Preparem suas casas! O Halloween vem aí!

Aqui nos Estados Unidos é assim: vem chegando uma data especial e todas as casas, ruas e comércios são decorados para comemorar! Desde o começo de outubro, as pessoas estão se superando nos preparativos para o Halloween, data que aqui é levada a sério.

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Como surgiu tal festa, eu contei aqui no ano passado! Agora, este ano, quero compartilhar algumas imagens de como anda a vizinhança! Cada uma mais divertida (ou seria assustadora?!?) do que a outra! Confiram nas fotos!

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Para comer feito gente grande

Aqui nos Estados Unidos comer é uma tarefa para quem não brinca em serviço. Qualquer porção individual, praticamente, serve muito bem duas pessoas. E foi pensando no tamanho de seus pratos que o restaurant Black Angus Steakhouse, que tem várias casas espalhadas pela baía de San Francisco, Califórnia, lançou uma promoção.

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Por $42,00 duas pessoas podem escolher qualquer das entradas do cardápio para compartilhar, um prato principal para cada pessoa e qualquer das sobremesas também a ser compartilhada (ainda bem, pois é tamanho família). As entradas vão de pão de alho a nachos com filé mignon, passando pelo mix de abobrinha apimentada, frango, batata assada e camarões, que foi nossa opção. Para o prato principal, pode-se escolher uma carne, que varia entre costelinha, angus bife, filé mignon, salmão, porco ou frango com dois acompanhamentos. Por fim, a sobremesa com uma deliciosa variedade como cheesecake, brownie ou cookie com sorvete, torta de cenoura ou de quarto chocolates.

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Para pagar este preço, é preciso levar um cupom, que pode ser encontrado na internet ou nas caixas de correio (yes!). O ambiente é super agradável, com decoração country e ótimo atendimento. Excelente pedida para quem gosta de comer bem a um preço justo. Bora lá?

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Churrasco com gostinho de Brasil

Algumas semanas atrás tive o prazer de visitar a nova churrasquaria brasileira em San Jose, cidade ao sul da baía de San Francisco. A Fogo de Chão, que já tem várias casas espalhadas pelos Estados Unidos e por outros países, agora está aqui, pertinho de mim! Quem me conhece sabe da minha paixão por churrasco! Principalmente, quando preparado por profissionais como o desta churrascaria (ou por meus cunhados, que não fica atrás)!

Esta foi a primeira vez que fui à Fogo de Chão no exterior e, como padrão, o espaço é lindo, bem decorado e com equipe super treinada a nos receber bem do começo ao fim. Mas uma das coisas que me chamou bastante atenção, foi o buffet de saladas e frios. Geralmente, as churrascarias brasileiras daqui não oferecem muita variedade no buffet e nem sempre os pratos servidos nos enchem os olhos e a boca! Mas este sim, é ótimo! Claro que ainda fica longe do buffet das Fogo de Chão brasileiras e de outras churrascarias que temos no Brasil. No entanto, temos que levar em consideração que aqui muitos estrangeiros frequentam o local e é preciso se adequar da melhor forma possível.

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Como opções tem salaminho, copas, queijos variados, palmito, cogumelos, azeitonas, uns três ou quarto tipos de salada, legumes e verduras, salmão defumado, arroz, feijão preto e pão de queijo! Aqui eu até paro para contar um pouco mais! Simplesmente o melhor que já comi na vida! Tão bom que cheguei a perguntar se eles me venderiam um pacote para eu levar pra casa. Mas não aceitaram a proposta. Ele é preparado no local e a receita é segredo de estado!

Já as carnes, aplausos à parte! São mais de 16 cortes. Me contentei com poucos: cordeiro, picanha, fraldinha e alcatra! Mas todos os outros passavam ininterruptamente por nossa mesa.

O valor do rodízio pode ser considerado caro por muitos (principalmente aos finais de semana, quando cobram $ 55 por pessoa. Por mim, valeu cada centavo, pois a qualidade é indiscutível! Já a caipirinha, cuidado! O copo é minúsculo, a que faço é mais gostosa e custa $ 15.

No entanto, é uma delicia de lugar para matar saudade do nosso churrasco e depois passear pela Santana Row, a rua mais badalada da cidade, repleta de bares, restaurantes e lojas!

Fogo de Chão – San Jose
377 Santana Row #1090
San Jose, CA
(408)244-7001

A linda meia maratona de San Francisco!

Correr é um vício, uma paixão! E aliar essa atividade a outra paixão é ainda melhor: viajar para corer, ou correr na viagem…

Já fiz isso algumas vezes e sempre amei! Quando viajo para correr, ganho de brinde vistas lindas, pois o percurso é escolhido a dedo para encantar os corredores. Já quando corro nas viagens, o brinde são as surpresas dos caminhos que optamos por passar, uma vez que, durante um city tour ou uma caminhada, certamente, não passaríamos por tais lugares por questão de tempo, ou distância…

Antes da largada, com a Bay Bridge ao fundo

Antes da largada, com a Bay Bridge ao fundo

No último final de semana, não viajei para correr e nem corri na viagem. Apesar de que, se sair de uma cidade para correr na cidade vizinha for considerado viajar para correr, assim foi feito! Participei da Meia Maratona de San Francisco. Na verdade, da First Half Marathon, levando em consideração que os inscritos podem escolher entre a primeira e a segunda meia (que são a primeira e segunda metade da maratona). Claro que, boa turista que sou, escolhi a primeira, que passa pelo Embarcadero e atravessa a Golden Gate Bridge. Esses visuais sempre nos ajudam a manter o ritmo e nos incentivam durante a prova!

Paparazzi

Paparazzi

Esta não foi minha primeira meia maratona desde que cheguei aqui, mas foi a mais especial, a começar pelo cenário que, na minha opinião, é uma das cidades mais lindas do país! E também por ter me feito lembrar do treino que fiz um mês atrás com a cia de corrida mais especial do mundo! Minha irmã!!!

Mas vamos ao trajeto: começamos a prova às 5:40 da matina, saindo da frente do Ferry Building. Seguimos por todo o Embarcadero, passando pelo Pier 39, Fishermans Wharf, Marina, Crissy Field até chegar à Golden Gate Bridge. Nesta parte é até engraçado, pois vemos TODOS os corredores (com excessão dos profissionais, claro) preparando o celular para as fotos.

Atravessando a Golden gate Bridge! Momento mais especial da prova...

Atravessando a Golden gate Bridge! Momento mais especial da prova…

O macete é corer e fotografar ao mesmo tempo, porque não rola de parar para a foto, né? Assim você não perde tempo e nem atrapalha os outros corredores, que, com certeza, ficarão enjuriados se você parar no meio do caminho para tirar fotos. Infelizmente, saí mastigando meu carbogel nas fotos feitas por fotógrafos profissionais na ponte. Então, uma dica: nunca coma ou tome seu carboidrato enquanto passa pelos pontos turísticos. Um paparazzi pode registrar este momento.

Repor energia na GGB? Nunca mais...

Repor energia na GGB? Nunca mais…

Saindo da ponte, passamos pelo Presídio, descemos o morro ladeando o Pacífico, passamos pelo Richmond District até finalizar no Golden Gate Park.

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Resumindo: é uma prova mais puxada do que as meia maratonas que estou acostumada a fazer devido a alguns morros já do meio pro final do percurso. Mas, para quem corria em BH, correr em San Francisco é tranquilo. É bom também estar preparado para o vento na Golden Gate Bridge, que estava bem forte e contra. Já o clima, estava perfeito! Nem quente, nem frio e nublado! No mais, é uma ótima maneira de se exercitar e conhecer a orla da cidade formada pela baía de San Francisco e pelo oceano pacífico.

Cruzando a linha de chegada e controlando o pace!

Cruzando a linha de chegada e controlando o pace!

A prova foi no mesmo dia da Meia Maratona Caixa do Rio de Janeiro, a minha favorita, na qual eu marcava ponto já há alguns anos. O bom foi que compensei minha ausência na meia de SF, mas, sem dúvidas, a do Rio é ainda mais especial, seja pela beleza da cidade, seja pela energia e empolgação do povo brasileiro durante uma corrida de rua. Senti falta dessa alegria estampada por aqui!

Ano que vem, com certeza, estarei presente de novo, em uma ou em outra. O que vale é fazer o que gostamos com prazer, tênis no pé e sorriso no rosto!

Adoro coleacionar medalhas! Quero mais...

Adoro coleacionar medalhas! Quero mais…

Carteira de motorista sem burocracia!

Enquanto no Brasil a gente leva muito tempo e gasta rios de dinheiro para tirar carteira de motorista, uma vez que temos que cumprir carga horária de curso de legislação mais um mínimo pré-estabelecido de horas/aula de rua, aqui nos Estados Unidos o processo é rápido e barato! Quer dizer: a velocidade só depende de você!

Aqui, para maiores de 18 anos, e quem já tem carteira de outro país (meu caso) é assim: você vai ao Departamento de Veículos Automotores (DMV) e pede o livro das leis de trânsito. Ele é um pouco extenso, mas bem simples. O básico é o básico e o que muda são algumas leis. Após ler o livro e praticar simulados disponibilizados no próprio aplicativo do DMV, você marca para fazer a prova de legislação e paga o valor de U$ 33. São 46 questões de múltipla escolha e precisa-se acertar, pelo menos, 38. Ah, e ainda se tem a vantagem de, se reprovado, poder tentar mais duas vezes!

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Passando na prova escrita, imediatamente é emitida a permissão para dirigir – válida até que se passe no exame de rua – e já se pode marcar o teste de direção (mesmo tendo carteira de outro país, devemos fazê-lo). O bom é que, com a permissão, já podemos dirigir, desde que tenhamos um adulto habilitado ao nosso lado.

Marcado o exame de rua, basta ir ao DMV, acompanhado de uma pessoa habilitada (sempre!), para fazer o teste. Ele é bem rápido e fácil. Aqui, eles não têm a intenção de fazer pegadinhas e de te reprovar, para que você seja obrigado a pagar por mais aulas… O que eles querem saber é se você conhece as leis de trânsito e se não oferece nenhum risco nas ruas. Pedem o básico: mudar de faixa, dar ré, fazer conversões à esquerda e à direita, estacionar e só! E o melhor: você faz o teste em seu próprio carro e não precisa se preocupar com controle de embreagem, sendo que aqui 90% dos carros são automáticos! Na mesma hora você já sabe o resultado e pega sua carteira provisoria até a permanente, com validade de cinco anos, chegar! Bão ou não??

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P.S. Pessoas que não sabem dirigir não precisam fazer aulas de rua. Aquele adulto, que tem habilitação válida, pode te ensinar usando o próprio carro. Somente menores de 18 anos precisam cumprir algumas horas de aulas com instrutores credenciados.

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Residência permanente, entenda o processo

Primeiramente, gostaria de me desculpar com vocês pela ausência no último mês! Vocês sabem como a vida é corrida em qualquer canto do mundo. E, especialmente, neste mês, recebi visitas ilustríssimas (minha irmã e meu cunhado) e, claro, acabei ficando por conta deles, matando a saudade sem fim! Também estive um pouco ocupada com o processo final da obtenção do Permanent Resident Card, mais conhecido como Green Card. Muitas pessoas têm dúvida de como obtê-lo, principalmente aquelas que desejam morar aqui e poder trabalhar. Eu mesma não fazia ideia de como é o processo de obtenção, mas tinha em mente que era algo complicado.

Na verdade, são vários os motivos que possibilitam aplicar. Mas, a primeira coisa é deixar claro que o Green Card não é um tipo de visto. Os vistos permitem entrar no país com objetivos específicos, como turismo, trânsito, trabalho, estudos, etc., por um determinado período, podendo ou não ser prolongado na época do vencimento. Já o Green Card é uma permissão de residência no país por tempo inesgotável. Ou seja, você pode entrar e sair à vontade e viver praticamente como um cidadão americano (lembrando que alguns direitos são exclusivos do cidadão), desde que cumpra com as leis do país e com outras exigências específicas ao residente permanente.

Bom, os motivos para aplicar para obtenção do Green Card são vários, como graus de parentesco de cidadãos americanos; patrocínio de empregadores – que começa com o visto de trabalho e, mais tarde, pode ser convertido em aplicação para o Green Card -; casamento com cidadão americano; e, por fim, loteria! Sim. Loteria mesmo, tipo Mega Sena. A cada ano, o governo americano sorteia uma certa quantidade de Green Cards para moradores de outros países que desejam imigrar. Porém, nós brasileiros não podemos nos cadastrar mais por já sermos muitos por aqui! Admito que fiquei admirada com esta informação, pois nunca imaginei que se poderia ganhar a residência em um país pela loto! Algo, no mínimo, curioso!

Welcome to the USA. Immigration Welcome Letter and Green Card Closeup. United States Homeland Security.

Mas, aqueles que têm direito à aplicação, podem seguir dois caminhos: 1- contratar um advogado de imigração para cuidar de todo o processo, pois eles conhecem bem todos os passos a serem dados e podem ajudar em cada detalhe; 2- contratar a minha sogra!! Brincadeiras à parte, podem fazer por conta própria, que foi o caminho que escolhi, uma vez que não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas eu tive a vantagem de contar com a grande ajuda da minha sogra, que já havia feito o processo algumas vezes e sabia todos os formulários que eu deveria preencher, parte mais complicada do processo a meu ver, pois um formulário, algumas vezes, só é válido com o preenchimento de um segundo. Por isso a dica mais importante é: leia as instruções de cada formulário antes de preenchê-lo e vá anotando cada documento que você precisará enviar junto, como certidões, identificações, outros formulários, etc. Tudo pode ser encontrado no site da imigração.

Com estas informações em mãos, basta preencher os formulários (com muita atenção e boa memória, pois é tudo em inglês e eles nos perguntam endereços de onde moramos em 1900 e bolinha!), juntar os documentos (originais e/ou cópias) e enviar para o escritório indicado de acordo com seu local de moradia.

A partir daí, é começar a contar os dias para receber as diversas correspondências que eles mandam. No caso da aplicação por meio do casamento, o processo é bem rápido – cerca de três meses desde o envio dos documentos até o recebimento do cartão de residência permanente. Neste período, eles enviam uma carta informando o recebimento dos documentos; uma agendando a coleta das impressões digitais e foto (já para o Green Card, então, vá arrumadinho). Na terceira, informam se o pedido de permissão de trabalho foi aceito ou não. Na quarta, enviam o cartão de permissão de trabalho. Na quinta, marcam uma entrevista para ser feita com o casal.

Esta é a parte que as pessoas mais ficam apreensivas, pois, por muitas vezes, os entrevistadores separam os casais para checar se eles realmente se conhecem ou se o casamento foi realizado somente com o objetivo de obter a residência. Mas, não há para que ter medo. A entrevista é super tranquila e esta situação só ocorre caso o entrevistador desconfie da veracidade do casamento. Ao final da entrevista, você já sabe o resultado da petição e, em uma semana já recebe o cartão e pode comprar as passagens para ir pro Brasil!!!! Porque vamos combinar: voltar pra casa é bom demais!

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* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

A praticidade no dia a dia estadunidense

Uma das coisas que me encanta nos países desenvolvidos, algumas delas eu já tinha vivenciado em Londres e, agora, nos Estados Unidos, é a praticidade em atividades do dia-a-dia. Por exemplo: aqui, raramente você verá filas em bancos. Isso é simples, primeiro, por causa de uma coisinha que temos acesso em qualquer lugar do mundo, chamada internet. Aqui (apesar de eu achar a conexão pior do que no Brasil), a maioria das pessoas paga tudo pela net.

Você deve estar pensando: ok, mas pagar contas pela net não elimina as filas em banco por si só. Na verdade, isso acontece porque, aqui, não se paga contas em banco. A não ser aqueles financiamentos feitos pelo próprio banco e as faturas dos cartões de crédito, é claro. Aqui, as contas de celular são pagas nas lojas de telefonia celular, as contas de luz são pagas na companhia de luz, seguro de saúde nas lojas próprias, TV a cabo na loja… e por aí vai! Isso é uma mão na roda e elimina aquelas filas em banco de horas e horas a fio.

Outra praticidade e a coisa mais comum do mundo é embalar a comida que sobra no prato. Sim! Isso aqui não é falta de educação, sinal de “pobreza”, breguice ou mesquinharia. Aqui, o que você paga é seu e nem você e nem ninguém tem que ter vergonha disso. Mesmo sendo o resto da comida no prato naquele restaurante super bacana. Os próprios garçons, quando percebem que você não comeu tudo, perguntam se você quer uma embalagem para levar o resto. Porque, afinal, sobrar comida no prato aqui é coisa fácil, vide o tamanho deles! Em alguns restaurantes, as embalagens ficam ao alcance dos clientes, para que eles mesmos peguem e façam sua matulinha!

Os postos de gasolina também adoro! Quem nunca viu nos filmes americanos que os próprios motoristas descem, inserem o cartão na bomba de gasolina e abastecem o carro? Isso é ótimo, porque você nao precisa esperar a “fila de frentistas” usarem a maquininha para passar o cartão e crédito ou débito. Você mesmo vai lá, abastece e faz seu pagamento. Mas, ao mesmo tempo, é um emprego a menos, não é mesmo? E também sinto falta dos nossos amigos, que ainda checam óleo, água e, se preciso, lavam o parabrisa! Aqui não temos essa facilidade.

Falando em fazer o próprio pagamento, isso também ocorre em supermercados e drogarias. O cliente tem a opção de pagar por meio de uma espécie de caixa ‘self service’. Você mesmo passa seus produtos pelo leitor de código de barras, coloca na sacola, faz o pagamento e pronto! Fácil, rápido e seguro!

Os depósitos em caixas eletrônicos também me chamaram atenção. Você simplesmente insere o dinheiro na máquina (sem envelope e sem digitar o valor a ser depositado) que a própria máquina identifica quantas notas de cada valor foram inseridas e te mostra o total do depósito. Com notas, ok, pois elas têm um código que pode ser lido pelas máquinas. Mas o mais incrível é que o mesmo acontece com depósitos de cheques! Você não precisa digitar o valor. A super máquina lê o cheque a ser depositado, independente do garrancho da pessoa que o escreveu! Eu juro que deve ficar alguêm dentro dessas máquinas contando as notas e lendo os cheques

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Bom, se eu for ficar aqui enumerando as coisas práticas do dia a dia, o texto vai ficar grande e chato! Então, depois conto mais um pouquinho das curiosidades dos Estados Unidos.

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Fluindo com o trânsito da Califórnia

Eu adoro dirigir! Mas confesso que não tenho um pingo de paciência com engarrafamentos. Não é todo mundo que é assim, como eu! Tem gente que até curte ficar horas para chegar a seu destino e, enquanto isso, escuta música, prepara a lista dos afazeres da semana, estuda, lê livros e até faz unha! Mas eu sou da que reclama e xinga o tempo inteiro, pois, para mim, tempo é dinheiro! Eu poderia estar malhando, lendo, assistindo a um bom filme, mas não! Completo tempo perdido! Mas, voltando ao começo, adoro dirigir! E, dirigir nos Estados Unidos então: mamão com açúcar!

Aqui, qualquer lugar é pertinho (ainda mais porque sou mineira)! Mas é pertinho mesmo, pois a gente pega as freeways, onde não existem sinais de trânsito e a velocidde máxima é de 65 milhas, ou 110 km/h, e, assim, chegamos super rápido em qualquer lugar. Na esquina da minha casa mesmo tem uma freeway que me leva para o centro da minha cidade, minha escola, San Francisco, cidades vizinhas, etc… Além disso, elas não tem buracos e contam com, no mínimo, três pistas em cada direcao. A sinalização e ótima e o pessoal anda no mesmo ritmo, apesar de que, no Brasil, as pessoas dirigem bem melhor do que aqui! Também, pudera, né? Quem dirige no Brasil se sai bem até na Índia!

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Outra coisa boa é que as direitas são sempre livres, mesmo que o sinal esteja fechado para quem vai entrar à direita. Você pode ir sem medo, que não será multado! A não ser que tenha uma placa dizendo que não pode virar à direita no sinal vermelho, claro. Mas, uma coisa que custei para me acostumar é que, aqui, os sinais ficam do outro lado da rua. Então, no começo, eu freava lá no meio do cruzamento e tinha que acabar avançando o sinal.

Já na hora de estacionar, outra vantagem! Não precisamos gastar uma grana para comprar os talões de estacionamento (faixa-azul) e ter que usá-los para ficar por apenas 5 minutos numa loja ou na padaria. Aqui, na frente de cada vaga na rua, tem uma maquininha onde se insere as moedas de acordo com o tempo que você ficará no local. Se for coisa rápida, uma moeda de 10 cents está de bom tamanho! Caso vá demorar mais, insira mais moedas ou seu cartão de crédito, que a maquininha vai te cobrar exatamente o tempo que você ficou estacionado ali! Mas não ouse estacionar e não pagar, pois, aqui, a polícia fica de cima mesmo e o canetão corre solto!

Falando em multas, por aqui não existem radares como no Brasil, nem os fixos e nem os pardais. Sendo assim, as multas de velocidade não chegam em casa. Elas lhe são entregues pessoalmente pelos policiais que patrulham ruas e estradas 24h por dia. Eles vêm atrás de você, ligam a sirene e você é obrigado a parar. Isso acontece caso ultrapasse a velocidade máxima permitida, faça conversões proibidas, dirija embriagado ou cometa qualquer infração de trânsito perto de um policial. O que não é legal nem aqui e nem na China, né? Por isso é bom sempre andar na linha e ficar de olho no retrovisor, lógico!

Agora, o melhor de tudo são os carros automáticos. Carro de câmbio manual é raridade por aqui! Todo mundo tem carro automático, o que torna ainda mais fácil e prazeroso dirigir! E eles sempre vêm bem equipados, diferente do Brasil, onde se deve pagar uma fortuna por cada item adicional!

Então, quando vier para cá, alugue um carro (não esqueça de tirar a permissão internacional para dirigir no Detran – fácil e rápido), conheça um pouco das leis de trânsito do estado (que variam de um para o outro) e faça das suas rotas mais uma forma de conhecer a América do Norte!

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.

Hoje é dia de Saint Patrick!

17 de março! Hoje comemora-se o dia de São Patrício, ou, Saint Patrick’s Day. Como neste ano a data caiu em plena terça-feira, a comemoração, ao menos em San Francisco, foi no sábado passado, 14. O motivo de antecipar a festa, claro, foi devido à associação com a bebedeira, então, nada como um final de semana para celebrar.

Em San Fran, a já tradicional parada, composta por danças irlandesas e bandas marchantes, teve início na junção da Market Street com a 2nd Street e seguiu em direção à Civic Center Plaza, onde um grande e alegre festival foi realizado. Bandas, barraquinhas de artesanato, comidas e bebidas por todo lado. Assim como milhares de pessoas vestidas de verde. Algumas semi-nuas. Sim, por aqui muitas mulheres se vestem sem o menor pudor. E as que leva a fama… já sabem, né?

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Mas, vamos à explicação das tradições da data. Por ser uma festividade católica, realizada no período da quaresma, diz-se que, antigamente, as pessoas eram liberadas para consumir bebidas alcóolicas no dia de St. Patrick, sendo este o motivo da bebedeira na festa. Além disso, é comum o uso do verde. Isso acontece porque, na rebelião irlandesa de 1798, no dia 17 de março, soldados vestiram uniformes verdes com a intenção de propagar seus ideais políticos e de chamarem atenção para tal rebelião. Além disso, a cor está presente na bandeira irlandesa e ainda no trevo de três folhas, outro símbolo da data, o qual foi utilizado por St. Patrick para explicar o conceito da Santíssima Trindade!

A festa é tão importante e comemorada nos países de língua inglesa que, em algumas cidades, como Chicago, por exemplo, pubs vendem cerveja verde e outras chegam, até mesmo, a “pintar” seus rios desta cor. Então, tudo se liga! Parada, cerveja, trevo e verde por todo lado!

Ainda dá tempo de comemorar! Vista-se e divirta-se! E não se esqueça: se beber, não dirija!

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Carmel de João e Maria

Carmel é daquelas cidades que você se encanta na primeira, apaixona na segunda e morre de amores na terceira visita. Foi assim que aconteceu comigo. O lugar, que mais parece cenário daquela história “João e Maria”, com as casas lindas, feitas de doces e chocolates (chocolate, para mim, não é apenas um doce… vai muito além disso!), fica no litoral da Califórnia – no condado de Monterrey -, e é banhado pelo Pacífico. Bem pequena, a cidade ficou conhecida mundialmente após ter como prefeito o ator Clint Eastwood, entre 1986 e 1988.

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As casas são todas lindas, cercadas de grandes árvores e belos jardins. Mas é a avenida principal, a Ocean Avenue, que mais chama atenção. Por toda a sua extensão, lojas de souvenirs, restaurantes, cafés, patiseries e galerias de arte se instalam nas tais casinhas de João e Maria. Cada esquina mais linda do que a outra. E o melhor, se você descer toda a avenida chegará à bela praia de Carmel, com areia larga e vegetação por toda a orla!

Carmel Beach

Carmel Beach

Do lado direito, avista-se ainda a famosa praia de Pebble Beach, que dá nome a um dos mais belos condomínios residenciais e de campos de golf do país, incluindo o Pebble Beach Golf Links. Caso queira conhecer a região, é possível atravessá-lo de carro, dirigindo pela famosa 17 Mille-Drive, que corta o condomínio de uma ponta à outra. Para isso, paga-se apenas uma taxa de pedágio no valor de U$ 9. Além dos campos de golf, Pebble Beach também é fomosa por sediar, anualmente, uma exposição de carros clásicos e de luxo.

Pebble Beach

Pebble Beach

Voltando ao centro de Carmel, uma boa dica é almoçar no restaurante The Grill on Ocean Avenue, com excelente atendimento e comida maravilhosa! E também, não deixe de visitar a Basílica de San Carlos Borromeo Del Rio Carmelo, mais conhecida como Carmel Mission. Antes de visitar a cidade pela primeira vez, eu tinha visto imagens da igreja na internet e virou, para mim, um ponto imperdível a ser conhecido. Na primeira visita, fomos até lá, mas estava fechada. Na segunda vez, a mesma coisa. Já na terceira, recentemente, com minha mãe, demos a sorte de pegá-la aberta! Um sonho de igreja, que hoje é tida como monumento da Missionary of the Cross – Missionários da Cruz. Para se ter uma ideia, ela foi construída em 1793 e é toda feita em pedra. Com o passar do tempo, ela foi se transformando em ruínas e, após os Estados Unidos tomarem o controle da Califórnia, em 1846, ela começou a ser reconstruída. A visita mais ilustre à basílica Carmel Mission foi do papa João Paulo II, em 1987. Hoje ela é um marco na cidade e deve ser visitada por quem for a este encantador lugar!

Carmel Mission

Carmel Mission

* Travel3 USA é uma coluna escrita para a revista Travel3, publicação de origem mineira, mas que não tem limites para viagens mundo afora. Acompanhe por aqui.