Eu quero morar em Vancouver!

Antes mesmo de sair do Brasil para minha viagem pelos USA e Canadá, uma amiga me disse: você vai se apaixonar por Vancouver e vai querer morar lá. Ela me conhece e sabe que gosto de qualidade de vida, natureza e esportes, ou seja, Vancouver é este lugar!

Vancouver vista do Stanley Park

Vancouver vista do Stanley Park

A maior cidade do leste canadense, localizada em British Columbia, está encrustada entre lagos e montanhas, o que a transforma em um verdadeiro paraíso. As ruas e avenidas são largas, bem arborizadas e decoradas com flores; o clima da cidade no verão é uma delícia, com um ventinho quase que constante, por estar cercada por água; os prédios são modernos, a maioria deles todo feito com vidros; existem muitas praças e parques. Além disso, ela é limpa, segura e extremamente agradável.

Cheguei ao aeroporto e peguei um metrô com destino a Vancouver Downtown, situado entre os rios False Creek e Burrard Inlet. Desci na estação Vancouver City Centre, próxima ao hotel onde fiquei, o The Kingston Hotel Bed & Breakfast. Trata-se de uma simpática pousada, em estilo europeu, super aconchegante, com ótimo atendimento e com um café da manhã delicioso, com bagels acompanhados por geleia ou queijo e café!

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Deixei minha bagagem no quarto e rua! Comecei descendo a rua do meu hotel, a Richards Street, que leva até a waterfront. É lá que está o Canada Place, espaço que concentra restaurantes, centro de informações aos turistas, hotel, cinema e uma vista magnífica do Burrard Inlet, com a Grouse Mountain e outras montanhas ao fundo.

Canada Place

Canada Place

O local fica repleto de turistas, sejam os que estão hospedados na cidade, ou os que chegam nos cruzeiros que ancoram no Canada Place. Fiquei por lá andando e observando os seaplanes decolando nas águas de Vancouver Harbour. Aliás, este é um bom passeio a se fazer durante visita à cidade. Os aviões aquáticos decolam e fazem voos panorâmicos de 10 minutos ou mais pela região, podendo incluir, também, as The North Shore Mountains. Não fiz o tour, mas deve ser bacana demais!

Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo

Passeio por Canada Place, com a Grouse Mountain e seaplane ao fundo

Continuei minha caminhada sentido oeste, margeando o rio. No caminho, ficava encantada com cada prédio ao meu lado esquerdo e com as belíssimas montanhas à direita e imaginando como deve ser bom viver ali. Passei pelo píer, com lanchas e barcos ancorados e cheguei ao Stanley Park, minha próxima parada. Ele é bem grande e margeado por uma pista de corrida de 8km, o que já entrou para os meus planos.

Prédios e barcos emolduram o canal

Prédios e barcos emolduram o canal

Mas, nesse dia, não dei a volta completa. Comecei caminhando sentido aos totens indianos. Pela cidade – e por todo o país – existem alguns pontos que concentram tais esculturas, herdadas dos antigos artesãos que viviam no Canadá e as esculpiam à mão. São figuras de peixes, aves, macacos e outros animais e humanos, sobrepostas umas às outras.

Totens indianos no Stanley Park

Totens indianos no Stanley Park

Passei pelo farol – Brockton Point Lighthouse – e cheguei até a escultura de uma sereia em cima de uma pedra localizada dentro do rio, denominada Girl in a Wet Suit.

Girl in a Wet Suit

Girl in a Wet Suit

Voltei por dentro do parque, que ainda conta com jardins, aquário, áreas de lazer e outras atrações e fui bater perna pelas ruas do centro da cidade. Na Robson Street estão as belas e caríssimas lojas de grifes famosas mundo afora. Mas também têm as de departamento, onde sempre saímos com as sacolas abarrotadas de compras. Já na Granville Street, lojas baratíssimas e com pechinchas incríveis, como 3 sapatos por $ 15 dólares canadenses ou aquelas promoções ‘compre um e leve dois’. Imagina o estrago!

Granville Street, o lugar das pechinchas

Granville Street, o lugar das pechinchas

O dia seguinte foi dedicado à North Vancouver. Já havia me programado para levantar cedo e ir para essa região, que concentra duas grandes e imperdíveis atrações da cidade: o Capilano Suspention Bridge Park e a Grouse Mountain. Havia me informado, no centro de informações turísticas do Canada Place, sobre como chegar até lá e descobri que existe um ônibus gratuito que leva turistas até o Capilano Park. E havia um ponto de partida bem pertinho do meu hotel. De lá, para seguir até Grouse Mountain, eu poderia pegar um ônibus – sempre com o dinheiro exato, pois eles não dão troco. Os dois locais são bem próximos um do outro, porém, o trajeto é um morro e não há nada ao redor, por isso, não vale a pena ir a pé.

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Bom, cheguei então ao Capilano Suspension Bridge Park já com meu ingresso comprado, então, nada de filas! Fui uma das primeiras a entrar no parque naquele dia e fui logo em direção à ponte, pois queria tirar uma foto dela ainda com poucos turistas.

Capilano Bridge

Capilano Bridge

Construída em 1889, já passou por diversas versões para se manter em ótimo estado. Ela está a 75 metros de altura do chão, por onde corre o Capilano River, e tem 150 metros de extensão, sendo a mais longa ponte suspensa de pedestres do mundo! Ao seu redor, árvores enormes dão o tom verde ao parque. Fui logo atravessar a ponte, que balança um pouco com o caminhar das pessoas. Algumas, que não gostam de altura, sentem-se incomodadas com a ponte se mexendo, porém, é super tranquilo e seguro.

Capilano Bridge

Capilano Bridge

Ao atravessá-la, cheguei ao outro lado do parque, onde se encontram riachos, aves silvestres treinadas e o Treetop Adventure, um interessante passeio por entre as árvores, por meio de passarelas de madeira suspensas. Adorei!

Passeio por passarelas suspensas entre as árvores

Passeio por passarelas suspensas entre as árvores

Ao retornar pela ponte, fui ainda a um mirante, inaugurado recentemente, em 2011, o qual contorna um morro de granito com uma fina passarela de madeira, protegida por grades nas laterais, o qual nos permite uma bela vista da floresta e do Capilano River.

Mirante aflitivo! Altura por todos os lados

Mirante aflitivo! Altura por todos os lados

Já no restaurante, experimentei, pela primeira vez, o famoso fudge, um doce que já havia visto à venda por várias vezes no Canadá, USA e Inglaterra. Apesar de ser chocólatra, ele nunca havia me atraído muito. E logo em seguida, entendi o porque. O fudge é uma espécie de bolo doce, feito com massa bem densa. A maioria é de chocolate, mas existem outros sabores. Comprei cinco pedaços variados, mas não gostei de nenhum deles. Parece mais uma maçaroca. Porém, há quem goste, vide o quanto a loja estava lotada de pessoas para comprarem os doces.

Saindo do parque, fui para o ponto de ônibus localizado logo na entrada e segui rumo à Grouse Mountain. Para chegar ao topo da montanha, pegamos um bonde, o Skyride, que nos leva até lá. Para se ter uma ideia, é parecido com o bondinho do Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro, mas a vista que temos é de uma belíssima floresta vegetativa canadense, da cidade de Vancouver, o oceano Pacífico e montanhas com os picos cobertos por neve.

Subindo a Grouse Mountain

Subindo a Grouse Mountain

Lá em cima, as atrações são inúmeras. Os que participei foram o Lumberjack Show, divertido teatro que conta com a participação dos visitantes; o Birds in Motion, linda apresentação de aves que seguem os comandos da treinadora, como uma coruja dourada subindo em postes e um Falcão Pelegrino, a ave mais veloz do mundo, dando voos rasantes próximos ao público; e o Peak Chairlift Ride, teleférico que nos leva ao pico da montanha, onde, no inverno, estão as pistas de esqui.

No alto da montanha

No alto da montanha

No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui

No inverno, aquela montanha ao fundo vira pista de esqui

Para chegar até lá, peguei o teleférico

Para chegar até lá, peguei o teleférico

Por fim, vivenciei o que mais gostei na montanha: ver de perto os lindos e simpáticos Grizzly Bears, dois grandes ursos que vivem nas montanhas e ficam lá no parque para divertir os visitantes. No começo, foi bem difícil vê-los, pois estavam se esbaldando na sombra das árvores. Mas, depois, eles saíram lá do meio e vieram para perto dos turistas, brincar e rolar, parecendo que estavam fazendo graça para quem os assistia. Uma experiência incrível, que compensou ainda mais aquele lindo passeio. Encerrei a tarde com um delicioso café no restaurante no topo da montanha, com vista para Vancouver.

Os brincalhões Grizzly Bears

Os brincalhões Grizzly Bears

Na volta para Vancouver, fui até o Lonsdale Quay Market, ainda na parte norte da cidade, que concentra diversas bancas de comidas variadas, como sanduíches, chinesa, saladas, frutos do mar e outras. Comi um delicioso macarrão com frutos do mar e retornei para Vancouver na balsa que atravessa o Vancouver Harbour até chegar ao Canada Place.

Lonsdale Quay Market

Lonsdale Quay Market

A linda Victoria

O dia seguinte foi uma grande surpresa para mim. Tenho uma amiga, que não via há anos, que mora em Victoria, a capital de British Columbia. Falei com ela que estava em Vancouver e queria saber se ela passaria por lá, para podermos nos encontrar. Foi então que ela me fez o irresistível convite de ir até Victoria para nos reencontrarmos e para que eu pudesse conhecer a linda cidade.

Victoria fica localizada na chamada Ilha de Vancouver, portanto, para chegar até lá, é preciso pegar o ferry, da empresa BC Ferry, que atravessa as águas do estrito de Geórgia. Mas o trajeto é longo. Primeiro, peguei um ônibus na estação Vancouver Pacific Central, que me levou até Tsawwassen, onde está o terminal do ferry. Lá, peguei, então, a embarcação (na qual os ônibus e carros também são transportados) e fiz a bela viagem que dura cerca de 1h35. Dentro do ferry, existe uma ótima estrutura com cafeteria, restaurante e um lindo deck no topo, onde passei a maior parte da viagem observando a paisagem.

A caminho de Victoria

A caminho de Victoria

Cheguei então em Victoria e logo encontrei com minha amiga que me esperava no terminal. Para quem não tiver uma pessoa esperando, deve-se retornar para o ônibus, que continua o trajeto até o centro da cidade. Como eu só passaria um dia lá, começamos nossa maratona cedo. A primeira parada foi no maravilhoso The Butchart Gardens, onde estão jardins de rosas, jardim japonês, jardim italiano, maditerrâneo e vários outros tantos, que nos encantam com suas cores e perfeição das flores. Um passeio tranquilo e agradável, que não pode deixar de ser feito por quem vai a Victoria.

O maravilhoso The Butchart Gardens

O maravilhoso The Butchart Gardens

Importante região dos vinhos canadenses, Victoria conta com dezenas de vinícolas com simpáticos restaurantes. Fomos em uma delas, onde experimentei uma deliciosa salada de frutos do mar, acompanhada de um vinho branco canadense e, para encerrar, sobremesa de frutas vermelhas. Uma delícia para aquele belo dia de verão.

Seguimos, então, para o centro da cidade, que mais parece de brinquedo. Por lá é tudo muito lindo, limpo, organizado e cercado por construções em estilo inglês. O imponente prédio do parlamento é uma das principais atrações da cidade e forma um belo conjunto visual com o Inner Harbour, o porto de Victoria, localizado logo em frente.

Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento

Ótima anfitriã! Ao fundo, Inner Harbour e o prédio do parlamento

Parlamento de British Columbia

Parlamento de British Columbia

Apesar de não ter visitado o interior do prédio, devido ao pouco tempo na cidade, ele está aberto a visitação nos dias úteis. Logo no gramado em frente, há um totem, herdado dos antigos povos indígenas que ali viveram. Completando o cenário, um dos prédios mais belos da cidade dá o toque final, o Fairmont Empress Hotel, que mais parece um castelo, bem ao estilo dos demais hotéis da rede.

Farimont, hotel que mais parece um castelo

Farimont, hotel que mais parece um castelo

Aproveitamos e caminhamos pelo centro da cidade, ótimo para ser percorrido a pé. Caminhamos pela Government Street, Fort Street e outras ruas nas redondezas do The Bay Centre, grande shopping center na cidade. Tomamos um sorvete delicioso e fomos até o Fisherman’s Wharf, marina onde se encontram lanchonetes, restaurantes e casas flutuantes. As casas são das mais variadas, de um e dois andares, coloridas, com varandas e floreiras na entrada. Um lugar encantador que deve ser visitado por todos que foram a Victoria.

Fisherman's Wharf e as casas sob as águas

Fisherman’s Wharf e as casas sobre a água

Também demos uma volta pelo campus da University of Victoria e pela região sul da cidade, onde estão localizados diversos bairros residenciais. Passamos ainda pelo belo castelo de Craigdarroch Castle, também aberto à visitação, e depois seguimos para a Oak Bay, um dos locais que oferecem a mais bela vista da cidade, perfeito para ver o pôr do sol. Ao final do dia, chegou minha hora de voltar para Vancouver. Peguei o ônibus no centro da cidade, que me levou até o terminal do ferry. Uma visita rápida, mas que valeu a pena e tornou minha viagem ainda mais especial.

Craigdarroch Castle

Craigdarroch Castle

Lindo pôr do sol para encerrar o dia

Lindo pôr do sol para encerrar o dia

Último dia em Vancouver

O último dia em cada cidade já bate aquele aperto, vontade de não ir embora e de aproveitar todos os segundos antes de partir. E foi isso o que eu fiz. Fechei minhas malas, deixei na recepção do hotel e fui bater perna e visitar o outro lado do Stanley Park, mais especificamente, a Siwash Rock, uma pedra de cerca de 18 metros de altura, que fica dentro da água.

Siwash Rock. Incrível!

Siwash Rock. Incrível!

O mais interessante é que, no topo, uma única árvore dá vida à rocha, que hipnotiza por sua beleza! Claro que tirei diversas fotos de vários ângulos. Depois voltei e fui caminhando pela Denman Street, point de diversos bares e restaurantes, entre eles, o Kingyo, um japonês sensacional, indicação da minha amiga Thaís, que visitei em Victoria! Fechei com chave de ouro a viagem naquele lugar paradisíaco!

Silhueta da paradisíaca Vancouver!

Silhueta da paradisíaca Vancouver!

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