Bacana, não é? E o melhor: além da possibilidade de conhecermos lugares inusitados e que talvez jamais conheceríamos por nós mesmos, ainda fazemos amigos por todo lado!

No Brasil, já tem pessoas registradas na rede. Você pode perambular com seu amigo de aluguel por Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Ainda não aluguei um amigo, mas pretendo fazer um teste! Vejam só esse vídeo e feliz nova amizade!