Quando eu voltar ao Brasil, quero ir a Tiradentes!

Não sei se vocês sabem, mas meu primeiro post aqui no blog foi de uma cidadezinha linda! A mais charmosa e a que mais amo! Tiradentes, em Minas Gerais, meu estado de alma, coração, vida e espírito! Não sei porque, mas aquela cidade me traz uma sensação especial, que ainda não senti em nenhum outro lugar. Não sei se por sua beleza, simplicidade, importância, charme ou tudo isso e mais um pouco junto.

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Sempre que tinha oportunidade, pegava meu carro, chamava minha mãe, minha companheira tão apaixonada quanto eu, e íamos pra lá nem que fosse para passar o dia e voltar. Minha despedida com a família antes de me mudar para os Estados Unidos foi lá. Dias das mães já foram passados lá; em grandes eventos da cidade estive presente; já fui para fazer matéria de turismo e sempre me pego pensando que, o primeiro lugar que quero ir quando voltar ao Brasil, certamente é Tiradentes.

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E quero fazer o que sempre faço: tomar café no Largo das Forras, andar de Maria Fumaça, caminhar a pé pelo centro histórico, comer frango com orapronobis no Dona Xepa, tomar cerveja em qualquer barzinho com mesa na calçada e me hospedar em uma linda pousada, com aquele típico café da manhã das Minas Gerais!

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Para quem quiser saber um pouco mais sobre essa linda cidade, veja aqui o primeiro post do blog!

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São Paulo pela São Silvestre

Terra da garoa, de gente boa. Uma megalópole que mais se parece a um caldeirão, onde convivem culturas e estilos provenientes de mais de 70 países. A cidade, que é sinônimo de negócios, entretenimento e, claro, trânsito, reserva diversas atrações turísticas a perder de vista como os passeios ao parque Ibirapuera e ao Mercado Municipal; as compras na rua 25 de Março, Brás e Bom Retiro; as visitas ao Masp e ao Museu do Ipiranga; uma caminhada pela avenida Paulista; as delícias japonesas do bairro Liberdade; os roteiros gastronômicos e as baladas em Vila Madalena e Vila Olímpia; e mais uma infinidade de coisas para se fazer. Como sendo a maior cidade do país e umas das maiores do mundo, com mais de 11 milhões de habitantes, pode-se imaginar o que ela nos reserva, certo?

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Mas, minha ideia hoje é contar um pouquinho sobre uma experiência que vivi recentemente e apresentar um breve roteiro, ou melhor, um roteiro de 15 km pela área central de Sampa, percorrido a pé. Mais especificamente, correndo.

No dia 30 de dezembro de 2013, eu, minha irmã e um casal de amigos pegamos um voo pela manhã no aeroporto de Confins rumo a São Paulo. Isso porque, em setembro, decidimos correr a 89ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre e, diante disso e da fama dos morros presentes na prova, intensificamos nossos treinos. Cada dia que se passava a ansiedade aumentava. Mas, na realidade, comecei a perceber que aquela ansiedade não era pela prova em si – uma vez que já me considerava preparada para qualquer morro da SS -, mas pela emoção em poder participar de uma prova que vejo na TV desde pequenininha e sempre admirei aquelas pessoas que estavam ali, correndo, quase na virada do ano. Como era criança, não tinha ideia de distância, de esforço, de treinos, de nada. Achava tudo o máximo e todos uns loucos. E, não sei se com vocês é assim, mas, quando tenho uma imagem na cabeça desde criança, essa mesma imagem me acompanha a vida toda, até que eu veja com meus próprios olhos. E foi assim com a São Silvestre.

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Até pouco tempo atrás, antes de adentrar no mundo da corrida, achava que a SS era uma maratona (42km) – de novo a imagem de criança. E me arrisco a dizer que a grande maioria das pessoas pensa que se trata, sim, de uma maratona. Isso porque, com quase todos que comentei que eu iria correr, a pessoa dizia: “nossaaaa, 42 km! Que loucura”. E eu: “não, são apenas 15 km”. No fim, já estava achando normal e vendo que não era apenas eu que tinha a imagem de criança na cabeça.

Foi então que, no dia 30/12, fomos para Confins. O engraçado é que deixamos o carro em um estacionamento próximo ao aeroporto, o AeroPark (a diária custa R$ 24 e o estacionamento é fechado, coberto e fica gente 24h. Para ir até o aeroporto, ele oferece o shuttle gratuito e imediato. Uma mão na roda e bem mais seguro e organizado do que o estacionamento do próprio aeroporto) e subimos para o terminal de shuttle. No carro, ‘pesquei’ a conversa de três senhores sobre corrida e intrometi, perguntando se estavam indo à São Silvestre. Eles disseram que sim e um deles estava indo pela 11ª vez! Por aí vi que se tratava de algo muito especial. E foi justamente isso que ele me disse: “esqueça bater metas, esqueça fazer tempo. A corrida é única e exclusivamente para divertir e participar da prova mais famosa do país. A emoção é enorme e a prova é tranquila. Vocês vão ver, vocês vão ver”. “Mas e a Brigadeiro?”, perguntava eu, preocupada com a subida final da prova, pela avenida Brigadeiro Luís Antônio. “Não é nada de mais. É até divertida. Vocês vão ver, vocês vão ver”, repetia com empolgação. No aeroporto, era impressionante a quantidade de gente usando camisas de corridas! Todos já no clima da prova.

IMG_0439 Minha inspiração

Pegamos um voo da Gol e aterrissamos em Congonhas. Quando o avião parou, a emoção tomou conta de todos os passageiros ao ouvirmos alguém da tripulação dizendo: “a todos um feliz ano novo e boa sorte aos participantes da São Silvestre!”. Em um segundo, o avião inteiro aplaudia e comemorava!

De lá, fomos de táxi direto ao local da retirada dos kits, no Ginásio Estadual Geraldo José de Almeida. A fila, claro, estava enorme, mas andando bem rápido, tudo muito organizado. Em pouco tempo, estávamos com nossos kits em mãos, já prontos para a corrida. Na saída do ginásio, diversos estandes de venda de produtos para atividades físicas. Lotado… e somos obrigados a andar em zigzag entre eles até sair do ginásio.

1558420_584084274994905_418958182_n Retirando o kit

Seguimos para o hotel, o Ibis Budget Consolação. Ele fica quase na esquina da avenida Paulista, bem próximo à largada, e é bom, confortável e com ótimo custo benefício. No entanto, o check-in estava lotado, com uma grande fila e demorou bastante. Ali, já percebemos que não se organizam muito bem para receber um evento de grande porte, como a São Silvestre. E olha que é um evento anual e com data pré-definida, o que torna o preparo para o evento algo simples. Basta querer atender muito bem aos corredores que, querendo ou não, merecem um bom descanso no dia anterior à prova e na data em si.

Então, fomos dar uma volta pela paulista, para almoçar e localizar o ponto exato da largada. O bom é que, pela avenida, opções não faltam. Shoppings, cafés, lanchonetes, restaurantes, bares e o que mais quiser. Almoçamos e fomos descendo até a largada, próxima ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). O enorme palco do Réveillon da Paulista já estava pronto para a festa do dia seguinte! Depois, matamos a saudade dos deliciosos Frapuccinos e muffins de chocolate da Starbucks (no dia antes da prova, podemos!) e fomos andando novamente de volta para o hotel.

IMG_1167 Avenida Paulista: palco da São Silvestre

De longe, ouvi uma música tocando bem alto. Era Garota de Berlim, do Supla. Quando vimos, estava tendo passagem de som para a festa de Ano Novo. Supla, Toquinho, Marcelo Bonfá e Paulo Ricardo juntos no palco, em plena avenida Paulista. Um presente para nossa última tarde de segunda-feira do ano. Ficamos por lá curtindo o show, junto a várias pessoas que se aglomeravam. Foi demais! Deu um ânimo a mais para nossa corrida.

Chegando ao hotel, a fila do check-in continuava e percebemos que seria assim até o final do dia. Descansamos um pouco e saímos para jantar com um casal de amigos, que mora na cidade. Para armazenar energia para o dia seguinte, precisávamos de massa, carboidrato! Então, fomos ao Bistrô Reserva Cultural, que fica no edifício do jornal Gazeta, também na Paulista. O local é uma ótima pedida. Tranquilo, ótimo atendimento, agradável e excelente comida! Comi um risoto maravilhoso, mas há também diversas outras opções de massas e saladas. O restaurante fica localizado em um mezanino, logo em frente ao cinema Reserva Cultural. Valeu a dica!

1507811_607400429325351_1681020326_n E dá-lhe carbo!

Comida no papinho, pé no caminho. No dia seguinte acordamos às 6h40 para arrumarmos para a corrida, com largada marcada para as 9h. Ao descermos para tomar café, mais uma prova de despreparo do hotel: uma fila enorme. Claro, todas as pessoas desceram para tomar café mais ou menos ao mesmo tempo. No entanto, isso deve acontecer todos os anos e o hotel poderia se organizar e montar uma sala extra para ajudar no fluxo. Quase desistimos e fomos comer na rua. Mas resolvemos esperar. E demorou.

IMG_0442 Bora correr! #RunAngelRun

Saímos do hotel já era mais de 8h. No entanto, chegamos em tempo hábil para a largada. Mesmo porque, ao nos localizarmos em nosso ponto de partida, diga-se de passagem, bem distante do pórtico de largada, demoramos uns 17 minutos para começar a andar – sim, andar.. impossível correr antes de passar pelo pórtico – após o começo oficial da prova. Isso ocorre pois, é tanta gente para correr, que custa a dar vazão. Nesse meio tempo, o narrador da prova ficava falando os nomes de cidades e países dos corredores que passavam por ele: Bolívia, Colômbia, Argentina, Alemanha, México, França, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, etc. etc. etc.

IMG_0383 A empolgação pré-prova das atletas

Foi então, que a emoção começou a tomar conta de nós quatro. Lágrimas começavam a brotar dos meus olhos, principalmente, porque estava tocando Chariots of Fire, do Vangelis, marca registrada da corrida. Passamos pelo pórtico e, por incrível que pareça, dando uns trotezinhos, beeem devagar. Mas, logo, já conseguimos pegar um ritmo um pouco mais intenso, levando em consideração o número de pessoas. Gente correndo fantasiado, descalço, amarrado no parceiro e, até mesmo, com um poodle branco que já estava com a língua para fora na primeira curva.

City tour

Começava então o tour de 15 km a pé, pela região central de Sampa. Partimos da avenida Paulista, logo em frente ao Museu de Arte de São Paulo, o Masp. O local é visita obrigatória para quem vai à cidade, por se tratar de uma das mais importantes instituições culturais do país. Sempre com exposições e mostras de grandes nomes da arte de todo o mundo.

maps Masp

Seguimos sentido rua da Consolação, passamos pelo túnel José Roberto Fanganiello Melhem. Então, dobramos à direita nas Ruas Major Natanael e Desembargador Paulo Passalaqua e passamos ao lado do Estádio do Pacaembu.

Já no quilômetro 6, passamos em frente ao Memorial da América Latina, prédio projetado por Oscar Niemeyer, que abriga espaços para mostras e exposições.

AgenciaBrasil061212MCSP2-2 Memorial da América Latina

De lá, chegamos ao centro de São Paulo, correndo pelas avenidas Rio Branco e Duque de Caxias, Largo do Arouche, Praça da República e a esquina das Avenidas Ipiranga e São João (aquelas da música Sampa, do Caetano Veloso… “Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João”.. no caso, o que acontece é que os batimentos já estão bem acelerados, a sede chegando com força e as panturrilhas dando sinal de vida).

tumblr_lpbsgvZ4AW1qh55e1o1_500 O Famoso cruzamento da música Sampa

Passamos também pelo Teatro Municipal, que fica na praça Ramos de Azevedo. O prédio é lindo e chama muita atenção em meio ao percurso. Atualmente, o espaço coordena escolas de música e dança e ainda recebe concertos frequentemente.

IMG_0414 Teatro Municipal

Saindo da praça, chegamos ao Viaduto do Chá, um dos cartões postais de Sampa, responsável por ligar o centro velho com o novo. Também passamos pelo Largo de São Francisco, onde está a Faculdade de Direito, abrigada em um prédio tombado como patrimônio histórico do Estado de São Paulo.

IMG_0416 Multidão que tem paixão pela corrida! #KeepRunning

Dali, chegamos à parte final da prova: a temida e mal falada avenida Brigadeiro Luís Antônio, uma subida considerada um dos trechos mais difíceis do percurso. Mas, olhe para o chão e vá com fé. Não é nenhum bicho papão como ouvimos falar por aí.

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Por fim, voltamos à bela avenida Paulista, onde cruzamos a linha de chegada em frente ao edifício da Fundação Cásper Líbero. Como curiosidade, Casper Líbero foi um jornalista e advogado, entusiasta do esporte, e criador da Corrida Internacional de São Silvestre, que leva este nome em homenagem ao papa São Silvestre, falecido e canonizado no dia 31 de dezembro.

IMG_0578 Amigos da vida e da corrida!

Bom, minha intenção era contar um pouco do que senti e vi durante essa prova, que me encheu de orgulho por ter participado, principalmente em companhia de pessoas tão especiais! Que venham muitas outras corridas, seja São Silvestre ou não! Força no pensamento e nos joelhos! E bora correr!

Férias em Maceió!

Desta vez, vamos De Carona com a leitora Daisy Silva, que, recentemente, visitou a bela Maceió com o namorado. E, vendo essas fotos, como dá vontade de estar, neste exato momento, em uma das lindas praias do litoral do nosso Brasilzão!

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“Lindas praias, paisagens encantadoras, piscinas naturais e dias ensolarados. É assim que defino uma das capitais mais lindas que já conheci. Maceió é uma cidade que consegue seduzir os turistas devido à variedade de opções à disposição – basta pegar um folheto na portaria dos hotéis sobre os roteiros oferecidos pelas operadoras locais: Praia do Francês, Praia do Gunga, Barra de São Miguel, Maragogi, Praia de Paripueira, entre outras maravilhas. Além disso, é repleta de cultura, vida noturna, bares e restaurantes, e muita história, já que é o local onde nasceu o primeiro presidente da República, Manuel Deodoro da Fonseca.

Infelizmente, Cristopher e eu não conseguimos conhecer todos os pontos turísticos (Cristopher é o meu namorado, rsrs). Sendo assim, compartilho com vocês a nossa experiência que durou uma semana. Ficamos hospedados no hotel Verde Mar, localizado no bairro Pajuçara. O hotel é simples, super aconchegante e de frente para o mar. O café da manhã é delicioso e a comida do restaurante é saborosa.

CAM00158 Piscina com vista para o mar

O nosso primeiro destino foi a Praia do Francês, localizada a 25 km de Maceió. O lugar é lindo, águas claras, bom para fazer uma caminhada. Segundo os moradores da região, é uma das praias mais movimentas por ser uma das mais próximas da capital.

DSC_0027 Praia do Francês

O segundo ponto turístico visitado foi a praia de Paripueira. Localizada a 30 km da cidade, o que mais chama atenção são as piscinas naturais formadas entre bancos coralinos da praia que possui uma grande concentração de fauna marinha, principalmente, de peixinhos coloridos. Paripueira é um ótimo local para quem gosta de fazer mergulho. O valor da atividade é R$ 90. E, quem quiser ter lembranças debaixo d’água, as fotos custam R$ 30. O visitante recebe um CD com 30 registros e várias imagens dos peixes que são encontrados na região.

DSC05725 Mergulho é imperdível

O lugar pelo qual me apaixonei e acho que quem for não pode deixar de conhecer é a Praia do Gunga. Fiquei enfeitiçada pelo local desde o trajeto até a chegada. São encantadores as águas esverdeadas, areias claras, falésias e coqueirais. Para chegar até elas, o turista pode optar por fazer o passeio de buggy ou fazer uma longa caminha pela praia quase deserta. Como se trata de uma propriedade particular, a praia tem cercas de proteção entre os coqueiros que costeiam toda a sua extensão, mas nem elas são capazes de tirar a beleza do lugar. O passeio de buggy custa R$ 35.

DSC_0354 Falésias e buggy no Gunga

Por fim, nós não podíamos voltar a BH sem fazer algumas comprinhas. A Feira de Artesanato de Pajuçara fica à beira mar e possui cerca de 200 barraquinhas que oferecem peças de artesanato, bijuterias, roupas, sapatos e artigos decorativos. O horário de funcionamento é de segunda a domingo, das 10h às 22h.”

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História enviada pela leitora Daisy Silva

Pico da Bandeira: um lugar perfeito para esperar o amanhã

Dessa vez, vamos DE CARONA com a leitora Gabriela, que fez a caminhada ao Pico da Bandeira para ver o sol se por e nascer! É de emocionar e já faz parte da minha lista de lugares a conhecer! Vamos lá!

“Todos que me conhecem sabem da minha paixão por montanhas, caminhadas em trilhas, mato e tudo que envolve um contato grande com a natureza! Foi assim que, logo no terceiro dia após ingressar na assessoria jurídica em que eu trabalhava, meu amigo Walter me deixou alucinada pela subida ao Pico da Bandeira (localizado no Parque Nacional do Caparaó, divisa de MG e ES), pelo relato que me fez desse passeio fantástico! Já tinha ouvido falar, mas não de forma tão detalhada!

Tentamos fazer o passeio naquele mesmo ano, 2012, mas não conseguimos, pois já estávamos em julho e a programação tem que ser feita com antecedência. Além disso, cada um dos que desejavam ir em nosso grupo já tinha finais de semana tomados por compromissos.

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Conseguimos realizar nosso projeto nos dias 20 e 21 de julho de 2013, depois de termos feito a reserva para o grupo pelo telefone do Parque Nacional do Caparaó – (32) 3747.2943 -, no dia 3 de junho. Antes desta data, já tínhamos telefonado para o Parque e obtivemos a informação de que a reserva para o mês de julho se iniciaria naquele dia. Como nossa vontade era de fazer a caminhada no final de semana da lua cheia, ligamos às 8h e, após várias tentativas, conseguimos!

Fomos na sexta-feira para Alto Caparaó, cidade sede do Parque, que fica a 330 km de Belo Horizonte. Jantamos no restaurante Estância Gourmet, muito agradável e de ótima qualidade. No sábado, após a chegada do restante do grupo, que saiu de BH às 6h, seguimos para o Parque, para iniciarmos nossa emocionante jornada. Na portaria, fizemos o cadastro dos carros, declarando o número de pessoas que subiriam e pagamos a taxa de R$ 17 por pessoa, aí abrangidos a entrada no Parque e a taxa de acampamento.

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Subimos de carro até a Tronqueira, que fica a 1.970 metros de altitude, onde se localiza o estacionamento e há, também, uma área de camping, com banheiros, pias e um mirante natural maravilhoso, de onde se avista o vale do Rio Caparaó e a cidade de Alto Caparaó.

Para nosso alívio, na Tronqueira tem várias mulas que levam as bagagens até o Terreirão, local onde acampamos. Necessitamos de duas mulinhas, pelas quais pagamos R$ 60 a mula, para as oito pessoas do nosso grupo, pois nossa bagagem era consideravelmente grande (barracas, sacos de dormir, cobertores, isolantes, roupas de frio, panelas, fogareiros, comida) e extremamente necessária, já que, não raramente, a temperatura atinge graus negativos.

Iniciamos a primeira caminhada aproximadamente às 12h, por um trajeto de cerca de 4.000 metros de caminhada de nível fácil a médio de dificuldade. Chegamos ao Terreirão por volta de 14h30. A área de camping ainda estava vazia e o sol bem quente!

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Nossas simpáticas ajudantes

No Terreirão, existe uma enorme área de camping com pias, banheiros, chuveiros frios, ou melhor, gelados, e alguns alojamentos de alvenaria e pedra, cuja reserva é mais difícil. Os banheiros e as pias, infelizmente, não são mantidos limpos pelos visitantes.

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Pico da Bandeira visto da trilha para o Terreirão

Armamos nossas barracas e posicionamos nossos sacos de dormir, pois já tínhamos a informação de que, logo após o pôr do sol, a temperatura cairia, bruscamente, por volta de 15 graus. Em seguida, preparamos alguns petiscos e um bom choconhaque, para esperar o entardecer. Embora a entrada de álcool seja proibida, seu consumo moderado não é reprimido no Parque.

O pôr do sol, o qual eu já tinha notícia de que era um espetáculo à parte visto da altitude do Terreirão, de 2.370 metros, me surpreendeu! À frente de nossos olhos, os cumes das montanhas mais altas, que apareciam em meio a um tapete de nuvens e, ao fundo, o sol se escondendo aos poucos, formando cores vivas mescladas no céu. Fantástica e emocionante, a despedida do sol naquele dia levou o público – que a essa hora já havia aumentado bastante – às palmas e gritos, semelhante à apresentação de um ídolo! É de arrepiar!

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Pôr do sol

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De fato, a temperatura despencou, chegando aos 7 graus às 19h. A movimentação de pessoas chegando, armando suas barracas, fazendo comidas, conversando, rindo, transitando para um lado e outro da imensa área de camping era empolgante. Nosso jantar foi um maravilhoso macarrão que já foi levado semi pronto por um dos integrantes do nosso grupo, seguido de mais choconhaque, para tentar esquentar o corpo.

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Tentando espantar o frio

Como o local não possui energia elétrica, grande parte das pessoas se recolheu às suas barracas logo no início da noite, ficando alguns ‘gatos pingados’ responsáveis por uma movimentação que não cessou até as 2h, quando todos se levantaram para seguir o caminho até o Pico da Bandeira. Apesar da escuridão, do frio e da ventania que fazia em plena madrugada, a movimentação, o barulho e as luzes das lanternas rapidamente nos fizeram esquecer que horas eram.

Nosso grupo foi rápido e, em pouco tempo, ingressamos na trilha para a subida ao Pico, num caminho de, aproximadamente, 3.900 metros. Passados menos de 10 minutos de caminhada, já comecei a achar que o casaco de pena de ganso, blusa de lã, gorro, duas calças e três meias que me vestiam eram um exagero e rapidamente retirei o casaco e continuei levando-o preso à cintura.

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Subindo ainda mais…

A caminhada é de nível médio a difícil, sendo necessário um mínimo de preparo físico, portanto, desaconselhada para quem esteja sedentário, o que não era o meu caso. Além disso, as fortes alterações de clima diminuem a resistência física, aumentando o cansaço. No caminho, vimos de crianças a pessoas mais velhas, muitos destes com a ajuda de cajados, em razão do grande número de pedras. A trilha é bem demarcada, com sinais amarelos por toda sua extensão.
Olhando para trás, avistava-se a enorme linha de luzes das lanternas que seguiam pela trilha, em meio à escuridão da noite, a qual era amenizada pelo brilho da lua cheia, que ficava mais linda à medida que amanhecia! Ao final da noite, ela ficou grande, vermelha e baixa, beirando as montanhas, muito parecida com o sol, lindíssima!

Chegando ao cume do Pico da Bandeira, avistamos a trilha feita pelas pessoas que ingressam no Parque pela entrada do Espírito Santo. O mais interessante é que elas chegam na mesmíssima sintonia, animação e vontade de chegar ao objetivo final: apreciar o nascer do sol do ponto mais alto dos dois estados e do terceiro mais alto do país!

A agitação das pessoas no alto do Pico é a mesma daquela vivida no Terreirão, só que, desta vez, chamando pelos nomes dos amigos que acabaram se afastando no decorrer da trilha e citando os nomes das cidades e estados de onde vieram. Porém, esta agitação se torna ainda maior, pois se junta à emoção, visível em cada um, de atingir o cume do Pico da Bandeira, de chegar ao destino daquela jornada maravilhosa!

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Nem mesmo o frio e a ventania imensa, que faziam com que a sensação térmica chegasse a menos de zero grau, retiravam a emoção dos que chegavam ao topo! Aliás, a essa altura, eu não só já estava novamente vestida com meu casaco de pena de ganso, como o havia fechado até o último botão, com a proteção de pescoço, capuz e tudo mais a que tinha direito!

Chegamos ao Pico da Bandeira por volta de 5h30, quando o sol já dava seus primeiros sinais, com as luzes vermelhas no céu. Nos posicionamos em um local em que teríamos uma visão privilegiada do nascer do sol e lá ficamos, até às 6h20, torcendo pela sua chegada, para amenizar o frio que já queimava nossa pele!

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Nascer do sol

O nascer do sol foi maravilhoso! Fantástico! Um espetáculo que levou todos os que lá estavam aos gritos e aplausos, mais uma vez! O tapete de nuvens se perdia no horizonte, com poucos picos de montanhas sobressaindo àquele. A luz do sol, que ficava cada vez mais forte, fazia com que as cores do tapete se mudassem a cada minuto e, de repente, surgiu uma primeira linha daquele imponente rei, que, muito rapidamente, mostrou-se por completo, iluminando e aquecendo o dia! Há quem prefira assistir à partida do sol! Eu, particularmente, fiquei em êxtase com a sua chegada naquele dia, vista de um lugar tão especial!

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Dispensa legendas

Naquele momento, como acontece em todas as vezes em que tenho um contato tão próximo com a natureza, tive ainda mais certeza da perfeição da criação Divina!

Logo após o nascer do sol, fomos até o cruzeiro e a imagem de Cristo, que ficam no alto do Pico, e, logo após, iniciamos a descida, juntamente com a grande maioria dos que estavam ali presentes. Também na descida é interessante avistar os capixabas seguirem por seu caminho, enquanto os mineiros, inclusive nós, voltávamos ao Terreirão, para desfazermos nosso acampamento e seguirmos de volta à Tronqueira.

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Após duas horas de descida, chegamos ao ponto intermediário, Terreirão, e não tivemos tempo sequer de descansar, pois queríamos tentar locar uma das mulas que desceriam às 10h. Com sorte e muita insistência com o administrador das mulas, conseguimos uma única, última, a qual desceu com parte da bagagem, enquanto distribuímos o restante entre nós, para agilizarmos nossa longa volta até BH. A descida até a Tronqueira foi tranquila, com a sensação de dever cumprido, de realização de um desejo antigo!

A natureza sempre me surpreende, me traz experiências maravilhosas e sempre confirma que qualquer obra construída pelo homem, por mais sofisticada que seja, jamais atingirá a beleza das coisas mais simples da natureza, quanto mais as grandiosas, como as que pude presenciar neste passeio maravilhoso!!

Hoje, olho todos os dias para o sol, já alto, e penso que ele já fez seu espetáculo diário em seu nascer, o que me dá uma vontade de estar todos os dias no alvorecer no alto do Pico da Bandeira, para revivê-lo.

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Amigos e companheiros de viagem!

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Agradeço aos meus amigos que fizeram parte deste grupo, Walter, Patrícia, Dudu, Simone, Pedro e Carol, e, especialmente, ao meu marido, Bruno, por compartilharmos momentos tão especiais e emocionantes!”

História enviada pela leitora Gabriela Fontes

Casas compartilhadas: um pouquinho de cada lugar pode ser seu!

Não é todo mundo que já ouviu falar sobre as residências compartilhadas, acredito! Eu mesma não conhecia essa modalidade de turismo/lazer/moradia, seja lá o que for, até visitar o Quintas Private, em Costa do Sauípe, para uma matéria que fiz para a revista Travel 3, a convite da Odebrecht e da RCI.

É bem interessante, apesar de passar longe das minhas possibilidades financeiras.. Mas, mesmo assim, republico aqui para que conheçam também!

Felicidade fracionada pelos quatro cantos do mundo!

Quem nunca imaginou ter uma casa de férias na Bahia, mas sem precisar se preocupar com manutenção e, ao invés disso, poder curtir os dias de folga em outros lugares como Toscana, Nova Iorque, África do Sul, Dubai e Austrália? Algo que parece um pouco distante da realidade, ou por aquela sensação de obrigação de aproveitar a casa própria ao máximo ou pelos altos custos de hospedagem nesses destinos badalados. Pois então, numa sacada de mestre, a Odebrecht Realizações Imobiliárias desenvolveu um complexo no belo litoral baiano, que torna esse sonho realidade.

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Seguindo um modelo de negócios consolidado há anos nos Estados Unidos e na Europa e que vem crescendo cada dia mais no Brasil, o das propriedades compartilhadas, a empresa criou o Quintas Private Residences, localizado no complexo da Costa do Sauípe, na Bahia. Funciona assim: as casas são comercializadas em até 12 frações. Cada proprietário utiliza o imóvel por quatro semanas no período de um ano, em sistema de rodízio de datas. Sendo assim, paga-se pela manutenção referente apenas ao período utilizado. Para se ter uma ideia, as casas são de alto padrão, com quatro suítes, piscina, espaço gourmet, todas projetadas e decoradas por renomados arquitetos brasileiros.

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Além disso, são oferecidos variados serviços, os quais podem ser contratados à parte, como café da manhã, supermercado delivery, arrumadeira, chefs, churrasqueiro, lavanderia e outros. À disposição dos moradores há um carrinho de golfe para que possam andar por todo o complexo da Costa do Sauípe, além de poderem usar atrações do resort como spa, tirolesa, golfe e restaurantes. Ou seja, um hotel cinco estrelas dentro da própria casa.

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Curti esse meio de transporte!

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Me aventurando

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Passeio por Costa do Sauípe à noite

O condomínio, que conta com 170 casas ao todo, tem 20 residências compartilhadas, já tendo comercializado cerca de 100 frações. As casas custam cerca de R$ 2 milhões, sendo cada fração de R$ 170 mil e um condomínio de R$ 700.

Passaporte para o mundo

Mas, para quem gosta de viagens – e quem é que não gosta? –, a vantagem principal chama-se The Registry Collection (TRC), marca de luxo da Resort Condominiums International (RCI), líder mundial no segmento de intercâmbio de férias. Ao adquirir a fração no Quintas Private Residences, os proprietários podem se afiliar à rede, que permite que, caso não sejam utilizadas todas as semanas a que se tem direito no ano, esses dias em Sauípe sejam trocados por outros espalhados pelo mundo. E, como nosso país, bonito por natureza, está no centro das atenções, as residências baianas são classificadas pela RCI como padrão ouro. É o seguinte: as diárias valem créditos, que, quando não usados, podem ser depositados no banco da TRC e trocados posteriormente por diárias em outros 180 destinos também cadastrados no sistema. No entanto, os créditos do Quintas Private são os mais valiosos. Por exemplo, uma semana nas casas de luxo em Sauípe equivalem a 15 dias em um hotel cinco estrelas em Orlando ou na Toscana ou, ainda, até 15 dias em Dubai.

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Toscana?

Adquirindo uma única fração das residências, é possível curtir o sol de Sauípe; esquiar nas pistas da Whiteface Mountain, nos Estados Unidos; se hospedar em um iate no Caribe; jogar golfe na África do Sul tendo o Oceano Índico como pano de fundo; ou ainda pescar em alto mar, no Pacífico, próximo ao Cabo de São Lucas, no México. As opções são diversas e incluem outras residências compartilhadas e também hotéis.

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Ou Dubai?

No Brasil, outros empreendimentos que fazem parte da RCI, além do Quintas Private, são Itacaré Paradise (Itacaré/BA); Maluí Ilha do Sol (Cornélio Procópio/PR) e o Aguativa Privilège (Cornélio Procópio/PR).

Uma proposta e tanto para os viajantes de plantão. Além de ter uma casa de alto padrão na Bahia que, diga-se de passagem, já é um sonho, não é preciso se preocupar com a manutenção quando não a está usando. E, melhor ainda, pode se sentir também um pouquinho dono de um espaço em cada canto do mundo. Basta fazer a reserva e arrumar as malas!

Chapada dos Guimarães – paraíso no centro do Brasil

Um imenso paredão que divide a planície pantaneira e o planalto central. Assim é a Chapada dos Guimarães, que pode ser avistada da capital mato-grossense. Já na estrada, ficamos encantados com o enorme “degrau” de arenito vermelho, que toma conta do visual. Localizada no coração da América do Sul, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães guarda verdadeiras preciosidades como os 46 sítios arqueológicos, onde foram encontrados ossos de dinossauros, fósseis de animais e pinturas rupestres. Justamente para preservar toda essa riqueza, evitar queimadas e o turismo predatório é que o parque foi criado, em 1989.

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No trajeto que liga Cuiabá à cidade de Chapada, assistimos de camarote revoadas de rolinhas e perdizes, isso quando não somos interrompidos pelas emas, que cismam em atravessar a estrada. Ao invés de pararmos para outros carros, paramos para esse bichos, que atravessam bem tranquilos a rodovia! Demais! Na foto abaixo, um espetáculo que não pode deixar de ser admirado: quando a tarde vai chegando e sol já está quase se pondo, o paredão ganha um tom avermelhado de tirar o fôlego.

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Igualmente distante dos Oceanos Pacífico e Atlântico, a 1.600 quilômetros de cada um, a Chapada dos Guimarães possui histórias mirabolantes contadas pelos moradores da região, como os índios que lá viveram e até mesmo as estrelas, protagonistas dos ‘causos’ dos discos voadores que circulam pelo céu mato-grossense.

Com uma área de 33.000 hectares e a 860 metros acima do nível do mar, o parque abrange desde o Rio Mutuca até o Morro São Jerônimo, ponto mais alto da Chapada dos Guimarães. Com tanta grandiosidade, não poderia ser diferente: o lugar possui diversas atrações, começando pelos cânions que se formam por toda a Chapada e atraem os amantes da natureza, que ficam parados e vislumbrados com os efeitos erosivos ocorridos há milhões de anos.

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Atrações

Chegou a hora de começarmos a explorar cada pedaço deste santuário! Logo na subida da Chapada, nos deparamos com a Salgadeira, um antigo caminho percorrido pelos tropeiros e que abriga um terminal turístico, com área de camping, restaurantes e a cachoeira Salgadeira.

Mais adiante, chegamos ao Portão do Inferno, um mirante de onde temos uma vista maravilhosa, podendo avistar a Cidade de Pedras, outro local que, apesar de ter um acesso mais difícil, vale a pena visitar, devido às formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva, fazendo lembrar as ruínas de uma cidade. As cachoeiras são outras atrações que estão espalhadas por toda a parte. A mais bela delas é a do Véu da Noiva, com 86 metros de altura. Tanta beleza é alvo de fotógrafos, cinegrafistas e turistas que caminham pela beira do paredão até chegar ao topo da cachoeira. Os mais animados descem até o lago onde termina a queda e ainda se aventuram em um mergulho nas águas geladas (não é meu forte… meu negócio é água quente. Mas, que às vezes é bom para renovar as energias, ah, isso é!!).

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É no Véu da Noiva que começa o famoso Caminho das Águas, um percurso de sete cachoeiras originárias do rio Sete de Setembro. As da Independência, do Pulo e Salto das Andorinhas são as mais bonitas delas.

Entre os sítios arqueológicos, a Casa de Pedras é o mais famoso e o acesso é fácil, pois podemos chegar bem perto com o carro. É uma espécie de caverna; uma abertura na rocha de arenito, formando um janelão. Esculpida pelo rio Sete de Setembro, é ótima opção como local de descanso para ecoturistas. Apesar de não ter ido até lá, vale a pena visitar também a Lagoa Azul e a Caverna dos Franceses. Porém, para ir até esses locais, é necessária autorização do Ibama, pois são fechados à visitação.

caverna

Um outro passeio feito por muitas pessoas que vão até a Chapada é a visita ao Morro São Jerônimo, que é um marco na paisagem da região. Para chagar até sua base, uma boa opção é ir de carro, passando por formações rochosas. De lá, deve-se seguir por uma trilha, de quase uma hora, até o topo. Dizem que trata-se da vista mais exuberantes da chapada, podendo avistar todo o tabuleiro montanhoso e a capital Cuiabá.

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A cidade(zinha)

Poucas pessoas sabem, mas, no topo da montanha está o município Chapada dos Guimarães. Com apenas 17 mil habitantes, o aconchegante lugarejo atrai dezenas de visitantes de final de semana, vindos, principalmente, de Cuiabá. Muitos estrangeiros já passaram por lá, se apaixonaram pelo clima da cidade e por lá ficaram. Na pacata Chapada dos Guimarães convivem em harmonia gente da terra, místicos e todo tipo de aventureiros, de trekkers a balonistas, que têm aparecido com freqüência nos céus da Chapada.

Uma importante relíquia da cidade é a charmosa igrejinha de Senhora Santana do Santíssimo Sacramento, que fica localizada na Praça Dom Wunibaldo. Nos bancos desta mesma pracinha é comum vermos os moradores “proseando” e esperando o sono chegar. Uma boa pedida para o dia é visitar as lojinhas de artesanato local e indígena e comprar souvenirs, como cestaria, cerâmica, panelas de barro, pilão, instrumentos musicais produzidos pelos habitantes, pássaros e objetos de madeira, doces e licores caseiros.

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Para matar a fome e repor a energia, uma farta e variada opção de restaurante pode ser encontrada pela Chapada. Eles não são muito sofisticados, mas o sabor caseiro é sempre bem vindo. Pratos como o pintado na chapa, galinha com arroz em panela de ferro, costelinha de porco e a peixada são algumas das opções. Em todos os restaurantes é comum encontrar também o ‘churrasquinho’, um prato saboroso, com arroz, feijão, mandioca, farofa, vinagrete e carne. Outro lugar bom para almoçar e, ao mesmo tempo, apreciar a vista maravilhosa é o restaurante Morro dos Ventos, localizado no Mirante dos Ventos, uma plataforma natural projetada em cima de um dos paredões da Chapada. De tirar o fôlego! Uma viagem pouco divulgada, mas que vale a pena demais!

Como chegar

Para visitar a Chapada dos Guimarães, é preciso ir para Cuiabá, capital do Mato Grosso. De lá, você pode pegar um ônibus ou alugar um carro e ir pela MT 305. São apenas 64 km de distância pela rodovia, que tem bom estado de conservação.

Roteiro gastronômico em Gramado

Imagine uma cidade limpa, organizada, bem cuidada e, acima de tudo, linda como os vilarejos do interior da Alemanha! Assim é Gramado, nas Serras Gaúchas, um dos lugares mais encantadores que já visitei no Brasil. A pequena cidade respira turismo, ainda mais na época em que fui, em plena Páscoa, quando tem a Chocofest! Era turista para todo lado: olhando as vitrines da avenida Borges de Medeiros, provando as delícias da feira de chocolates, conhecendo os pontos turísticos e perambulando sem rumo e sem direção. E esse é um dos grandes prazeres que Gramado nos oferece, poder caminhar tranquilamente curtindo cada momento da viagem.

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As opções de passeios são várias! Tem o pórtico dando as boas vindas a quem chega; o Palácio dos Festivais, onde é entregue o Kikito, durante o Festival de Cinema; o Lago Negro, que, como o nome diz, é de águas bem escuras, mas lindo e rodeado de belas construções; as diversas fábricas de chocolates, como a Caracol, Prawer, Lugano e Florybal; a cascata do Caracol, com seus 730 degraus (ufa!); e vários parques e museus como a Aldeia do Papai Noel, o Mundo a Vapor, Museu da Moda, do Automóvel, de Cera e tantos outros. Tem Canela, bem pertinho, com a belíssima matriz de Nossa Senhora de Lourdes; e mais uma infinidade de atrações. Isso sem contar com as lojas de couro e lã, com peças lindas!

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DSCN9455 Lago Negro

IMG_3186 Cascata do Caracol

DSCN9504  Nossa Senhora de Lourdes – Canela

No entanto, o ponto alto da visita à cidade mais europeia do país é a culinária. Durante os dias que estive lá, o roteiro foi baseado, principalmente, nas visitas aos restaurantes que não podiam ficar de fora. Tive a sorte de estar ciceroneada por gaúchos, que conhecem bem o que o estado oferece de melhor no quesito gastronomia e que, claro, sabem onde encontrar os melhores pratos em Gramado!

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Nossa primeira parada foi em uma típica cantina italiana, sobre a qual minha amiga fez questão de frisar: “vir a Gramado e não conhecer a Pastasciutta, é o mesmo que não vir a Gramado”. Entrando lá, logo se percebe a atmosfera italiana que preenche o lugar. Todo decorado em tons de vermelho e verde, cores da bandeira italiana, frios pendurados por todo lado e escorredores de macarrão fazendo as vezes dos lustres, o local é super aconchegante, com uma agradável iluminação. O atendimento é excelente, assim como a carta de vinhos e as opções do cardápio, com massas artesanais feitas pela casa, filés e frango, o que nos deixa confusos na hora de fazer o pedido. De entrada, um rico buffet de frios, com queijos, salames, copas, saladas e outras delícias.

IMG_3084 Cantina Pastasciutta

No total, são 12 tipos de massas artesanais. Como éramos quatro pessoas, escolhemos duas opções de massas (os pratos servem duas pessoas). Nossos pedidos foram gnocchi à Quatro Formaggio (quatro tipos de queijos) e talharim ao Mediterrâneo (camarão, tomate seco, muçarela de búfala e manjericão). Ambos dignos de um ‘bahhh’, bem enfático! Difícil saber qual é o melhor. Mas uma dica: pode ser que meia porção seja o suficiente para duas pessoas. Os pratos são muito fartos e acabou sobrando bastante. Que pecado!

DSC05369 Opções de massas

No dia seguinte, almoçamos em um restaurante de churrasco uruguaio. Era rodízio, ou melhor, espeto corrido, no dicionário ‘gaúchês’. Diversos tipos de carnes, acompanhamentos e buffet de salada. Uma delícia! Eles costumam servir a carne bem mal passada, um prato cheio para quem gosta. Mas, caso prefira ao ponto, pode pedir para vir bem passada, que ela vem no ponto ideal! O atendimento também foi bom, apesar de o restaurante ser grande e estar lotado quando chegamos. Mas vale a pena, pois a qualidade e o sabor da comida nos deixaram bem satisfeitos.

À noite, fomos ao Chateau de la Fondue. Claro, em Gramado é obrigatório experimentar um prato típico do inverno. Apesar de ainda não estarmos em minha estação favorita, o clima à noite já permitia essa extravagância, com os termômetros marcando 16 graus! Ainda mais porque amo fondue e não deixaria de experimentar o de Gramado nem se estivesse em pleno verão!

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Ao chegar, nos deparamos com uma fila básica, de 1h30 de espera (lembrando que fomos na Semana Santa), mas nos disseram que este era o melhor da cidade na especialidade, tão aguardada por nós! Então, nome na lista e passeio pela Borges de Medeiros para passar o tempo.  O restaurante é bem aconchegante e tinha um músico tocando e cantando ao vivo, o que deu ainda mais charme ao jantar. Demos início à sequência de fondue. Primeiro vem o de queijo, acompanhado de pães, batatas e brócolis. Sim, brócolis! Nunca tinha experimentado desta maneira, mas garanto que é uma delícia! Depois vem o de carne, com opções de boi, porco e frango, que pode ser servido de forma tradicional, com óleo na panela para fritar as carnes, ou na pedra. Pedimos na pedra para não pesar ainda mais a consciência (como se, nessa altura do campeonato, isso adiantasse alguma coisa). A infinidade de molhos é incrível! Azeitona, vinagrete, gorgonzola, rosê, morango, tártaro, laranja, mel com mostarda e mais tantos outros que não couberam na memória.

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Em seguida, o derradeiro: chocolate! Feito com o chocolate caseiro Prawer, fabricado em Gramado, vem com frutas variadas como laranja, melão, mamão, morango, uva, banana e abacaxi. Para comer rezando!

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Para o dia seguinte, a intenção era experimentar o galeto da Casa di Paolo, bastante tradicional em Gramado. Mas a consciência já estava no chão, e ficou para a próxima! Acabamos optando por outra cantina italiana, a Di Capo, onde transformamos uma entrada em prato principal. Já vinha ouvindo falar sobre a sopa de capeletti há tempos e, então, resolvi experimentar em terras gaúchas, onde se ‘ganha a sopa desde pequenininho’, conforme me contaram! E realmente, é uma delícia! O capaletti em si já é um prato que me atrai aos montes e, na sopa, tem um toque especial com aquele caldinho de gosto caseiro e frango desfiado. E o melhor: é fácil de fazer em casa! Vou adotar em Minas também!

IMG_3184 Cantina Di Capo

Bom, aí estão algumas dicas de onde comer em Gramado! Espero voltar em breve para experimentar as outras delícias que não couberam no cardápio da vez. Porque, é óbvio, na mala ainda vieram muitos chocolates!

Rio, para sempre lindo!

Apaixonada pelo Rio de Janeiro, meu primeiro post não podia ser outro! Desde criança, fico encantada com as fotos nas revistas e cenas aéreas exibidas na TV. E, desde então, sempre digo: um dia vou morar lá! Isso ainda não aconteceu, mas continuo dizendo essa frase até hoje. Mas, sabe aquele conforto e bem estar de quando você chega na casa de sua mãe e desiste de tudo? Então, sofro dele… Mas, sempre que posso, dou uma passada por lá para ver, com meus próprios olhos, que ele ainda continua lindo! Enfim, vamos deixar esse papo de lado e ir ao que interessa.

Uma das minhas últimas passadas por lá foi para correr a Meia Maratona Caixa da Cidade do Rio de Janeiro, que, diga-se de passagem, duvido que tenha percurso mais lindo que esse!

Percurso-provas-2013 Percurso da Meia Maratona

Passamos pelas mais lindas e conhecidas praias da cidade, ou seja, um resumão do Rio aos nossos pés! Para ter uma ideia, o trajeto começa em minha praia carioca favorita, o Pepê, na Barra da Tijuca. A praia tem esse nome em homenagem ao campeão mundial de asa delta, Pepê. Não sei se por esse motivo, ali é o point favorito de praticantes de esportes radicais, mas que, ao invés do céu, escolheram o mar. Kitesurf, windsurf e todos os outros ‘surfs’ pode-se assistir lá. E é também onde se encontra o quiosque do Pepê, que tem os melhores sanduíches naturais da região, sem contar com o açaí delicioso! Mas a Barra não se resume à praia do Pepê. Andando em direção ao Recreio, nos perdemos em meio a muita gente bonita, prédios altos, areia branca e um mar convidativo! Então, com este cenário, já começamos a prova bem, vendo o dia amanhecer de um lugar tão lindo, à beira mar, com todo mundo na mesma sintonia: saúde, conquista, superação!

DSCN1849 Praia do Pepê

Foi dada a largada e partimos sentido às praias da zona sul. Passamos pelo túnel do Joá e pelo elevado das Bandeiras (delííícia passar por ali correndo!) e chegamos à praia de São Conrado, onde nunca fui para pegar sol… somente havia pisado lá ao aterrissar do meu voo de asa delta (depois conto a experiência por aqui).

Saindo de lá, veio minha parte favorita da corrida: a avenida Niemeyer, aquela à beira-mar, que chega ao Leblon. A vista é maravilhosa e foi preciso me concentrar na corrida, porque a vontade que dá é de parar ali e ficar admirando o mar sem fim! E de um lugar onde passar a pé é, praticamente, impossível, pois o movimento de carros é grande e não há calçada em toda a avenida.

Mais um pouquinho de chão, chegamos ao Leblon. Corremos por toda a Delfim Moreira, cercada por prédios que ocupam o metro quadrado mais caro da cidade e pelo mar, e, seguindo, passamos por toda a extensão da Vieira Souto, em Ipanema – continuidade da badalação do Leblon, ou vice-versa!

DSCN9972 Orla de Ipanema

E logo começo a me lembrar de como é bom caminhar pelas ruas desses bairros! Lojas, bares, restaurantes, gente bonita! Isso sem contar com o posto mais famoso do Rio de Janeiro: o ‘poxxxto 9’. Com uma vista maravilhosa, fica repleto de gente o dia inteiro, principalmente de gringos, que querem conhecer bem mais do que a combinação biscoito Globo + mate, patrimônio cultural do Rio de ‘Xaneiro’!

IMG_2318 Combinação perfeita

Depois, já com o cansaço começando a dar sinais de vida, caímos em Copacabana, princesinha do mar, que dispensa comentários, mas que, mesmo assim, vou comentar! Automaticamente, o ânimo volta com força total! Copa, copa… és a praia mais linda que tem. A orla me encanta sempre que vou lá. É como se todas fossem a primeira vez. Tanto é que precisei interromper a corrida minha e da minha irmã para registrar minha passagem por ali. Mas nada que atrapalhasse nosso desempenho!

IMG_1526 A paradinha pra foto

No trajeto, quiosques, prédios típicos de Copa grudadinhos uns aos outros, calçadão com desenho de ondas e turistas, turistas e mais turistas. De longe, avistamos o Pão de Açúcar; por entre um prédio e outro, vemos o Cristo Redentor com seus braços sempre abertos.

1 Praia de Copacabana

E continuamos… Antes de chegarmos ao Leme, pegamos a avenida Princesa Isabel, passamos pelo túnel do Rio Sul e chegamos à praia de Botafogo, de onde se pode ver, agora de perto, os morros da Urca e do Pão de Açúcar, belo cartão postal dessa cidade, que é toda, por si só, um cartão postal gigante.

Nessa altura do campeonato, a força não está mais nas pernas e, sim, na mente. Já se passaram 19 quilômetros e cinco praias. Então, força na peruca. “Run, Angel, run. Você está prestes a realizar um sonho, na cidade dos seus sonhos”, dizia a mim mesma, imaginando, ao fundo, a música Chariots of Fire!

M_CAIXA_RJ_2012-LEO-_MG_1951-18136-HIGH Quase lá!

Mais dois quilômetros de chão e belo cenário e pronto… Cheguei ao aterro do Flamengo, final da Meia Maratona e do meu running tour. A chegada é incrível e, como se não bastasse correr 21 km, ainda demos uma voltinha pelo aterro, apreciando a bela vista e curtindo um pouquinho mais os deliciosos momentos na cidade maravilhosa!

DSCN1642 Vista da praia do Flamengo

Bom, se correr não é seu forte, não tem problema! Faça o trajeto um pouquinho a cada dia caminhando, ou vá de carro, de ônibus, de metrô, de táxi. O negócio é ir. O Rio sempre nos recebe de braços abertos!

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Tiradentes, real ou cenográfica?

Essa é a pergunta que sempre faço a mim mesma quando visito Tiradentes, uma das cidades históricas de Minas Gerais. É tudo tão lindo que parece mais uma cidade cenográfica, construída para rodar um filme de época. Passear por lá, me dá a sensação de que voltei no tempo, e mais, traz uma tranquilidade enorme. Parece que o mundo se resume àquilo ali: nada de trânsito (desde que não seja alta temporada, quando o Largo das Forras fica bem movimentado), passeios a pé ou à charrete, crianças correndo pelas praças, mesas nas calçadas, belezas naturais e sem contar com os diversos restaurantes que, é claro, mostram ao mundo o que Minas tem de melhor: a culinária. E adoro ainda mais, porque é bem pertinho de BH, a 197 quilômetros, ou seja, em 2h de carro estamos lá! (Há quem ache que 2h de carro é longe! Mas já sabem como é o ‘pertinho’ de mineiro, né?? Até 4h de viagem ‘tô’ achando ótimo)!!!

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Mas algo que me chama bastante atenção na cidade é a preservação do centro histórico. As características das construções barrocas estão todas lá, marcadas pelo tempo, mas sempre bem cuidadas. Em Minas, temos muitas cidades históricas lindas, que ainda vou falar por aqui, mas nenhuma delas é tão preservada quanto Tiradentes. Talvez por ser a menor de todas e não ter vivenciado um crescimento tão desenfreado como Ouro Preto, São João Del Rey e Diamantina.

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Independente disso, ela tem um ‘quê’ a mais, que atrai famílias, jovens e, principalmente, casais em busca de um final de semana bem tranquilo. E esse ‘quê’ é o quanto ela é aconchegante! Tanto a cidade em si, quanto os hoteis e pousadas! Falando nisso, para hospedagem, há uma quantidade enorme de opções. Tem aquelas mais requintadas, como a Pequena Tiradentes, e outras também aconchegantes, mas com preços mais convidativos, como a Coração Inconfidente e Trem do Imperador, em que os quartos são vagões de trem. Uma hospedagem, no mínimo, curiosa. No site da Secretaria de Turismo de Tiradentes, você pode encontrar diversas outras opções.

A ultra-aconchegante Tiradentes tem clima agradável e é emoldurada pela bela Serra de São José. Em um dia de visita é possível conhecer os principais pontos turísticos, todos localizados bem próximos um ao outro, como a Câmara Municipala Cadeia Públicaa Casa de Cultura e o Chafariz São José. Isso sem contar com as várias igrejas espalhadas por todo lado. No entanto, para mim, não há nenhuma tão bela quanto a Matriz de Santo Antônio, projetada por Aleijadinho, decorada com uma grande quantidade de ouro e que abriga um órgão português do século XVII, um dos mais valiosos do mundo. Lindíssima!!

IMG_2229 Matriz de Santo Antônio

Outro atrativo de Tiradentes é o artesanato típico de Minas! Impossível sair de lá sem uma das adoráveis peças decorativas! Namoradeiras, jarros e flores, móveis antigos, e mais uma infinidade de objetos em barro, cerâmica, ferro, tear, todos feitos por artesãos locais e moradores das cidadezinhas ao redor, como Bichinho (vale a visita, pois os preços lá são bem mais atrativos e o lugarejo é lindo), Prados, Resende Costa e outras.

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Maria Fumaça

E quem nunca ouviu falar da Maria Fumaça, que liga Tiradentes a São João Del Rey? Sem dúvida, o passeio mais concorrido e que encanta a todos! A viagem de volta ao tempo já começa no momento do embarque, na pequena estação, construída em 1981.

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E lá você ainda pode ver a rotunda, mecanismo que inverte a locomotiva na linha férrea, colocando-a à frente dos vagões para fazer o trajeto inverso. Vale a pena assistir!

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Os passeios têm horários fixos, tanto para ir quanto para voltar de São João, então, fique atento a eles para tentar fazer os dois percursos de Maria Fumaça. Mas, caso não consiga conciliar, fique tranquilo! Diversos guias turísticos oferecem transporte de volta em vans. Ah, e tente chegar cedo à estação para pegar um lugar na janela! São 35 minutos de paisagens lindas!

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Eventos e mais eventos

Muita gente gosta de evitar viagens na alta temporada. Mas em Tiradentes vale a pena enfrentar a movimentação, pois os eventos lá sediados são incríveis! No começo do ano, em janeiro é realizada a Mostra de Cinema de Tiradentes, que atrai cineastas, estudantes e apreciadores da 7ª arte. A cidade fica lotada e a programação inclui palestras, oficinas e exibição de filmes gratuitas. O carnaval é outra data que atrai turistas do Brasil todo! A festa de rua de Minas Gerais é bem famosa, ainda mais quando se trata de cidades históricas! Já em junho, tem o encontro de motos Bike Fest, evento que mais gosto! Apesar de eu não ter moto, acho, no mínimo, interessante ver o contraste do moderno de do antigo, ao avistar uma Harley Davidson ao lado de uma charrete!

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Homens, mulheres e jovens chegam de várias partes do Brasil pilotando suas motocicletas e as estacionam na praça, repleta de barraquinhas, onde são vendidos acessórios, bebidas e petiscos. As mesas nas calçadas ficam cheias o dia todo e as pessoas se divertem na mesma sintonia.

Agora, aqueles que gostam de culinária-arte, o Festival Internacional de Cultura e Gastronomia, em agosto, atrai pelos aromas (imagino aquele tanto de gente voando, carregados pelos cheiros deliciosos de comida, assim como nos desenhos animados). Chefes se espalham por diversos restaurantes da cidade, fazendo química com os ingredientes, o que resulta em pratos deliciosos!

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Agora, falando em culinária, queria deixar aqui uma dica de ouro: um prato tipicamente mineiro, mas que muitos mineiros não conhecem! É o frango com ora pro nobis. Para quem não sabe o que é, trata-se de um vegetal, muitas vezes usado como orégano, em forma de folha seca e moída. Mas, no caso desse prato, ele é refogado e acrescentado ao frango ensopado. Para acompanhar, arroz, angu e uma saladinha! Sem comentários!!! O restaurante que indico para experimentar essa delícia em Tiradentes é o Dona Xepa, bem pertinho do Largo das Forras! Quando experimentarem, me contem o que acharam! Tenho certeza de que sairão de lá com a mesma opinião que dei lá em cima: a culinária de Minas é o que há de melhor!