Residência permanente, entenda o processo

Primeiramente, gostaria de me desculpar com vocês pela ausência no último mês! Vocês sabem como a vida é corrida em qualquer canto do mundo. E, especialmente, neste mês, recebi visitas ilustríssimas (minha irmã e meu cunhado) e, claro, acabei ficando por conta deles, matando a saudade sem fim! Também estive um pouco ocupada com o processo final da obtenção do Permanent Resident Card, mais conhecido como Green Card. Muitas pessoas têm dúvida de como obtê-lo, principalmente aquelas que desejam morar aqui e poder trabalhar. Eu mesma não fazia ideia de como é o processo de obtenção, mas tinha em mente que era algo complicado.

Na verdade, são vários os motivos que possibilitam aplicar. Mas, a primeira coisa é deixar claro que o Green Card não é um tipo de visto. Os vistos permitem entrar no país com objetivos específicos, como turismo, trânsito, trabalho, estudos, etc., por um determinado período, podendo ou não ser prolongado na época do vencimento. Já o Green Card é uma permissão de residência no país por tempo inesgotável. Ou seja, você pode entrar e sair à vontade e viver praticamente como um cidadão americano (lembrando que alguns direitos são exclusivos do cidadão), desde que cumpra com as leis do país e com outras exigências específicas ao residente permanente.

Bom, os motivos para aplicar para obtenção do Green Card são vários, como graus de parentesco de cidadãos americanos; patrocínio de empregadores – que começa com o visto de trabalho e, mais tarde, pode ser convertido em aplicação para o Green Card -; casamento com cidadão americano; e, por fim, loteria! Sim. Loteria mesmo, tipo Mega Sena. A cada ano, o governo americano sorteia uma certa quantidade de Green Cards para moradores de outros países que desejam imigrar. Porém, nós brasileiros não podemos nos cadastrar mais por já sermos muitos por aqui! Admito que fiquei admirada com esta informação, pois nunca imaginei que se poderia ganhar a residência em um país pela loto! Algo, no mínimo, curioso!

Welcome to the USA. Immigration Welcome Letter and Green Card Closeup. United States Homeland Security.

Mas, aqueles que têm direito à aplicação, podem seguir dois caminhos: 1- contratar um advogado de imigração para cuidar de todo o processo, pois eles conhecem bem todos os passos a serem dados e podem ajudar em cada detalhe; 2- contratar a minha sogra!! Brincadeiras à parte, podem fazer por conta própria, que foi o caminho que escolhi, uma vez que não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas eu tive a vantagem de contar com a grande ajuda da minha sogra, que já havia feito o processo algumas vezes e sabia todos os formulários que eu deveria preencher, parte mais complicada do processo a meu ver, pois um formulário, algumas vezes, só é válido com o preenchimento de um segundo. Por isso a dica mais importante é: leia as instruções de cada formulário antes de preenchê-lo e vá anotando cada documento que você precisará enviar junto, como certidões, identificações, outros formulários, etc. Tudo pode ser encontrado no site da imigração.

Com estas informações em mãos, basta preencher os formulários (com muita atenção e boa memória, pois é tudo em inglês e eles nos perguntam endereços de onde moramos em 1900 e bolinha!), juntar os documentos (originais e/ou cópias) e enviar para o escritório indicado de acordo com seu local de moradia.

A partir daí, é começar a contar os dias para receber as diversas correspondências que eles mandam. No caso da aplicação por meio do casamento, o processo é bem rápido – cerca de três meses desde o envio dos documentos até o recebimento do cartão de residência permanente. Neste período, eles enviam uma carta informando o recebimento dos documentos; uma agendando a coleta das impressões digitais e foto (já para o Green Card, então, vá arrumadinho). Na terceira, informam se o pedido de permissão de trabalho foi aceito ou não. Na quarta, enviam o cartão de permissão de trabalho. Na quinta, marcam uma entrevista para ser feita com o casal.

Esta é a parte que as pessoas mais ficam apreensivas, pois, por muitas vezes, os entrevistadores separam os casais para checar se eles realmente se conhecem ou se o casamento foi realizado somente com o objetivo de obter a residência. Mas, não há para que ter medo. A entrevista é super tranquila e esta situação só ocorre caso o entrevistador desconfie da veracidade do casamento. Ao final da entrevista, você já sabe o resultado da petição e, em uma semana já recebe o cartão e pode comprar as passagens para ir pro Brasil!!!! Porque vamos combinar: voltar pra casa é bom demais!

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* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Visto em um estalar dos dedos

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Todo mundo sabe que, para irmos aos Estados Unidos, precisamos de visto para entrar no território americano, seja para visitar o país, ou, até mesmo, para fazer uma conexão durante um voo. E, todo mundo também sabe que o processo é delicado, por exigir muita atenção, tempo e uma série de documentos. Há quem goste de pesquisar e fazer por conta própria e há quem prefira contratar um serviço que auxilia a emissão.

Muitas pessoas me perguntam se conheço alguém que possa fazer este serviço por um preço mais acessível do que os cobrados por agências especializadas. Conheço sim! E, por saber do cuidado envolvido em todo o processo da emissão do visto, eu indico!

Quem quiser visitar os USA, pode entrar em contato com Andrea Dellome. Excelente assessora e atende pessoas de qualquer canto do Brasil!

Contatos
E-mail: deinhadell@gmail.com
Telefone: (21) 98938-0001

Partiu?

Lyft e Uber: transporte via app nos Estados Unidos

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Sempre que chegamos de viagens, entre as diversas perguntas que ouvimos está o seguinte questionamento: qual o melhor meio de transporte? As respostas, normalmente, são: ônibus, metrô ou táxi! Claro, o básico de qualquer cidade desenvolvida, certo?

Mas, em minha visita recente aos Estados Unidos, descobri um novo meio de andar pra lá e pra cá. São empresas que nos conectam com um motorista apenas com um toque na tela do celular. Simples e cômodo, não é? É como se alugássemos um chauffeur, via aplicativo de smartphone.

Eu conheci as empresas em São Francisco. São duas: a Lyft e a Uber. Ambas prestam o mesmo tipo de serviço, porém, o estilo de trabalho das duas é um pouco diferente.

Explico: a Lyft é mais descontraída e jovial. Para começar, os carros são todos identificados com um mega mustache cor de rosa, que os motoristas devem colocar no para-choque dianteiro (rosa porque a ideia inicial era oferecer o serviço apenas para mulheres)! Mas o negócio cresceu tanto, que hoje é comum vermos vários carros pelas ruas de San Fran com o ‘bigodon’ colorido e um motorista sorridente ao volante. Isso porque os drivers acabam entrando no clima da empresa e atendem os clientes com toda alegria do mundo. A ideia é transparecer que o motorista é seu melhor amigo, que está indo busca-lo em algum lugar. Não é à toa que os principais usuários da Lyft são jovens, indo ou voltando da balada, encontros, e também para o trabalho. Dentro dos carros, todos muito bem conservados, balas, chicletes, luzes e decoração recepcionam os passageiros, que são cumprimentados pelo motorista com um soquinho de mãos, o fist bump!

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Ao entrar no veículo, o passageiro tem a opção de assentar no banco da frente, onde pode deixar a conversa rolar, ou, então, assentar atrás e ficar em silêncio. O motorista irá compreender, de cara, seu estado de espírito e irá respeitá-lo. Daí, é só dizer para onde quer ir. Não é preciso nem mesmo pagar pela corrida.

Mas calma! Nada no mundo é assim, tão fácil e, muito menos, gratuito. Só pode usar o serviço quem baixar o aplicativo e fizer um cadastro, que inclui, também, os dados do cartão de crédito do usuário. Tcharammm! A cobrança da corrida vem na sua fatura. Mas, se você quiser fazer um agrado ao simpático motorista, não hesite em deixar uma gorjeta. Afinal, nos Estados Unidos isso é de praxe e complementa o salário dos trabalhadores.

Hoje, a Lyft está presente em 12 cidades norte-americanas: San Francisco, Los Angeles, San Diego, Phoenix, Seattle, St. Paul, Chicago, Indianapolis, Atlanta, Charlotte, Washington D.C. e Boston.

Já a Uber está presente em 26 países, sendo 36 cidades da América do Norte, além de municípios na América Central e do Sul, Europa e Ásia. Apesar de ter a mesma função da Lyft, ela já é mais tradicional. Nada de bigodes e nem de outros símbolos chamativos. Muito menos cumprimentos malucos feitos pelos motoristas. Estes, por sinal, são sempre mais sérios, pois, na maioria das vezes, transportam executivos e pessoas com pressa que, até mesmo dentro do carro estão trabalhando. Enfim, é outro perfil de negócio. Mas nada impede que executivos andem de Lyft e jovens viagem de Uber. Uma não é melhor do que a outra. São, apenas, diferentes e complementares. O valor da corrida também muda um pouco, sendo a Lyft mais acessível.

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Mas, o mais engraçado é acompanhar o atendimento da sua chamada. Apesar de ter conhecido as empresas em San Francisco, meu primeiro ride foi em Chicago. Estava lá com meu namorado, que conhecia as empresas e solicitou o serviço. Foi muito simples. Ele abriu o aplicativo da Lyft e clicou no botão para chamar o motorista. Naquele momento, tocou o telefone do motorista, que tinha a opção de atender ou não ao nosso chamado. Como o app funciona juntamente com o Facebook, a esta altura, a foto do perfil do meu namorado piscava na tela do celular do motorista, que atendeu à solicitação. Então, recebemos uma notificação de que o motorista estava indo nos buscar e, no mapa do aplicativo, apareceu um carrinho se deslocando em nossa direção. Fomos para a porta do local que estávamos para esperar e, pela tela do celular, víamos o carrinho dobrando ruas e se aproximando. Já começamos a rir. Foi então, que, pelo aplicativo, o carrinho dobrou a esquina do quarteirão mais adiante de onde estávamos e, imediatamente, olhamos para a rua naquela direção. Vimos, então, um carro com um bigode rosa dobrando a esquina. Rimos muito da exatidão do mostrador e o motorista também chegou até nós com um sorriso no rosto. Com certeza, ele nos viu de longe e, pela nossa reação, percebeu que aquele era nosso primeiro ride. Entramos no carro, fizemos o fist bump e fomos conversando até o hotel.

Adorei a experiência e, com certeza, quando eu voltar aos Estados Unidos, vou usar os serviços, que são seguros, cômodos, rápidos e mais baratos do que os táxis convencionais! Recomendo muito! É só baixar os app e aproveitar!

Get a nice ride!

Como manter uma boa alimentação nas viagens!

Dia a dia rotineiro, seguindo a sequência casa/trabalho/academia/casa. Dieta balanceada, horários certos para se alimentar, atividades físicas em ordem. Aí chegam as férias. Hora de arrumar as malas e botar os pés na estrada. Quinze dias ou um mês fora de casa, tentando aproveitar o tempo ao máximo, para conhecer pontos turísticos, passear, comprar e, claro, experimentar todos os pratos típicos e tudo de diferente que aparecer pela frente.

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Porém, algumas pessoas já começam a se preocupar com a alimentação e com o fato de jogar todo o esforço de tanto tempo por água abaixo. Ganhar de volta as temidas gordurinhas e perder a massa magra conquistada em horas diárias de academia e o pior, trocar uma alimentação saudável pelas junk foods. Estou falando isso porque me incluo nesse grupo aí! Hoje já sei o que vou comer amanhã, desde a hora que levanto até a hora que vou dormir. Às vezes não dá para seguir à risca o planejado, mas, faço as substituições necessárias da forma correta. E então, me vi pensando nisso: como fazer para não jogar fora todo esse esforço durante uma viagem de férias? Claro que manter a rotina é impossível, mesmo porque não viajamos para ficar indo para a cozinha. Além disso, não fazemos as refeições nos horários costumeiros, se é que fazemos todas elas todos os dias. Em viagens, substituir as refeições por lanches é comum. Se for nos Estados Unidos então, normalíssimo!

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Então, fui pedir socorro para quem entende do assunto: tanto de viagens, porque ela também é como nós – ama conhecer o mundo -, quanto de refeições, uma vez que é nutricionista e atua na área esportiva (meu caso).

Nina Caselato, sócia da clínica Nuthree, dá uma dica interessante: fazer uma refeição errada por dia. “É preciso que as pessoas se programem. Por exemplo, se amanhã vai sair com os amigos para comer pizza à noite, tome um bom café da manhã, coma uma salada no almoço e programe os lanches do restante do dia”, diz. Ela conta que o grande erro é ficar mais de três horas sem comer. “Nas férias, seu corpo está trabalhando do mesmo jeito. Então é preciso alimentá-lo. Caso contrário, ele começará a estocar energia em forma de gordura e, quanto mais gordura, mais desacelerado estará o metabolismo”.

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Enquanto no dia a dia as calorias não são a preocupação das dietas, uma vez que o objetivo é manter uma alimentação saudável e balanceada, nas férias as calorias devem, sim, ser levadas em conta. “Temos que pensar tanto no valor calórico quanto na qualidade dos alimentos. Então, se hoje é dia de comer massa no almoço, deve-se pegar mais leve no jantar. Se vai enfiar o ‘pé na jaca’ no café da manhã do hotel, vá com calma nas outras refeições. O que sempre indico é um tipo de salada por dia, seja no almoço ou no jantar, uma refeição errada por dia e ter os lanches sempre em mãos, como frutas, mix de castanhas e barras de cereais”, sugere.

Nada difícil, né? São itens que achamos em qualquer mercado ou feirinha e fáceis de carregar na bolsa. Nina conta que sempre faz isso durante as viagens e dá certo. “Se não comermos a cada três horas, na próxima refeição vamos comer mais do que o necessário”, diz.

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Ela fala que, agindo desta forma, quando as férias terminarem o peso não terá alterado muito, apesar que o percentual de gordura vai acabar aumentando, pois comemos alimentos mais gordurosos. “Isso acontece porque se perde massa magra, mas se ganha gordura. Digo que férias são como os finais de semana. Quantos finais de semana temos por ano? E se fizermos alimentações erradas em todos eles, como ficaremos? Nas férias temos que pensar nas refeições a cada dia”, compara.

Outra dica é incluir atividades físicas em alguns dias das férias. Por mais que não seja possível ir à academia ou que você ache perda de tempo, Nina dá dicas como fazer city tours a pé, descer em estações de metrô anteriores ao seu destino e ir caminhando. “Além de conhecer ainda mais a cidade, está praticando um bom exercício”, afirma.

Fominha que sou, as corridas sempre fazem parte das minhas viagens. Acordo mais cedo, calço meus tênis e pernas para que te quero. Meia hora ou uma por dia já é suficiente para não perder o ritmo e nem a forma. E, para quem também curte correr e malhar por tudo que é lado, a suplementação continua! “Caso já tomem suplementos, sempre lembrar de tomar as quantidades indicadas no pé-treino e incluir alimentos como ovo ou até mesmo queijo branco (o ‘até mesmo’ é porque as dietas são sem lactose), e o pós-treino tem que ter os alimentos antioxidantes para combater os radicais livres”, explica.

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Corridinha à beira mar

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Após atravessar a Golden Gate Bridge, em San Fracisco

E, falando em suplementos, caso estejam programando uma ida aos Estados Unidos, compensa trazer de lá barrinhas de proteína, comprimidos de ômega 3, BCAA, complexos vitamínicos e outros. Os preços compensam bastante.

Para finalizar, Nina brinca: “o importante é evitar o famoso ‘já quê’: já que vou comer pizza, vou também tomar um sorvete de sobremesa e depois provar um chocolate. Temos que escolher, a cada dia, o que vamos saborear de diferente. Se não, lá se vai todo o trabalho feito”, comenta.

Claro que férias são momentos de relaxar, mas, descuidar totalmente, jamais! Então, um bom autocontrole é fundamental. Nada de sair por aí comendo todos os chocolates diferentes que aparecerem, sanduíches no almoço e tortas da Cheesecake Factory (viciantes… aiaiai) no jantar, ficar horas a fio caminhando sem comer nada. Lembre-se: esses cuidados não são apenas para manter a forma, mas, muito mais do que isso: trata-se uma questão de saúde. Afinal, sem ela não vamos a lugar algum!

Rent a Local Friend, and… be happy!

Que tal viajar mundo afora e conhecer os destinos com os olhos de quem mora lá? Nada melhor, né? Claro que os pontos turísticos devem estar em todos os roteiros, mas, para conhecer mesmo, é preciso fugir do lugar comum! Ir além, conhecer a cultura e o dia a dia de quem vive no local…

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Foi assim que surgiu a rede social Rent a Local Friend, que reúne pessoas que, assim como nós, amam viajar e planejar roteiros. São pessoas curiosas e que conhecem bem suas cidades e, claro, compartilham com os turistas que vagam perdidos por aí! Eles nos ajudam a montar nosso roteiro de acordo com nosso perfil e interesses. Bacana, não é? E o melhor: além da possibilidade de conhecermos lugares inusitados e que talvez jamais conheceríamos por nós mesmos, ainda fazemos amigos por todo lado!

No Brasil, já tem pessoas registradas na rede. Você pode perambular com seu amigo de aluguel por Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, João Pessoa, Natal, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Ainda não aluguei um amigo, mas pretendo fazer um teste! Vejam só esse vídeo e feliz nova amizade!

Viajando e pedalando! As bikes compartilhadas são uma mão na roda!

A moda das bikes compartilhadas, que, diga-se de passagem, é muito prática, agradável e saudável, chegou a NYC em maio passado e já é um sucesso de público! Na Big Apple, o programa é conhecido como Citi Bike.

No entanto, o mesmo sucesso não vem sendo obtido nas operações. Usuários dizem que têm encontrado problemas no momento do pagamento com cartão, no bloqueio e desbloqueio das bikes nas estações e também na ausência de vagas em certos terminais. Mas encarregados do programa dizem já estar trabalhando para resolver os problemas!

Funcionamento, estações e preços de New York podem ser conferidos no site.

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A moda começou em Londres, com o Barclays Cycle Hire, onde já funciona muito bem! Ótimo pegar as bikes cedinho e desbravar o centro da cidade! Este eu usei e aprovei… era super adepta!

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Outras cidades europeias como Paris, com o Velib’, e Barcelona, com o Bicing, também são um sucesso!

E aqui no Brasil não é diferente. A ideia é estimular as pessoas a deixarem os carros em casa e combinarem as bicicletas com o transporte público, além de dar tchau ao sedentarismo! Veja só as cidades que já contam com o sistema: Rio de Janeiro, tem o Bike Rio, onde as magrelas já são carinhosamente chamadas de ‘laranjinha’; São Paulo, o Bike Sampa; e Curitiba, o Bicicletaria!

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E o melhor é que, tanto moradores, quanto turistas, podem pedalar à vontade! Os preços são super acessíveis e as locações podem ser diárias, semanais e até anuais. Mas cada sistema conta com uma regra diferente, então, é bom checar as normas antes de locar as bicicletas. Tais normas estão especificadas no site de cada programa ou nas estações.

Bora pedalar?

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A escolha do intercâmbio

Hoje venho contar um pouco sobre o que pesou na minha escolha pelo destino do meu intercâmbio. Sempre tive esse sonho, mas nunca tinha parado para organizá-lo, seja por falta de oportunidade ou do momento certo, mas nunca por falta de vontade.

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A maioria das pessoas costuma fazer este tipo de viagem cedo, por volta dos vinte e poucos anos, ou antes. Mas, no meu caso, fui aos 29. Alguns podem achar que fui tarde demais, mas não. Fui no momento certo e hoje sei que não há idade para viver novas experiências. E o bom é que fiz tudo por mim mesma, corri atrás de cada centavo, cada detalhe, para fazer com que esse momento fosse perfeito. E foi.

A primeira coisa que levei em consideração foi o meu objetivo com o intercâmbio: melhorar minha fluência em inglês. E, sempre que pensava em intercâmbio, pensava na Europa, mais especificamente, em Londres. Mas tinha um inconveniente: o alto custo de vida na capital britânica. Todos me falavam que lá é tudo caríssimo, uma das cidades mais caras do mundo. Muitas pessoas também me falavam que as mulheres brasileiras não são muito bem vistas por lá. E isso começou a me deixar um tanto quanto preocupada, pois não pretendia trabalhar durante a viagem para completar minha renda. Queria somente estudar e aproveitar ao máximo, sem outras obrigações. E também não queria sofrer preconceitos por ser brasileira. Mas não me deixei abalar e comecei a fazer pesquisas em agências de viagens (e, com o tempo, percebi que aquelas informações não se passavam de intriga da oposição).

Tinha em mente ficar quatro meses fora. Mas meu sonho pareceu ir por água abaixo quando fui a duas agências fazer orçamento. Somente o valor cobrado pelo programa (curso + passagem aérea + 4 semanas de estadia) era quase o total do que eu pretendia gastar com toda a viagem, incluindo moradia, alimentação, transporte, passeios, compras e tudo mais. Os custos exorbitantes me deixaram super desmotivada. Mas não desisti e continuei pesquisando. Foi então que pensei em um segundo destino: Dublin, na Irlanda, bem pertinho de Londres. Pesquisei muito sobre a cidade, o país, o custo de vida e fiz orçamentos. Realmente, bem mais baratos do que os primeiros. Então, quando estava quase decidida em ir para Dublin, me dei conta de que não estava fazendo a escolha certa, pois eu não estava feliz com minha decisão. Sabe aquela coisa de “não era isso que eu queria…”?

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Voltei a pesquisar sobre agências que levam estudantes para Londres e descobri, pela internet, uma agência do Rio Grande do Sul, chamada Egali Intercâmbio. Como iria sozinha, fui buscar mais informações com pessoas que já tinham viajado pela agência e encontrei no Facebook e no Orkut (olha aonde fui parar) pessoas que tinham ido, adorado e a recomendavam.

Um dos diferenciais que me chamou bastante atenção, é que a agência oferece estadia por todo o período da viagem, por meio das chamadas Egali House. No caso de Londres, eles têm parceria com uma empresa, a Casa Londres, que aluga e administra casas para estudantes por tempo indeterminado. Normalmente, as demais agências vendem pacotes em que os alunos ficam cerca de quatro semanas em casa de família e, durante esse período, devem procurar outro lugar para morar da quinta semana em diante. Outras possibilidades são as casas de estudantes oferecidas pelas escolas. Mas nenhuma das duas opções me atraia. Já ouvi falar muito sobre pessoas que tiveram problemas nas casas de família. Por mais que seja uma boa opção para conhecer como é a vida no país, sei que não me sentiria muito bem. E as regras das casas oferecidas pelas escolas também não me deixavam muito satisfeita. Preferia ter um canto para mim, um lugar que me permitiria sentir que ali era a minha casa.

Então, fiz o orçamento com a Egali e, bingo! Encontrei um excelente custo-benefício. E o melhor: na cidade que sempre sonhei. Daí em diante, comecei a planejar tudo, sempre com a ajuda do atendimento da agência que, diga-se de passagem, hoje é um querido amigo!

Decidi ir no comecinho do ano, mais precisamente, no finalzinho. Comprei a passagem para embarcar no dia 31 de dezembro de 2010 (sim, passei o réveillon voando, em meio ao Atlântico e dormindo). Então, vieram as próximas decisões: casa e escola. A casa, optei pela Egali House. Já a escola, fiz uma pesquisa entre as opções e também escolhi pelo custo-benefício. Busquei uma escola que fosse credenciada ao British Council, sistema que garante a qualidade do ensino nas escolas do Reino Unido. Além disso, queria uma escola em que os professores fossem ingleses, apresentasse avaliações positivas feitas pelos alunos e tivesse localização privilegiada. Minha opção foi a Malvern House, a qual achei muito boa e consegui uma rápida evolução no idioma.

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Pronto, pagamento feito, foi a hora de separar os documentos para tirar o visto que, na época, era exigido para estudantes que fossem fazer um curso de 12 semanas ou mais. Como eu não ia trabalhar, o meu visto foi o de estudante visitante. No entanto, algumas regras mudaram recentemente – depois vou fazer um post com o passo a passo de como tirar o visto para estudar na Inglaterra.

Fui ao Rio de Janeiro, no consulado britânico, e, diferentemente do visto americano, que você tem a resposta na hora, o inglês não. Só sabemos quando recebemos o passaporte em casa. Foram poucos dias de espera, mas que pareceram durar meses… até que recebi o passaporte com minha solicitação aprovada e validade de seis meses (que, posteriormente, me levou a estender minha viagem para o período total permitido!). Daí em diante, foi organizar cada detalhe daquela que seria a melhor viagem da minha vida!

Dicas para a escolha certa do intercâmbio:

– defina seu objetivo (estudo do idioma, trabalho, high school, curso superior, etc.);

– escolha o destino que mais te fará realizado;

– pesquise sobre a cidade e o país que irá morar;

– visite várias agências de intercâmbio;

– converse com diversas pessoas que viajaram por aquela agência e com pessoas que foram para onde você irá;

– pense bem na melhor moradia, que te proporcionará tranquilidade e liberdade;

– busque uma escola credenciada pelo órgão que regulamenta o ensino no país;

– tente morar o mais próximo possível de pontos de ônibus, estação de metrô e, se possível, da escola;

– aproveite o intercâmbio e conheça o máximo de cidades e países possíveis;

– conheça a cultura local;

– faça amigos de vários países;

– faça amigos do seu país. Só eles conhecem a sua cultura;

– viva intensamente cada segundo, pois não há nada melhor!

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Bagagem: evite que ela se torne um problema

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Sempre que pensamos em uma viagem, logo já começamos a imaginar o que levar na mala. Para resumir bem, uma dica útil: não exagere e leve sempre menos da metade do que você imaginou. Isso mesmo. Atire a primeira pedra quem nunca chegou de uma viagem e disse: “nossa, não usei nem a metade do que levei”.  Então, por isso, sejamos econômicos. Não há nada mais chato do que ter que ficar carregando malas grandes e pesadas e ainda correr o risco de ter que pagar caras taxas de excesso de bagagem. Por isso, destaquei alguns pontos a serem levados em consideração na hora de arrumar as malas. Vamos lá!

1-       Em primeiro lugar, faça uma pesquisa de como estará o tempo nos lugares que visitará. Isso o ajudará a deixar muitas coisas para trás. Mas, claro, leve sempre um agasalho e um sapato fechado, independente de ser praia, verão e ter pouca possibilidade de chuva. Já se for para lugares muito frios, um casaco pesado basta. Se precisar de outros, poderá comprar no destino, mas lembre-se que, no Brasil, usa-se pouco esse tipo de roupa.

2-      Procure sempre levar peças que combinem entre si, tanto nas cores quanto nos estilos. E tenha em mente a probabilidade de fazer compras na viagem. As novas aquisições ocuparão espaço na mala, mas têm a vantagem de já integrarem as opções de roupas a serem usadas na própria viagem.

3-      Veja quantos dias tem o seu roteiro e leve uma roupa por dia. Você irá combiná-las durante a viagem, então, não precisa de mais do que isso. Leve somente aquilo que tem certeza que irá usar.

4-      Pense nos tipos de programa que você vai fazer. Roupas elegantes, somente se for a eventos ou jantares que as peçam. No mais, ter uma calça preta e alguns acessórios (para as mulheres) já resolve o problema. Se for um mochilão, dê preferência para as malhas, que não amassam e podem ser enroladas. Para esquiar, uma boa opção é alugar os casacos de frio no destino. É barato e não vai ocupar a mala com eles.

5-      Sabendo que em viagens anda-se muito, procure levar sapatos confortáveis. Tenha sempre um tênis, um sapato e, mulheres, uma sandália (sem contar com o chinelo, claro). Isso é mais do que suficiente.

6-      Procure não levar roupas que amassem. Se não tiver como, elas são as últimas que entrarão na mala. Coloque-as da maneira mais esticada possível e, se for camisa, dobre a parte de baixo, que é a que ficará para dentro das calças.

7-      Comece a arrumação da mala colocando os sapatos no fundo. As meias podem ir dentro dos sapatos. Preencha os espaços vazios com roupas íntimas, acessórios e outros itens pequenos. Por cima, coloque jeans, casaco, e roupas mais ‘grosseiras’. Por fim, as mais delicadas.

8-      Na nécessaire, evite colocar as embalagens originais dos produtos. Leve shampoo, condicionador e hidratante em frascos menores. Esse é o tipo de coisa que enche e pesa a mala, o que pode ser evitado.

9-      Para mala de mão, a dica é a mesma: nada de exageros. Evite as malas pequenas de rodinhas, pois, a maioria das companhias aéreas tem limite de peso e essas malinhas pesam muito! Opte por uma mochila e lá dentro coloque apenas objetos de valor, como câmera fotográfica, notebook, documentos e uma muda de roupa para caso sua mala extravie.

10-   Para despachar, escolha as malas de rodinhas pela praticidade. E, se for para um lugar onde as compras valem a pena, não utilize todo o espaço para que as compras, ou parte delas, caibam lá.

Extravio

Caso sua bagagem não apareça na esteira rolante, vá imediatamente ao guichê de atendimento e informe que sua mala foi extraviada. Você vai preencher um formulário com seus dados e endereço para entrega da mala. Normalmente, demoram de 24h a 48h para entrega-las no local de sua preferência. No entanto, caso não sejam localizadas em 30 dias, para voos nacionais, ou em 21 dias para internacionais, a empresa deve indenizar o passageiro.

O mesmo deve ser feito se sua mala for danificada durante o transporte. Preencha o formulário e entregue-o para a companhia aérea, para que sejam tomadas as devidas providências.

Limite de bagagens

Como todo mundo sabe, existem os limites de bagagens em viagens em qualquer meio de transporte, principalmente, em aviões. Para voos nacionais, os limites são os seguintes:

30 kg para a primeira classe, nas aeronaves acima de 31 assentos;
23 kg para as demais classes, nas aeronaves acima de 31 assentos;
18 Kg para as aeronaves de 21 até 30 assentos;
10 Kg para aeronaves de até 20 assentos.

Para voos internacionais partindo do Brasil são permitidas duas bagagens despachadas de 32 kg, além da bagagem de mão. Para os voos internacionais saindo de outros países, aplicam-se as normas dos locais de origem da viagem. No entanto, o peso e o tamanho das malas também variam de companhia para companhia, principalmente em voos feitos por companhias low fare, então, é sempre importante checar essas informações no site das empresas com antecedência.

E atenção, muitas companhias aéreas internacionais também medem a bagagem pela soma das dimensões (peso + altura + largura), geralmente, sendo permitido até 157 cm lineares por mala despachada.

Já as bagagens de mão, normalmente, podem pesar até 5 kg e 114 cm lineares.

Caso exceda esses limites, será cobrada taxa por excesso de bagagem, calculada de acordo com o peso excedido.

Mas, de novo, reforço: não tome essas medidas como regras. Isso é apenas uma média. A regra está sempre descrita no site das companhias.

Itens proibidos

Quando for checar os limites de bagagem, lembre-se de verificar também os itens proibidos, seja em bagagens de mão ou despachadas, voos nacionais ou internacionais.

E não se esqueça que, na bagagem de mão dos voos internacionais, há restrições para os líquidos. Todos os líquidos, incluindo gel, pasta, creme e aerossol só podem ser transportados em frascos de 100 ml, acondicionados em embalagem plástica, transparente e vedada, totalizando 1 litro. A embalagem não pode exceder 20 x 20 cm.

Líquidos adquiridos em free shop ou a bordo das aeronaves, podem ultrapassar esses limites, desde que estejam em embalagens plásticas lacradas e com a nota fiscal.

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Outras informações podem ser obtidas no site da Anac e no site das empresas de transporte.