O fantástico aquário de Monterey

Já falei aqui sobre Carmel. E, logo ali pertinho, está a pequena cidade de Monterey, na costa pacífica da Califórnia central. A cidade é bastante antiga e grande importância para todo o estado, tendo sido capital enquanto administrado pela Nova Espanha e pelo México. Foi lá que surgiram o primeiro jornal, edifício público, teatro, biblioteca pública do estado.

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Ao caminhar pelo centro, em especial pela Cannery Row, uma das principais ruas da cidade, temos a impressão de estarmos no velho oeste, em meio a construções em madeira e pontes suspensas nas ruas. Uma graça!

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Mas, uma das principais atrações da cidade, certamente, um dos principais motivos de tantos turistas passando por lá é o Monterey Bay Aquarium. Este é um dos maiores e mais conhecidos aquários de água sagada do mundo! Para visitá-lo, reserve uma manhã inteiro, pelo menos. São mais de 35 mil plantas e animais, entre eles, polvos, moreias, sardinhas, tubarões, tartarugas, cavalos-marinhos e águas-vivas. Estas são, sem dúvida, as que mais me chamaram atenção pelas suas cores intensas e movimentos hipnotisantes. Parece mais uma viagem psicodélica do que qualquer outra coisa. Tem também pinguins fofos que ficam o tempo todo brincando e arrancando risadas dos visitantes.

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Não deixe de visitar a área externa do aquário, de onde se pode avistar as lindas e simpáticas lontras se divertindo em seu grande tanque. Há, inclusive, um mini cinema, onde se pode assistir ao vídeo sobre o resgate de uma lontra bebê, que se perdeu dos pais e foi resgatada pela equipe do aquário. Uma fofura sem fim.

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O aquário conta também com uma área interativa para as crianças e com exposições variadas sobre a vida marinha. Um passeio que não pode deixar de ser feito por crianças e por adultos. Afinal, é sempre bom voltar à infância!

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

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Nada como Napa!

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Napa Valley, uma das mais conhecidas regiões vinícolas do mundo, fica aqui na Califórnia. E o melhor, pertinho da minha casa, a apenas uns 45 minutos. São vinícolas e mais vinícolas a serem visitadas na região, sendo que todas elas estão condensadas nos cerca de 60km de distância entre Carneros e Calistoga. Além disso, as belíssimas paisagens nos fazem amar ainda mais o vale de Napa.

Os vinhos vão desde os Chardonnay ao Zinfandel, passando pelo Pinot Noir, Cabernet e vários outros. E as vinícolas também variam das maiores e bastante conhecidas como Domaine Carneros, Domaine Chandon, Beringer e Robert Mondavi até aquelas pequenas e caseiras. Por isso, antes de ir a Napa, o melhor a se fazer é pegar um mapa e listar aquelas a serem visitadas. Para montar um bom roteiro, a dica é acessar o site oficial da região, onde se pode encontrar informações sobre onde ficar, quais vinícolas ir, meios de transporte, etc.

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Como moro perto, posso sempre ir e, a cada visita, selecionar algumas delas. Mas, foi na minha última ida a Napa que fiquei encantada com duas em especial. O Castello de Amorosa, em Calistoga, e a Domaine Chandon, em Yontville.

Começando pelo Castelo Di Amorosa, chegamos lá logo cedo e pudemos ver os primeiros raios de sol iluminando o belíssimo castelo em estilo italiano. O local foi mesmo erguido com o objetivo de fazer ali uma vinícola e atrair turistas pela grandiosidade da construção, sonho do proprietário, que é filho de italiano e amante de vinhos.

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No entanto, mesmo não sendo um castelo “de verdade”, que já tenha sido habitado, a visita vale a pena. Você pode conhecer partes do castelo e ainda fazer a degustação dos vinhos produzidos no local, os quais somente são encontrados na vinícola, não sendo vendidos para restaurantes e supermercados! Ao visitá-lo, não deixe de subir à torre do castelo, que proporciona uma linda vista das plantações.

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Já a Domaine Chandon, trouxe para Napa Valley a tradição francesa da produção de um dos mais conhecidos espumantes do mundo. Repleto de turistas, a maioria jovem, o local mais parece uma festa!

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Com mesas na varanda, cercadas por uma belo jardim, as pessoas degustavam os mais variados tipos de espumantes para refrescar o calor que fazia em Napa naquele dia. Uma delícia de ambiente e, e claro, de espumante. A Domaine Chandon oferece tours pelos pairreirais, pela produção e, ao final, degustação dos espumantes produzidos com as uvas californianas.

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Uma vez em Napa (ficou bonito isso!), não deixe também de ir ao mercado Oxbowl, em Napa Valley. Salames, presuntos, queijos e todos os demais frios que imaginar, além, é óbvio, vinhos podem ser encontrados e degustados por lá!

Além de tudo isso, Napa Valley oferece passeios incríveis como voos de balões pela região e um incrível tour no Wine Train, que passa por todas as cidades e inclui refeição (almoço ou jantar) e degustação de vinho. Bom, são infinitas as opções de tours e, por isso, sempre que visitar algo novo, contarei por aqui!

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Carmel de João e Maria

Carmel é daquelas cidades que você se encanta na primeira, apaixona na segunda e morre de amores na terceira visita. Foi assim que aconteceu comigo. O lugar, que mais parece cenário daquela história “João e Maria”, com as casas lindas, feitas de doces e chocolates (chocolate, para mim, não é apenas um doce… vai muito além disso!), fica no litoral da Califórnia – no condado de Monterrey -, e é banhado pelo Pacífico. Bem pequena, a cidade ficou conhecida mundialmente após ter como prefeito o ator Clint Eastwood, entre 1986 e 1988.

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As casas são todas lindas, cercadas de grandes árvores e belos jardins. Mas é a avenida principal, a Ocean Avenue, que mais chama atenção. Por toda a sua extensão, lojas de souvenirs, restaurantes, cafés, patiseries e galerias de arte se instalam nas tais casinhas de João e Maria. Cada esquina mais linda do que a outra. E o melhor, se você descer toda a avenida chegará à bela praia de Carmel, com areia larga e vegetação por toda a orla!

Carmel Beach

Carmel Beach

Do lado direito, avista-se ainda a famosa praia de Pebble Beach, que dá nome a um dos mais belos condomínios residenciais e de campos de golf do país, incluindo o Pebble Beach Golf Links. Caso queira conhecer a região, é possível atravessá-lo de carro, dirigindo pela famosa 17 Mille-Drive, que corta o condomínio de uma ponta à outra. Para isso, paga-se apenas uma taxa de pedágio no valor de U$ 9. Além dos campos de golf, Pebble Beach também é fomosa por sediar, anualmente, uma exposição de carros clásicos e de luxo.

Pebble Beach

Pebble Beach

Voltando ao centro de Carmel, uma boa dica é almoçar no restaurante The Grill on Ocean Avenue, com excelente atendimento e comida maravilhosa! E também, não deixe de visitar a Basílica de San Carlos Borromeo Del Rio Carmelo, mais conhecida como Carmel Mission. Antes de visitar a cidade pela primeira vez, eu tinha visto imagens da igreja na internet e virou, para mim, um ponto imperdível a ser conhecido. Na primeira visita, fomos até lá, mas estava fechada. Na segunda vez, a mesma coisa. Já na terceira, recentemente, com minha mãe, demos a sorte de pegá-la aberta! Um sonho de igreja, que hoje é tida como monumento da Missionary of the Cross – Missionários da Cruz. Para se ter uma ideia, ela foi construída em 1793 e é toda feita em pedra. Com o passar do tempo, ela foi se transformando em ruínas e, após os Estados Unidos tomarem o controle da Califórnia, em 1846, ela começou a ser reconstruída. A visita mais ilustre à basílica Carmel Mission foi do papa João Paulo II, em 1987. Hoje ela é um marco na cidade e deve ser visitada por quem for a este encantador lugar!

Carmel Mission

Carmel Mission

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

South Lake Tahoe, paraíso da neve, sem neve!

Engana-se quem pensa que visitar South Lake Tahoe no inverno é garantia de ver neve! Pode até ser, desde que suba até uma estação de esqui e se satisfaça em vê-la já caída, o que não deixa de ser maravilhoso! Mas, ver neve por toda a cidade e os telhados das casas branquinhos, desista! Já faz algum tempo que Lake Tahoe não sabe o que é isto. Não à toa, o novo lema do local é ‘pray for snow’, em português, reze pela neve.

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Mas isso não é empecilho para visitar South Lake Tahoe, uma das mais famosas estações de esqui dos Estados Unidos, localizada na divisa da Califórnia e Nevada. Pelo contrário! A cidade é linda e merece ser conhecida em qualquer estação do ano.

Ladeada pelo enorme lago que lhe deu o nome, South Lake Tahoe é um local bastante rústico, com pousadas e hotéis de madeira predominante, diversos campings, bares e restaurantes para todos os gostos! A não ser que você caminhe para o lado de Nevada, onde estão enormes hotéis/casinos super modernos como o Harveys e o Harrah’s, um paraíso para quem gosta de tentar a sorte nos caça-níqueis e roletas, passeio imperdível para quem estiver por lá. Tentei, porém, como da outra vez, não foi dessa vez! Mas valeu a diversão!

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Um dia da viagem merece ser reservado para subir à montanha de esqui mais famosa da cidade, a Heavenly. Um passeio sensacional para quem esquia ou não! Para chegar até o topo, pega-se uma gôndola (bondinho) no centro da cidade! O preço (um pouquinho salgado) varia dependendo da sua intenção, se vai esquiar ou só mesmo subir para ver a neve e o movimento. De toda forma, só o trajeto feito pelo bondinho já paga o ingresso! Subindo pela beira da montanha, quanto mais alto, claro, mais linda a vista do lago e da cidade.

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No meio da subida, há um mirante onde podemos descer para admirar toda a beleza diante dos nossos olhos. Depois continuamos até chegarmos às estações de esqui. Parece outra cidade! O cenário é composto por um enorme restaurante, com mesinhas na neve, DJ e gente pra todo lado esquiando, praticando snowboard ou descendo as montanhas em boias gigantes! Da base da estação, conseguimos avistar uma descida enorme, para profissionais, além da pista de iniciantes e intermediários. Já para longe de nossa visão, há mais uma infinidade de pistas para todos os gostos e níveis.

Na cidade, aos pés da Heavenly, os restaurantes com mesas do lado de fora e lareiras gigantes acolhem e animam os visitantes. Destaque para o Base Camp e suas pizzas deliciosas e para o Gunbarrel, o mais animado e com melhor atendimento!

Reserve também um dia para conhecer a praia de Lake Tahoe ao redor do lago e também para ir até o Emerald Bay State Park, uma baía de águas cristalinas, onde podem ser praticadas atividades como hiking, canoagem, snorkeling, picnic, pescaria, camping e várias outras! A paisagem é maravilhosa!

Agora que o inverno californiano acabou (ele é bem tímido, por sinal), é hora de começar a me preparar para voltar no verão! O negócio é curtir a cidade, seja a estação que for!

Serviço

Como chegar

– Saindo de São Francisco, vá pela Interestadual 80 leste até chegar à capital da Califórnia, Sacramento, e, de lá, siga pela estadual 50 leste até chegar a Lake Tahoe.

Onde ficar

– Tahoe Beach and Ski Club – 3601 Lake Tahoe Boulevard – (530) 541-6220

Onde comer

– Base camp: 1001 Heavenly Village Way – (530) 544-2273
– The Gunbarrel Tavern: 1001 Heavenly Village Way (530) 542-1460

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* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Mount Shasta é pura magia

A princípio, a viagem era para ver de perto o famoso Mount Shasta, vulcão localizado no norte da Califórnia, segundo maior pico da Cascade Range, cadeia montanhosa que vai do Canadá até a Califórnia. A expectativa pela neve também era grande, uma vez que, nesta época, o frio já aperta nessa região do estado. Mas, nos dias antes da viagem, a previsão do tempo veio me desanimando com relação à neve e, para confessar, também ao vulcão, já que a chuva dominava a área e avistar uma montanha altíssima em dias chuvosos é impossível. Mas, cancelar a viagem estava fora de cogitação.

No trajeto de Walnut Creek até Shasta, duas paradas se fizeram obrigatórias: a primeira delas no outlet em Vacaville, para aproveitar os descontos da Black Friday; e, a segunda, no Casino Rolling Hills, onde ganhamos uns trocadinhos que, lógico, foram gastos na viagem.

Quase chegando lá, vi que, realmente, ver o vulcão não seria possível daquela vez. O frio estava demais e a chuva também. Mas nada disso atrapalhou a viagem. O lugar é uma graça! A cidade é bem pequenininha (3400 habitantes), com uma rua principal no centro. Ficamos no Shasta Inn hotel, super aconchegante, bem no estilo do local, com paredes de madeira, lareira e bom atendimento. À noite, um show de jazz ao vivo atraiu – acho que todos – os turistas do local para o nosso hotel! De dia, conhemos as cidadezinhas da região, como Dusmuir e Weed, visitamos o Lake Siskiyou e, claro, durante todo o tempo, aproveitamos para experimentar a gastronomia da cidade. Quem passar por lá não pode deixar de tomar café da manhã no Lily’s, de provar a comida mexicana do Casa Ramos e nem de provar as delícias do Mount Shasta Pastry. À noite, o ‘point’ é o Vet’s Club, o bar mais antigo da cidade e, segredo, parece ser o único. Vale a pena conferir.

Mas, o ponto alto da viagem foi quando, de teimosos, insistindo em ver o pico do Mount Shasta naquele restinho de esperança, pegamos o carro e fomos subindo a montanha, com uma neblina super forte nos acompanhando. Mais lá para cima, começamos a ver gelo nas matas ao redor da estrada. Continuamos até nos depararmos com a pista encoberta pela neve, assim como toda a vegetação. Paramos para tirar algumas fotos e a neve voltou a cair. Ficamos por lá curtindo-na um pouco, já que não poderíamos subir mais, por estarmos sem corrente nos pneus do carro e também por sabermos que não veríamos mesmo o Mount Shasta por inteiro. Mas, também, quem quer ver algo mais estando diante deste espetáculo da natureza?

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Lake Merritt, em Oakland, merece toda a nossa atenção!

Quando se fala em visitar a Califórnia, as pessoas pensam, quase sempre, em três cidades: Los Angeles, San Francisco e San Diego. Realmente, estas são as mais turísticas e mais visitadas do estado. Porém, os arredores podem guardar as melhores surpresas. Neste final de semana, por exemplo, fui conhecer o Lake Merritt, em Oakland, cidade vizinha de San Francisco, e me encantei, não apenas com o lago, mas com a cidade inteira.

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Antes, eu a enxergava mais como a cidade portuária da Bay Area, mas pude ver que o lugar tem muito mais a oferecer. O Lake Merritt, por exemplo, é um ponto que vale a pena ser visitado. Com 5,5 km de extensão, é circundado por ilhas artificiais que refugiam aves; boat center, onde podem ser alugados botes, canoas e aulas de remo; um parque infantil, o Children’s Faryland; além de belos edifícios e uma pista de jogging ao longo de todo o percurso.

Aos domingos, o movimento é intenso. Gente indo e vindo, correndo, caminhando e pedalando. Com pouco tempo em cima de uma bicicleta pudemos conhecê-lo por inteiro e ainda paramos para fotos e para admirar as vistas de diversos ângulos.

Vale destacar que o Lake Merritt foi constituído como o primeiro refúgio de vida selvagem do país, em 1870, e listado no National Register of Historic Places (Registro Nacional de Lugares Históricos), em 1966. Para chegar até Oakland e visitar o Lake Marritt, basta pegar a linda Bay Bridge, que já citei em outras notas!

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Só falta o Forest Gump

Sabe aquele restaurante que você vai pela primeira vez e se apaixona? Não só pela comida (que nem foi o ponto alto a meu ver), mas pela ambientação e temática! Foi assim que aconteceu na minha primeira visita ao Bubba Gump Shrimp Co., em Monterrey, na Califórnia. Na realidade, trata-se de uma grande rede, com lojas em diversas cidades norte-americanas e também fora do país, como Hong Kong, Londres, Kuala Lumpur, Tokyo e outras.

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Dizem que a vida imita a arte e foi isso que inspirou o grupo a inaugurar o restaurante de frutos do mar baseado em um dos filmes mais incríveis da história do cinema: Forrest Gump, estrelado por Tom Hanks. Quem assistiu se lembra que o melhor amigo de Forrest, o Bubba, era apaixonado por camarões e, após ele morrer, Forrest presta uma homenagem ao amigo ao criar a Bubba Gump Shrimp Co.

Pegando carona no sucesso do filme, a rede começou sua história justamente em Monterrey, em 1996, e, de lá para cá, não parou mais de crescer. A decoração encanta logo na entrada, nos dando a sensação de estarmos no set do filme, devido às réplicas de objetos de Forrest, como mala, sapatos, camisas, etc. As telas espelhadas pelo salão, claro, são preenchidas pelo filme Forrest Gump. Para que o garçon vá a sua mesa, basta deixar à vista a placa escrita ‘Run, Forrest, Run’. Para desmontrar que está satisfeito, a placa ‘Stop, Forrest, stop’ faz as vezes. Aliás, ficar satisfeito no Bubba Gump é tarefa simples, vide o tamanho dos pratos, sempre bem servidos.

O cardápio é bastante variado, quase todo composto por frutos do mar e com opções para todos os gostos. Mas, vamos assumir que o camarão é a estrela do local, aparecendo nas formas assada, frita, salgada, doce, e por aí vai! Isso sem contar com a loja, onde se pode comprar diversos itens referentes ao filme!

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Walnut Creek, a mais linda cidade da Bay Area!

Três meses após minha chegada, posso dizer que estou, parcialmente, ambientada. A saudade ainda aperta e me faz saber que o Brasil é, definitivamente, o meu lugar! No entanto, eu vim por livre e espontânea vontade e vou seguindo super feliz com minha nova vida, cheia de descobertas e aprendizados.

Moro em uma cidade linda, segura, limpa e com pessoas educadas. Até o nome é uma graça: Walnut Creek, traduzindo, riacho de nozes, representado, logicamente, por um riacho que percorre boa parte da cidade e por inúmeros esquilos que aqui vivem, comprovando que, por aqui, tem nozes!

Aqui os dias são lindos, sem uma nuvem no céu. Agora estamos em pleno outono, com as folhas das árvores mudando de cor, temperaturas baixando, indo dos 9 aos 18 graus Celsius, e a noite chegando mais cedo, por volta das 17h30! Uma deliciosa forma de nos prepararmos para a chegada do inverno!

Árvores vermelhas! Mais lindo outono do mundo!

Típico outono norte-americano!

Na cidade, as ruas são largas e arborizadas. O centro, minha nossa! Segura o bolso! O Broadway Plaza, shopping center daqui, é a céu aberto e traz lojas como Neyman Marcus, Apple, Coach, Sephora, Kate Espade, Victoria Secret, Bare Minerals, entre outras. Além disso, lojas como Forever 21, Macy’s, Nordstrom e Target também estão por aqui! Percebo que muita gente de cidades vizinhas vem a Walnut Creek para compras ou até mesmo para aproveitar a noite agitada e a infinidade de restaurantes. Um receptivo e tanto, não é mesmo?

Simpática pracinha no centro de Walnut Creek

Simpática pracinha no centro de Walnut Creek

Quem for visitar São Francisco, vale a pena pegar o carro e conhecer as cidades da Bay Area, lindas, aconchegantes e com diversas atrações, a começar pela Bay Bridge, a ponte que divide San Fran da região! Mapa nas mãos e divirta-se!

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É tempo de Halloween!

No Brasil, Dia das Bruxas. Em inglês, Halloween! Todo mundo já ouviu falar e alguns, já até comemoraram em festas realizadas, principalmente, por escolas de inglês. Mas, a realidade é que o Halloween se tornou uma das festas mais tradicionais e culturais nos países anglo-saxônicos, em especial, os de língua inglesa como Estados Unidos, Inglaterra, Irlanda e Canadá. E, hoje, na aula de inglês, aprendemos um pouco sobre esta festa tão adorada pelos norte-americanos e venho compartilhar com vocês!

A palavra Halloween teve origem na Igreja católica.
 Vem da celebração do dia 1 de novembro, o Dia de Todos os Santos.
 Sendo assim, Halloween é uma versão encurtada de “All Hallows’ Even” (Noite de Todos os Santos), ou seja, a véspera do Dia de Todos os Santos (All Hallows’ Day). A data marca, também, o fim oficial do verão e o início do ano-novo céltico.

Mas, você deve estar se perguntando: se é um dia de santos, porque vestir roupas assustadoras?

A parte tenebrosa do Halloween veio dos Celtas, que associavam a chegada do inverno com morte e espíritos. Reza a lenda, que os espíritos dos que morreram ao longo daquele ano voltariam à procura de corpos vivos para possuir. Então, os celtas acreditavam que, para evitar que isso acontecesse, bastava que eles se vestissem de maneira assustadora, a fim de espantá-los ou fazê-los pensar que aqueles corpos já estavam possuídos. Surgia assim o Halloween, que, na sequência, ganhou diversos símbolos como bruxas, esqueletos, corujas, gatos negros, fatasmas…

As abóboras cortadas e iluminadas com uma vela, chamadas de Jack O’Lantern,
 eram feitas para espantar os espíritos de casa. Hoje, a criatividade corre solta para a customização das abóboras, que podem ser compradas nos chamados Pumpkin Patch, espaços montados especialmente para vender o produto, em diversos tamanhos! (A da foto abaixo foi feita pela minha cunhada, em homenagem ao San Francisco Giants, time de baseball que vem apresentando excelentes resultados no World Series, principal campeonato do país!)

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Há ainda a brincadeira Trick or Treat (doce ou travessura), também introduzida pelos irlandeses, que, naquela época, iam de porta em porta, angariando comida para as festas de Halloween em suas vilas. Hoje, as crianças vão às ruas fantasiadas e pedem doces a seus vizinhos. Caso eles não tenham nada para oferecer, devem fazer uma travessura. É comum, no dia 31 de outubro, ver crianças voltando para casa com uma infinidade de doces nas mãos!

Mas, confesso que, desde que cheguei (agosto), o que mais tem me impressionado é ver como a data movimenta o comércio. Lojas temporárias são montadas para vender fantasias, cardápios de bares e restaurantes se enchem com novas receitas feitas com abóboras, supermercados vendem abóboras e itens de decoração aos montes, cafeterias lançam cafés que levam abóbora na receita, sorvetes de pumpkin, programas de rádio comentam sobre o assunto, e por aí vai!

Claro que, como estou nos Estados Unidos, não vou deixar a tradição passar em branco em meu primeiro ano por aqui! No dia 31 de outubro, vou a uma verdadeira festa de Halloween, em San Francisco, com direito a fantasia e maquiagem! Vamos ver o que vai dar! Spooky!!!

Pumpkin Patch

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Welcome to Cali!

Carinhosamente chamada Cali pelos moradores e admiradores, a Califórnia é um estado norte-americano, localizado na costa oeste do país, ladeado pelo oceano Pacífico. Mas, isto, muita gente sabe. O que a maioria não conhece é a história do estado, que foi colonizado pelos espanhois e passou a ser controlado pelos mexicanos em 1821, após a independência mexicana da Espanha. No entanto, a partir de 1830, um grande número de americanos passou a se instalar na região, desencadeando a guerra mexicano-americana, a qual resultou na vitória dos norte-americanos, em 1848, quando a Califórnia passou a fazer parte dos Estados Unidos.

Hoje, o estado é o mais populoso e onde estão localizadas quatro das 20 maiores cidades do país: Los Angeles, San Jose, San Diego e San Francisco. E engana-se quem pensa que uma delas é a capital. Muitos acreditam ser L.A. Outros, nomeiam San Francisco como a sede do governo californiano. Mas, na verdade, este título pertence a Sacramento, outra grande cidade do Golden State.

Ah! Claro! Golden State é um cognome do estado. Mas, até hoje não se sabe se tal cognome se deve à quantidade de ouro que aqui existia, ou à cor dourada da terra e da relva, ou, ainda, ao clima da região, quente e ensolarado em boa parte do ano.

A verdade, eu não sei. Só sei que estou adorando viver aqui e, cada dia mais, conhecendo o que a Cali tem a nos oferecer. E claro, vou contando tudo aqui na Travel3 USA!

Bay Bridge

Bay Bridge

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