Lyft e Uber: transporte via app nos Estados Unidos

Lyft_Pink_Mustache

Sempre que chegamos de viagens, entre as diversas perguntas que ouvimos está o seguinte questionamento: qual o melhor meio de transporte? As respostas, normalmente, são: ônibus, metrô ou táxi! Claro, o básico de qualquer cidade desenvolvida, certo?

Mas, em minha visita recente aos Estados Unidos, descobri um novo meio de andar pra lá e pra cá. São empresas que nos conectam com um motorista apenas com um toque na tela do celular. Simples e cômodo, não é? É como se alugássemos um chauffeur, via aplicativo de smartphone.

Eu conheci as empresas em São Francisco. São duas: a Lyft e a Uber. Ambas prestam o mesmo tipo de serviço, porém, o estilo de trabalho das duas é um pouco diferente.

Explico: a Lyft é mais descontraída e jovial. Para começar, os carros são todos identificados com um mega mustache cor de rosa, que os motoristas devem colocar no para-choque dianteiro (rosa porque a ideia inicial era oferecer o serviço apenas para mulheres)! Mas o negócio cresceu tanto, que hoje é comum vermos vários carros pelas ruas de San Fran com o ‘bigodon’ colorido e um motorista sorridente ao volante. Isso porque os drivers acabam entrando no clima da empresa e atendem os clientes com toda alegria do mundo. A ideia é transparecer que o motorista é seu melhor amigo, que está indo busca-lo em algum lugar. Não é à toa que os principais usuários da Lyft são jovens, indo ou voltando da balada, encontros, e também para o trabalho. Dentro dos carros, todos muito bem conservados, balas, chicletes, luzes e decoração recepcionam os passageiros, que são cumprimentados pelo motorista com um soquinho de mãos, o fist bump!

lyft

Ao entrar no veículo, o passageiro tem a opção de assentar no banco da frente, onde pode deixar a conversa rolar, ou, então, assentar atrás e ficar em silêncio. O motorista irá compreender, de cara, seu estado de espírito e irá respeitá-lo. Daí, é só dizer para onde quer ir. Não é preciso nem mesmo pagar pela corrida.

Mas calma! Nada no mundo é assim, tão fácil e, muito menos, gratuito. Só pode usar o serviço quem baixar o aplicativo e fizer um cadastro, que inclui, também, os dados do cartão de crédito do usuário. Tcharammm! A cobrança da corrida vem na sua fatura. Mas, se você quiser fazer um agrado ao simpático motorista, não hesite em deixar uma gorjeta. Afinal, nos Estados Unidos isso é de praxe e complementa o salário dos trabalhadores.

Hoje, a Lyft está presente em 12 cidades norte-americanas: San Francisco, Los Angeles, San Diego, Phoenix, Seattle, St. Paul, Chicago, Indianapolis, Atlanta, Charlotte, Washington D.C. e Boston.

Já a Uber está presente em 26 países, sendo 36 cidades da América do Norte, além de municípios na América Central e do Sul, Europa e Ásia. Apesar de ter a mesma função da Lyft, ela já é mais tradicional. Nada de bigodes e nem de outros símbolos chamativos. Muito menos cumprimentos malucos feitos pelos motoristas. Estes, por sinal, são sempre mais sérios, pois, na maioria das vezes, transportam executivos e pessoas com pressa que, até mesmo dentro do carro estão trabalhando. Enfim, é outro perfil de negócio. Mas nada impede que executivos andem de Lyft e jovens viagem de Uber. Uma não é melhor do que a outra. São, apenas, diferentes e complementares. O valor da corrida também muda um pouco, sendo a Lyft mais acessível.

Uber-Private-dirver

Mas, o mais engraçado é acompanhar o atendimento da sua chamada. Apesar de ter conhecido as empresas em San Francisco, meu primeiro ride foi em Chicago. Estava lá com meu namorado, que conhecia as empresas e solicitou o serviço. Foi muito simples. Ele abriu o aplicativo da Lyft e clicou no botão para chamar o motorista. Naquele momento, tocou o telefone do motorista, que tinha a opção de atender ou não ao nosso chamado. Como o app funciona juntamente com o Facebook, a esta altura, a foto do perfil do meu namorado piscava na tela do celular do motorista, que atendeu à solicitação. Então, recebemos uma notificação de que o motorista estava indo nos buscar e, no mapa do aplicativo, apareceu um carrinho se deslocando em nossa direção. Fomos para a porta do local que estávamos para esperar e, pela tela do celular, víamos o carrinho dobrando ruas e se aproximando. Já começamos a rir. Foi então, que, pelo aplicativo, o carrinho dobrou a esquina do quarteirão mais adiante de onde estávamos e, imediatamente, olhamos para a rua naquela direção. Vimos, então, um carro com um bigode rosa dobrando a esquina. Rimos muito da exatidão do mostrador e o motorista também chegou até nós com um sorriso no rosto. Com certeza, ele nos viu de longe e, pela nossa reação, percebeu que aquele era nosso primeiro ride. Entramos no carro, fizemos o fist bump e fomos conversando até o hotel.

Adorei a experiência e, com certeza, quando eu voltar aos Estados Unidos, vou usar os serviços, que são seguros, cômodos, rápidos e mais baratos do que os táxis convencionais! Recomendo muito! É só baixar os app e aproveitar!

Get a nice ride!

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5 pensamentos sobre “Lyft e Uber: transporte via app nos Estados Unidos

  1. Pingback: A grande e cosmopolita Chicago |

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